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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Santa Casa de Votuporanga recebe alunos de medicina da Unifev

Na última semana, 240 alunos do curso de medicina da Unifev passaram por uma integração no Hospital, onde normas, orientações e rotinas foram apresentadas como uma preparação para o estágio observatório, da disciplina: Treinamento de Habilidades e Atitudes Médicas (THAM), onde serão divididos em grupos de 10. Além disso, os graduandos foram apresentados a vários setores e entenderam o funcionamento e a organização das atividades, com objetivo de vivenciar o ambiente hospitalar, que fará parte do seu dia a dia e contribuirá com sua formação profissional.

Os alunos conheceram a estrutura do Complexo Santa Casa por meio de um vídeo institucional, que mostra o desenvolvimento e o trabalho de cada Unidade e foram recepcionados pelos coordenadores das áreas: enfermagem, qualidade, nutrição, hotelaria, ouvidoria, faturamento, auditoria, recepção e regulação. Os estudantes também receberam orientações sobre controle de infecção hospitalar e normativas de segurança no trabalho.

A aluna do 8º período, Vanessa Madrid Vivo, conta como foi passar por essa experiência ainda na faculdade, "A integração ajuda a entender as rotinas e normas, e como fazer para contribuir com a organização do hospital. Aprendemos e recebemos muitas informações, e estamos preparados para realizar o estágio observatório."


Para o provedor da Instituição, Luiz Fernando Góes Liévana, receber os alunos é um grande orgulho, pois o curso medicina é ofertado por uma grande parceira, que é a Unifev, "é importante que os alunos se sintam acolhidos dentro do ambiente que fará parte de sua vida profissional, o estágio mesmo que observatório, vem para preparar e criar um vínculo com o paciente, e ajudar ainda mais a contribuir com a qualidade de nossos serviços fortalecendo a saúde de nossa cidade e região".

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

COAÇÃO, COERÇÃO E DELAÇÃO

 
GAUDÊNCIO TORQUATO
      
Qual é a cola semântica que junta mensalão, petrolão e delação?  O mensalão foi concebido como um banco de mesadas para buscar apoios ao governo durante o primeiro mandato de Lula. O petrolão, considerado o maior escândalo de corrupção da atualidade, foi arquitetado para produzir e distribuir propinas no entorno da Petrobras. Pois bem, a  resposta para a pergunta aponta para três substantivos também terminados em ão: cooptação, coação e coerção. O primeiro sugere a capacidade de convencimento de uma fonte (governante) para atrair, aliciar, buscar apoios junto a pessoas físicas ou jurídicas. A persuasão de interlocutores se dá por meio de recompensas, abrigando recursos financeiros, cargos em máquinas governamentais, concessão para realização de obras públicas etc. Acordados quanto ao volume e porte das trocas, fontes e receptores maximizam seus interesses e passam a agir como parceiros nos empreendimentos.
          Esta modelagem explica a similaridade entre mensalão e petrolão, dois fenômenos que escancaram as relações promíscuas entre agentes da estrutura administrativa (governantes e burocratas), da representação popular (membros do Legislativo nas três instâncias da Federação) e os círculos de negócios privados. Já a delação se ampara mais na coação, aqui entendida como pressão moral para que delatores aceitem entrar no jogo. A recompensa, nesse caso, reúne formidável bagagem moral, a partir da fatura que se apresenta: atenuação de penas; liberdade em lugar de prisão ou prisão em regime semi-aberto.
          Apesar de ser instrumento de nossa legislação criminal, a delação se desenvolve sob intensa pressão psicológica de indiciados, que acabam optando pela alternativa capaz de livrá-los do poder coercitivo do Estado. É o caso de indagar: da maneira como vendo sendo usada, a delação não resvalaria no terreno ético? Há quem veja razoável grau de desvirtuamento no abuso da delação. Deveria ser desaguadouro natural, espontâneo, do processo investigativo. Ocorre que os delatores se vêem diante de monumental barreira que os impede de optar de maneia espontânea por esta  via. A barreira é o medo do poder coercitivo do Estado, apto a trancafiar por longos anos quem não se submeter àquela modalidade denunciatória. A família do indiciado, por sua vez, age como estrutura psicológica, induzindo o chefe de família a buscar a melhor alternativa para voltar o quanto antes ao seio familiar.
          Os elos da cadeia coativa e coercitiva se juntam, prendendo os presos da Operação Lava Jato em um beco sem saída: ou delatam ou terão suas penas esticadas. Mas esse é o leit-motiv da delação, argumentam promotores e juízes. Trata-se de um sistema de recompensas – materiais, psicológicas – que o instrumento incorpora. Graças a ele, a Operação Mani Pulite, na Itália, foi bem sucedida. Começou com a prisão, em 1992, de Mario Chiesa, então diretor de instituição filantrópica de Milão (Pio Alberto Trivulzio). Dois anos após, 2.993 mandados de prisão haviam sido expedidos; 6.059 pessoas estavam sob investigação, incluindo 872 empresários, 1.978 administradores locais e 438 parlamentares, dos quais quatro haviam sido primeiros-ministros.
          O juiz Sérgio Moro segue rigidamente a receita aplicada na Itália, o que inclui a cooptação da Opinião Pública, por meio da ampla visibilidade que a mídia oferece às ações da Operação Lava Jato. Os advogados criminais se queixam do uso (abusivo) da delação, enxergando o risco de consolidação de uma cultura denunciativa e punitiva no país, com desprezo ao rito da defesa. Levantam, por exemplo, a questão da presunção de inocência, uma das mais importantes garantias constitucionais. Por este meio, o acusado deixa de ser mero objeto do processo, passando a ser sujeito de direitos dentro da relação processual. Por essa prerrogativa, o acusado não pode ser considerado culpado até que a sentença penal condenatória transite em julgado. Ou seja, urge evitar uma sanção punitiva antes da decisão final. Diz a CF no artigo 5.°, inciso LVII: "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória".
          Outra pergunta que se coloca é: o que alimenta mazelas como mensalão e petrolão? Nossa cultura política e, esticando a resposta, nosso presidencialismo de coalizão. Que usa e abusa do poder da caneta: nomeia, demite, promove, faz favores, castiga. A relação de troca passa a ser medida do equilíbrio entre os Poderes Executivo e Legislativo. Ou seja, o presidencialismo de coalizão alimenta-se da base política e esta come do seu pasto para engordar. Para aprovar matérias de seu interesse, a (o) presidente tem usado todos os recur­sos à sua disposição, entre eles liberação de verbas do Orçamento e espaço na administração para partidos. Essa forma absolutista de governar deixa claro que poderia ser chamada também de presi­dencialismo de coação. A corrupção, nessa perspectiva, tem seu filão no interior do Estado. Pois a corrupção é um desvio institu­cional, ilegalidade praticada sob o abrigo da imoralidade. Isso ocorre quando as autoridades públicas deixam à margem seu dever e passam a subordinar seus papéis a demandas exógenas, como as de políticos em época de eleição. Sob essa cultura, a semente do presidencialismo imperial gera muitos frutos.
          O presidente é o mandachuva. O chiste é conhecido: como o ato mais importante da partida de futebol, o pênalti deveria ser cobrado por quem? Pelo presidente. O culto à figura do presidente e, por extensão, a outros atores com forte poder de mando faz parte da glorificação em torno do Poder Executivo. Tronco do patrimonialismo ibérico. Herdamos da monarquia por­tuguesa os ritos da Corte: admiração, bajulação, respeito e mesuras, incluindo o beija-mão. Enquanto o poder central continuar com sua monumental capacidade de cooptar e coagir, continuaremos a ver amostras, aqui e ali, de mensalinhos e petrolões. Sob o reino da cooptação, coação, coerção e delação.
 
Gaudêncio Torquato, jornalista, professor titular da USP é consultor político e de comunicação. Twitter: @gaudtorquato

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Aniversariante


Nesta segunda-feira, 8 de fevereiro, Wilson Barroso, estará festejando mais um aniversário. Com ele, festeja a data, a esposa Luiza, os filhos Daniela e Jr, a mãe Armelinda. Demais familiares e amigos vão desejar-lhe os parabéns.

Tiquinho em Brasília, conversa com o ministro das Cidades, Gilberto Kassab

Na terça-feira, 2 de janeiro, a presidenta Dilma Rousseff recebeu às 17 horas, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, no Palácio do Planalto.
Segundo a assessoria de imprensa do Executivo jalesense, após audiência no Ministério das Cidades, onde oficializou pedidos de verbas para obras de asfaltamento, recapeamento e melhorias no sistema viário de Jales, Kassab convidou o prefeito em exercício Tiquinho para acompanhá-lo ao Palácio do Planalto, onde o ministro participaria de uma reunião com a presidente Dilma Roussef sobre a dengue.

A viagem de Tiquinho a Brasília foi "bate volta": saiu de Jales na terça-feira (2), às 3 horas da manhã, chegando à capital federal às 11 horas. Na volta, deixou Brasília às 20 horas, chegando a Jales às 5 horas da manhã, da quarta-feira (3).

Garça toma posse como provedor da Santa Casa de Jales no dia12

 
O provedor José Devanir Rodrigues (Garça), definiu na sexta-feira, 12 de fevereiro, às 19h30, no anfiteatro da Associação Comercial e Industrial de Jales (ACIJ), a data para a cerimônia de posse da nova diretoria da Santa Casa.

Garça, que assumiu durante seis anos consecutivos a provedoria do hospital, voltou ao cargo após a gestão do José Pedro Venturini (2012-2015).

"Desde o dia 1º de janeiro estou dando continuidade ao trabalho benéfico realizado pelo José Pedro. É um desafio recomeçar os trabalhos, precisei conversar com todos os gestores para compreender o andamento do serviço, me reiterar da situação da instituição e pensar junto a administração, novas estratégias para que o hospital supere essa crise. A posse é um momento muito importante para cada um de nós, que vamos receber uma grande responsabilidade de continuar os trabalhos da melhor maneira possível".

O provedor aguarda a presença de autoridades, deputados federais, estaduais, gestores da Santa Casa e toda imprensa para participar da solenidade

Laura Cardoso relembra mais de 70 anos de carreira no Persona em Foco

 
A atriz Laura Cardoso é a próxima convidada do Persona em Foco, programa da TV Cultura que vai ao ar na terça-feira (9/2), às 23h30, com apresentação de Atílio Bari e roteiro de Analy Alvarez, coordenadora de dramaturgia da TV Cultura.

Na atração, que tem como entrevistadores o produtor Mauro Giafrancesco e o ator Zécarlos Andrade, Laura Cardoso, aos 88 anos, conta passagens de seus 70 anos de carreira. Dos cerca de 123 trabalhos realizados, muitos marcaram a história do teatro moderno brasileiro, da televisão e do cinema.

Laura conta que na infância subia em um caixote e declamava para sua avô. E aos 16 anos, contra a vontade de seus pais, fez um teste para atriz de radionovelas na Rádio Cosmos, hoje Rádio América, e foi contratada. Mas o nome de batismo, Laurinda de Jesus Cardoso, não foi aprovado. Assim nasceu Laura Cardoso, como é conhecida até hoje.

A sua paixão pela arte de representar é imensa, tanto que inúmeras vezes deixou de receber cachê. "Durante a semana eu fazia radionovelas e aos sábados e domingos apresentava peças curtas em circos. O circo era tão pobrezinho que eu não tinha coragem de receber a bilheteria. O importante era estar em cena".

Relembra que trabalhou na Rádio Tupi, Rádio Cultura e passou também pela Rádio Difusora, onde conheceu o ator Fernando Balleroni, com quem se casou e teve duas filhas: Fátima e Fernanda. "A minha vida com Balleroni foi muito boa. Eu não digo que durante o caminho ele não tenha olhado para outra mulher. E que eu não tenha olhado para outro. É da vida. E é muito bom. No final as duas pessoas solidificam a amizade e o companheirismo. A caminhada é longa e durante a caminhada você olha para um lado e para outro. Mas tudo bem.

Ela também conta da sua trajetória no teatro e no cinema. Lembra da sua estreia no teatro, em 1959, em Plantão 21, com direção de Antunes Filho. E das diversas montagens importantes no teatro brasileiro, dentre elas, Vereda da Salvação e Volpone, com direção de Antônio Abujamra.

Com uma carreira pautada pelo sucesso na televisão, que contabiliza mais 78 novelas e minissérie, ela relembra que na Rádio Tupi sempre pedia uma oportunidade. E que sua primeira aparição na televisão foi em Tribunal do Coração, de Vida Alves. "Eu passava pela Vida Alves e dizia: ‘me escala’. Passava pelo Cassiano Gabus Mendes e dizia: ‘me deixa fazer uma vez. Se não gostar não faço mais’. Fui escalada por Vida. Depois Cassiano me chamou para fazer Coração Sagrado na TV de Vanguarda. E ganhei meu primeiro prêmio na televisão. E nunca mais parei, graças a Deus".

Conta que o convite para ir para TV Globo foi de Daniel Filho para a novela Brilhante, de Gilberto Braga. Laura, entre tantos assuntos, ressalta a evolução da televisão brasileira. "Tudo que está nas televisões é resultado da TV Tupi, que começou tanto no teleteatro, na música e no esporte. Claro que não tínhamos tecnologia, que veio depois, mas tínhamos um amor, uma garra para fazer. Tudo que existe hoje na televisão foi a turma que criou e começou a fazer. O Rio diz que foram eles. Mas já disse pra eles que começou em São Paulo".

Ela fala sobre a dificuldade de adaptação do ator da TV artesanal para a era tecnológica. "É difícil para o ator de verdade. Ele tem até uma certa resistência sobra a industrialização. O ator quer moldar e formar seu personagem. Esse negócio de tecnologia eu e muito outros atores não gostamos muito. Um dia estava fazendo uma cena dramática e, de repente, a diretora parou a cena. Eu disse: ‘por que parou?’. Disse que teria que pegar.... Eu disse: ‘não tem que pegar nada. Você tem que pegar eu. Pois sou eu que estou dizendo o texto de verdade. Eu que estou inteira aqui. Você não pode me cortar para fazer um close da bonitinha . Eu sou importante. Deixa eu terminar. Importa o texto que estou dizendo e não a moça loura. Eu sou feia, mas estou inteira aqui’.

O programa conta com depoimentos de amigos e profissionais que trabalharam com a atriz, como Vida Alves, Rolando Boldrin, Claudio Fontana e Antunes Filho.

Família e Terapia

*Flávio Carvalho

Por muito tempo a medicina e a psicoterapia preocupou somente com os indivíduos. Se alguns indivíduos apresentavam qualquer problema psíquico e procuravam ajuda, o medico ou o terapeuta procurava encontrar o paciente real, ou seja, aquele que apresentasse a patologia, se esquecendo ou ignorando por completo a família, como se aquele paciente real não mais pertencesse a uma família, ou como se ele não fosse mais retornar ao âmbito familiar. Se todos os membros de uma família precisassem de terapia, eles eram atendidos individualmente, cada um com um terapeuta particular, ou seja, eram desmembrados de suas famílias, era uma relação exclusivamente bipolar, terapeuta-paciente.

É necessário hoje em dia que toda a família participe do processo terapêutico. Os parentes devem participar de todo o processo, inclusive do diagnóstico, contribuindo assim para o sucesso do tratamento. Os familiares devem participar ostensivamente de todo o processo terapêutico, não como se estivessem recebendo ajuda, mas sim como colaboradores do médico no tratamento. Este modelo não é aceito pela maioria dos terapeutas, que defendem a idéia de que os parentes só atrapalham, que os parentes muitas vezes são neuróticos e problemáticos, e isto pode prejudicar o processo terapêutico. Pode até ser que em certo momento do tratamento se faça necessário se trabalhar somente com o indivíduo sozinho, mas de maneira alguma o médico ou terapeuta deverá se esquecer da família deste indivíduo. Este indivíduo está em família ou estará retornando a uma família ao termino do tratamento. Definitivamente a família deve participar de todo o processo, podendo assim melhor acolher e ajudar este indivíduo na sua recuperação. Vale a pena assinalar que muitas vezes a família está mais doente do que o indivíduo que está em tratamento. Isto é muito comum acontecer com as crianças, na maioria das vezes os problemas da criança são os pais. A criança na maioria das vezes não têm demanda, os problemas estão nos pais, na família, na escola, com os professores. Por isso toda a família deve ser convidada a se juntar ao processo terapêutico, a fazer parte ativamente do mesmo.

Muitos são os médicos ou terapeutas que preferem tratar apenas do indivíduo, pois consideram a estrutura familiar muito complexa, muito mais difícil de lidar, seria muito mais fácil tratar de apenas um indivíduo do que de muitos, seria mais fácil lidar com a transferência de apenas um indivíduo do que de vários. Mas se esquecem eles, que estes indivíduos possuem uma família, estão inseridos em uma ou estarão voltando para uma ao termino do tratamento. Faz-se necessário trabalhar com esta família para que a mesma saiba lidar com este indivíduo durante o tratamento, ou preparando a família para receber este indivíduo após o tratamento. Podemos citar como exemplo os alcoólatras, não são raros os casos daqueles que tentam parar ou conseguem parar de beber e que voltam a beber por puro descuido da família, que despreparadas acabam reintroduzindo o álcool novamente na vida destes indivíduos, seja no preparo de pratos culinários que levam bebida alcoólica no seu preparo, ou até mesmo em inocentes festas, comemorações onde servem bebidas alcoólicas aos convidados, ou mesmo bebendo perto destes indivíduos. Se toda a família não participar deste processo de recuperação de um alcoólatra ou droga-adicto será quase impossível ele conseguir este intento sozinho. *Flávio Rodrigo Masson Carvalho equilibriumtc@hotmail.com

Mulheres, por receio, ainda negligenciam o exame fundamental para rastreamento de câncer de mama

Patrícia Pillar, Elba Ramalho, Arlete Salles, Joana Fomm, Sheryl Crow, Shannen Doherty, Brigitte Bardot, Jane Fonda, Costanza Pascolato e Joyce Pascowitch são alguns exemplos de profissionais que se destacam nas carreiras de atriz, cantora, apresentadora, jornalista ou ícone da moda. Entretanto, mais do que a fama, estas mulheres têm uma luta em comum: todas elas foram diagnosticadas com câncer de mama e venceram a batalha contra a doença.

Para muitas delas, o grande fator que contribuiu para o bom desempenho do tratamento foi o diagnóstico precoce da doença, que pode ser feito através de mamografia. O autoexame também é importante, mas não substitui a mamografia. Muitas mulheres ainda não criaram o hábito de fazer o acompanhamento anual com o ginecologista. Foi justamente para realçar a importância de realizar o exame para a detecção precoce do câncer de mama que um Projeto de Lei da Senadora Maria do Rosário (PT-RS), instituído há dois anos, estabeleceu o dia 5 de fevereiro como o Dia Nacional da Mamografia.

Muitos podem ser os fatores que fazem com que as mulheres tentem evitar o exame: desde o receio de sentir dor na hora da mamografia até o medo de receber um diagnóstico positivo em relação à doença. Esses motivos as levam a retardar ou ignorar o exame, que é fundamental para o rastreamento do câncer de mama.

Para os especialistas, a questão da dor na hora de fazer a mamografia é relativa. "Existem mulheres que não sentem nada, nem dor nem desconforto. Já outras sentem apenas uma rápida pressão nas mamas; e ainda há aquelas mais sensíveis que podem sentir um pouco de dor", explica a ginecologista Lilian Fiorelli. "Mas, esta dor é passageira e suportável. Mais do que isso: no caso das mulheres mais sensíveis, é importante ressaltar que é um pequeno desconforto que pode salvar a vida. E é isso que as mulheres precisam entender para superar o medo de realizar o exame", complementa.

Ter um diagnóstico positivo em relação à doença é outra causa que amedronta. "Por mais assustador que seja receber esta notícia, em muitos casos, a doença é detectada no início, o que beneficia muito o tratamento. Ademais, a medicina está avançada e os casos de cura completa têm sido cada vez mais frequentes", destaca Lilian.

Ressaltar a prevenção é importante uma vez que o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, depois do de pele não melanoma. Eles correspondem a cerca de 25% dos casos novos de câncer diagnosticados a cada ano. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que, em 2013, mais de 14 mil mulheres morreram por conta da doença no País. Para este ano, a estimativa é de 57.960 novos casos. "O trabalho ainda é grande para desmistificar algumas informações e reforçar a importância da prevenção, que deve ser feita de forma contínua", avalia a ginecologista.

A especialista explica que a doença é mais rara antes dos 35 anos. "Acima desta idade, sua incidência cresce de maneira progressiva, especialmente após os 50 anos", diz. Mas, mesmo fazendo parte do grupo de risco, muitas mulheres ignoram a prevenção. Segundo informações da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada no segundo semestre de 2015, quase 40% das mulheres entre 50 e 69 anos não fizeram mamografia em 2011 e 2012. O índice é maior quanto menor é o grau de escolaridade: entre as que não têm qualquer instrução ou têm o ensino fundamental incompleto, 49,1% deixaram de fazer o exame, já entre as que têm ensino superior completo, a taxa caiu para 19,1%.

A indicação é que mulheres a partir dos 40 anos comecem a fazer a mamografia todo os anos. "Mas as que têm histórico de câncer de mama na família, em parentes de primeiro grau (mãe, irmã e/ou filha), devem realizar o exame antes dessa idade, pois o risco de câncer de mama pode ser maior", explica Lilian. Vale ressaltar que antes dos 35 anos a ultrassonografia de mamas pode ser mais indicada, já que a densidade das mamas dificulta a visualização de lesões na mamografia.

Para a realização do exame, existem dois tipos de aparelhos de mamografia: o convencional e o digital. Ambos utilizam o raio-X para a produção da imagem da mama. A diferença está na forma como ocorre a captação da imagem mamográfica. No primeiro, a imagem é armazenada em um filme e caso haja algum problema técnico com o filme, este terá que ser refeito. Já na digital, usa-se um detector que transforma o raio-X em sinal elétrico e transmite a informação para um computador. Assim, a imagem mamográfica pode ser armazenada e recuperada eletronicamente, além de permitir ao radiologista ajustar as imagens, no próprio monitor da estação de trabalho, realçando ou ampliando alguma área, para melhor analisá-la.

Lilian alerta também que o câncer de mama não é exclusividade das mulheres. "Embora representem apenas 1% do total de casos da doença, os homens também podem desenvolver o câncer. Para ambos casos, a melhor prevenção é fazer acompanhamento rotineiro com seu médico".

FOLHAGERAL

da redação


O Tribunal


de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) emitiu parecer favorável à prestação de contas do exercício de 2013 da prefeitura de Jales. Naquele ano, a prefeita Nice Mistilides respondia pela gestão municipal. Agora, o parecer será votado na Câmara Municipal.



Dá até arrepio
pensar numa tragédia política. O TCESP emitiu parecer desfavorável à prestação de contas do exercício de 2012, de responsabilidade do então prefeito Humberto Parini e do seu vice Clóvis Viola. Os vereadores foram contra o parecer do TCESP – um tribunal de alta competência –, cometendo uma aberração política, administrativa e jurídica que marcou ano legislativo jalesense de 2015. Como tudo é possível na política, o pessoal do botequim da vila está cismando. Será que os vereadores vão recusar de novo o parecer do TCESP, agora fazendo votação desfavorável em relação às contas de Nice?


A equipe de
futebol de Jales não vai disputar nenhuma divisão da Federação Paulista de Futebol (FPF), mas sim a Liga Paulista de Futebol (LPF). Esta Liga foi criada recentemente, em 10 de novembro de 2015, na Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude de SP, em reunião que contou com a presença de dirigentes de 20 clubes. A pretensão é formar duas séries com 20 equipes cada. O Congresso Técnico acontece neste mês de fevereiro.


O secretário
municipal de Esportes, Cultura e Turismo, Ademir Molina, e o vereador Nivaldo Batista de Oliveira também estiveram empenhados na formação da nova Liga, por interesse na volta do futebol de Jales em nível profissional. As equipes, que vão compor a LPF, serão desde times profissionais que disputaram a quarta divisão nos últimos anos, passando por times afastados do futebol profissional, até times em fase de projeto que cidades mostraram interesse em levar adiante.


Os cartolas
vinculados à Federação Paulista de Futebol têm bons motivos para pôr as barbas de molho. Se for para a nova Liga Paulista de Futebol funcionar bem, apenas isso, nada contra. E se a nova Liga deslanchar sem os vícios antigos do futebol brasileiro, mas crescer com força moderna e eficiente? Aí, o bicho pega. A guerra surda nos bastidores poderá ser dura, pois a formação de ligas independentes fortes não é novidade no mundo dos esportes.


O Estádio
Municipal Dr. Roberto Valle Rollemberg, cuja venda tem aprovação de muita gente, passa por uma limpeza. Espera-se que os administradores municipais não coloquem a máquina e o dinheiro públicos em prol da equipe de futebol e do estádio municipal. Não, porque não mereçam. Mas porque isso seria feito em detrimento de áreas mais carentes.


Os vereadores
têm que ficar de olhos e ouvidos bem atentos. Todos sabem que a administração municipal atravessa uma crise financeira brava, que não permite dispensar recursos para estimular empreendimentos privados de interesse geral. A colaboração do poder público ao futebol deve ser bem limitada. Até porque os dirigentes do novo time e da nova Liga devem ser bons empreendedores, sabendo fazer o esporte render muito dinheiro.

Um tucano

de quatro costados, que pediu anonimato, disse ao colunista que o PSDB em Jales não vai mais se sujeitar a vontades externas em suas decisões. "A decisões sobre o pleito eleitoral vai ter que passar pelo crivo da Executiva, sem palpites externos. Está na hora de andarmos com nossas próprias pernas", disse. Vamos ver como isso vai acontecer.


E, falando
em tucano, os analistas políticos do botequim da vila apostam que o prefeito Pedro Callado é pré-candidato à reeleição. E mais, que ele poderá ter o atual vereador e seu substituto eventual no Executivo (Nivaldo Batista de Oliveira, o Tiquinho) como vice na chapa. Tiquinho estaria analisando sua possível ida para o PSD do ministro Gilberto Kassab.


A Comissão
Especial de Inquérito (CEI), criada para apurar possíveis irregularidades na merenda escolar em Jales, encerrou seus trabalhos e entregou o relatório final, que será lido na sessão de 15 de fevereiro (segunda-feira) à presidência da Mesa Diretora da Câmara Municipal. O relator da CEI foi o petista Luís Fernando Rosalino (PT), o presidente foi Gilberto Alexandre de Moraes (DEM) e o vice foi Rivail Rodrigues Júnior (PSB).


A CEI
foi originada pelas diferenças constatadas nas quantidades de refeições servidas nas escolas do município. Em novembro de 2014 foram servidas 184.754 refeições aos alunos. Em março de 2015 foram 171.462 refeições. Em abril de 2015 foram 139.432 refeições.


Depois
de não cumprir com o acordo que elegeria Junior Rodrigues à presidência da Mesa Diretora da Câmara, em dezembro do ano passado, o vereador petista Luiz Fernando Rosalino teve uma longa conversa com o colega Gilberto Alexandre de Moraes (DEM). Ele procurou contornar a situação constrangedora em que ficou perante seus pares que assinaram o acordo. Coitados dos ouvidos do Gilbertão.


E, falando
em Rosalino, não se sabe se aquela lei de sua autoria, que regulamenta a distribuição de panfletos pela cidade, aprovada por unanimidade no Legislativo, foi sancionada ou vetada pelo Executivo. Ou está adormecida numa gaveta de uma escrivaninha qualquer.


O PMDB
deve mesmo lançar chapas completas às eleições municipais de 2016, em praticamente todos os municípios brasileiros, visando estar forte no pleito de 2018. Em Jales, o partido tem bons nomes para encabeçar uma chapa. Mas tudo depende dos seus caciques.

Realizado primeiro fim de semana de mobilização contra a dengue


 
A Secretaria de Saúde e Comitê Municipal de Mobilização e Combate a Dengue, iniciou nos dias 30 e 31 de janeiro o mutirão de limpeza e combate à dengue. Os primeiros locais visitados foram a Vila Pinheiro, IV Centenário e parte do jardim Oiti.

Cerca de 30 pessoas da prefeitura, clubes de serviços e voluntários percorreram os bairros, das 7h às 13h, recolhendo material que acumula água e que pode se tornar criadouro do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya.

Os moradores visitados também receberam orientações sobre os cuidados necessários para diminuir os focos do mosquito. "Identificamos água parada em calhas, pratos de plantas e em recipientes espalhados pelos quintais. É preciso fazer limpeza constante para que o mosquito não tenha chance de nascer", comentou a profissional de informação, educação e comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Jales, Vanessa Luzia da Silva Tonholi.

Segundo Vanessa, a grande novidade foi à participação de voluntários e clubes de serviço no mutirão. "É de suma importância a aproximação da população com o poder público, unindo forças contra a doença". Tivemos a participação de representantes do Conselho Municipal de Saúde, das imobiliárias, do Rotary Club, Sucen, EcoAção, Interact, secretarias municipais e das pessoas que se inscreveram no site como voluntárias", concluiu Vanessa.

Quem quiser participar dos próximos mutirões pode fazer o cadastro de voluntário no site da prefeitura em www.jales.sp.gov.br.

As próximas datas da campanha já estão definidas para os dias 20, 21, 27 e 28 de fevereiro; 19, 20, 26 e 27 de março. No dia 20 e 21 de janeiro, o trabalho continuará pelo Jardim Oiti, bairro com muitos casos de dengue registrados

8ª Grande Leilão da Santa Casa será abril

O 8° Grande Leilão de Gado em prol da Santa Casa de Jales já está marcado para o dia 24 de abril, a partir das 10h30, no Comboio. A comissão voluntária de trabalho está a todo vapor na organização do evento e espera conseguir bons resultados.
De acordo com o coordenador do leilão, Sergio Cavassani, todas as cidades referenciadas ao hospital serão visitadas, afim de pedir a colaboração nas arrecadações. "Precisamos do apoio dos prefeitos, presidentes da câmara, secretários municipais, enfim, quanto mais gente colaborando melhor será a resolutividade desse evento. Quero evidenciar que temos uma equipe esforçada, competente e preparada para fazer o melhor pela nossa Santa Casa. Contamos com a ajuda de todos para conseguir arrecadar o máximo que pudermos", relatou Sergio.

Para o provedor, José Devanir Rodrigues, Garça, é preciso um trabalho em conjunto, para que seja mais um evento de sucesso. " Não acredito que a crise irá atrapalhar nosso leilão, temos que ser otimistas e acreditar que vamos atingir nossa meta. Quando se fala de Santa Casa temos credibilidade, graças a seriedade que possuímos com a instituição. A nossa chapa União pela Saúde retrata bem o que iremos precisar para este grande leilão".

As arrecadações de prenda, gado ou dinheiro já deram início, os interessados poderão entrar em contato pelo telefone (17) 3622-5003 ou 99704-2727.

Editais de Proclamas

Rosimeire Ensides Tomazeli, Oficial Interina do Registro Civil das Pessoas Naturais e de Interdições e Tutelas da Sede da Comarca de Jales, Estado de São Paulo. FAZ SABER que pretendem casar-se e apresentaram os documentos exigidos pelo artigo 1.525 do Código Civil Brasileiro.

WELLINGTON ALVES PRADO e MAÍRA GABRIELA BOMBONATTI. ELE, natural de Jales, deste Estado, nascido aos 09 de fevereiro de 1.988, gerente adjunto, solteiro, residente e domiciliado em Jales, deste Estado, filho de Juraci Ragassi Prado e de Eudes Maria Alves Prado. ELA, natural de Estrela D’Oeste, deste Estado, nascida aos 08 de fevereiro de 1.988, despachantes de serviços rodoviários, solteira, residente e domiciliada em Fernandópolis, deste Estado, filha de Maria de Lourdes Bombonatti. Cópia recebida do Oficial de registro Civil de Fernandópolis – SP, onde se reside a contraente.

ALEX DE JESUS GUIMARÃES e DIANA DE OLIVEIRA ALVES. ELE, natural de Fernandópolis, deste Estado, nascido aos 19 de janeiro de 1.987, vendedor, solteiro, residente e domiciliado em Jales, deste Estado, filho de Jesus Manoel Guimarães e de Izabel de Fatima Pascui Guimarães. ELA, natural de Itajubá, Estado de Minas Gerais, nascida aos 28 de março de 1.984, vendedora, divorciada, residente e domiciliada em Jales, deste Estado, filha de Devanil dos Anjos Alves e de Dagmar de Oliveira Alves.

WELLINTON ALMEIDA GONDIM e GRAZIELE FERNANDA RODRIGUES. ELE, natural de Itararé, deste Estado, nascido aos 10 de outubro de 1.991, montador, solteiro, residente e domiciliado em Jales, deste Estado, filho de José Maria Gondim e de Sandreane de Almeida. ELA, natural de Jals, deste Estado, nascida aos 13 de janeiro de 1.991, pizzaiola, divorciada, residente e domiciliada em Jales, deste Estado, filha de Natalino de Oliveira Rodrigues e de Tereza Tortéli.

JUVENCIO ELIAS DA SILVA e MIRIAM MARTINS DE JESUS OLIVEIRA. ELE, natural de Caetite, Estado da Bahia, nascido aos 29 de outubro de 1.993, auxiliar de industria, solteiro, residente e domiciliado em Jales, deste Estado, filho de Leobino Lopes da Silva Filho e de Diozina Francisca Elias da Silva. ELA, natural de Paranaiba, Estado de Mato Grosso do Sul, nascida aos 28 de janeiro de 1.987, doméstica, solteira, residente e domiciliada em Jales, deste Estado, filha de Cemi Ramos Oliveira e de Sebastiana Martins de Jesus.

JOSÉ LUIZ CASSUPÁ e FRANCISCA DONIZETI ROCHA. ELE, natural de Mirassol D’Oeste, deste Estado, nascido aos 04 de janeiro de 1.977, auxiliar de serviços gerais, solteiro, residente e domiciliado em Jales, deste Estado, filho de Luiz Cespere Cassupá e de Cristina Cassupá. ELA, natural de Cardoso, deste Estado, nascida aos 30 de agosto de 1.977, autônoma, divorciada, residente e domiciliada em Jales, deste Estado, filha de Antonio Alicio da Rocha e de Claudio Aparecido Cardozo.

TIAGO LIMEIRA DE SOUZA e JÉSSICA INDIANO DE SOUZA. ELE, natural de Jales, deste Estado, nascido aos 20 de fevereiro de 1.985, agente funerário, solteiro, residente e domiciliado em Jales, deste Estado, filho de Cícero Limeira de Souza e de Suelene Angela da Silva de Souza. ELA, natural de Rondonópolis, Estado de Mato Grosso, nascida aos 06 de dezembro de 1.990, cuidadora, solteira, residente e domiciliada em Jales, deste Estado, filha de José Indiano de Souza e de Irene Pereira de Souza.

BENEDITO ALUISIO FERREIRA LOPES e MARIA ROSALINA DA SILVA NETA. ELE, natural de Jales, deste Estado, nascido aos 11 de novembro de 1.959, aposentado, divorciado, residente e domiciliado em Jales, deste Estado, filho de Isaias José Lopes e de Maria Ferreira Lopes. ELA, natural de Carneirinho, Estado de Minas Gerais, nascida aos 03 de outubro de 1.953, do lar, solteira, residente e domiciliada em Jales, deste Estado, filha de Dorvalina Ferreira de Queiroz.

LUIGI MICHEL NATALI BORDIM e ISABELE FAVORE ZANFOLIN. ELE, natural de Santa Fé do Sul, deste Estado, nascido aos 11 de fevereiro de 1.993, autônomo, solteiro, residente e domiciliado em Jales, deste Estado, filho de Wlaudemir Bordim e de Mara Pardo Natali Bordim. ELA, natural de Paranapuã, deste Estado, nascida aos 24 de janeiro de 1.996, do lar, solteira, residente e domiciliada em Jales, deste Estado, filha de Nilton Cezar Zanfolin e de Marlene Favore Zanfolin.

FÁBIO AUGUSTO PALMIERI ISHIKAWA e VANESSA VARGAS VOLPON ARANDA. ELE, natural de Jales, deste Estado, nascido aos 04 de abril de 1.990, farmacêutico, solteiro, residente e domiciliado em Jales, deste Estado, filho de Mario Ishikawa e de Neuza Palmieri Ishikawa. ELA, natural de Jales, deste Estado, nascida aos 30 de dezembro de 1.989, farmacêutica, solteira, residente e domiciliada em Jales, deste Estado, filha de Claudir Aranda da Silva e de Simone Vargas Volpon Aranda.

SE ALGUÉM SOUBER DE ALGUM IMPEDIMENTO OPONHA-O NA FORMA DA LEI. LAVRO OS PRESENTES PARA SEREM AFIXADOS NO REGISTRO CIVIL E PUBLICADOS NA FOLHA NOROESTE, NESTA CIDADE DE JALES.

Rosimeire Ensides Tomazeli – Oficial Interina


Fraternidade, Meio Ambiente e Ecumenismo

D. Demétrio Valentini, Bispo Emérito de Jales

 
Em boa hora, está chegando a quaresma deste ano. Ela sempre proporciona um tempo favorável para a reflexão, motivando-nos a enfrentar os desafios da vida.

Desta vez, com a persistência da crise que envolve o mundo com suas ameaças de agravamento, mais ainda a quaresma faz perceber a validade de suas advertências.

Para reforçar este clima de seriedade, já há mais de meio século que a Igreja nos convida, no tempo da quaresma, para a Campanha da Fraternidade.

Neste ano de 2016, a Campanha é ecumênica, promovida não só pela Igreja Católica mas também por diversas outras denominações cristãs, destacando-se a Igreja Evangélica Luterana, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, e a Igreja Ortodoxa de Antioquia.

O tema escolhido tem nítidas conotações ecológicas. "Casa Comum, nossa responsabilidade"

E o lema, expresso por palavras típicas do linguajar bíblico: "Quero ver o direito brotar como fonte, e correr a justiça qual riacho que não seca", tiradas do Profeta Amós.

Como objetivo, a Campanha propõe metas bem concretas: "assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis, que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum". Portanto, uma campanha com propostas bem concretas.

Mas o que de imediato chama a atenção, são as duas motivações, muito atuais, que a Campanha entrelaça, fortalecendo seu dinamismo: o meio ambiente, e a abertura ecumênica.

Estas duas motivações servem de combustível, a dar vigor e consistência aos objetivos propostos. O primeiro incentivo é dado pelo ecumenismo. Já é significativa a tradição que vem se firmando, de promover, de cinco em cinco anos, uma Campanha da Fraternidade ecumênica. E vale lembrar que nasceu do ecumenismo o primeiro movimento de adesão e de entusiasmo diante da proposta de João 23 de realizar um concílio.

O surpreendente entusiasmo pela proposta de um concílio para superar as rupturas eclesiais, foi suscitando de início um processo de superação das hostilidades, mas depois experimentou as resistências que brotaram dos preconceitos sedimentados ao longo de séculos.

Mas a insistente proposta de reaproximação das Igrejas, pode contar, para esta Campanha, com boas notícias. No ano que vem se completam 500 anos da Reforma Protestante, no dia 31 de outubro. Por ocasião desta data, já está definido um grande encontro ecumênico, no contexto histórico dos países nórdicos da Europa, onde a Reforma Protestante encontrou acolhida profunda. O Papa Francisco já confirmou sua presença, e isto dá ao fato, certamente, uma dimensão mais ampla.

Da parte das Igrejas Ortodoxas também estão chegando boas notícias. Finalmente vai se realizar, na Ilha de Creta, o "sínodo pan-ortodoxo", reunindo os patriarcados ortodoxos, sob a liderança do Patriarcado de Constantinopla.

A outra motivação, de ordem ecológica, conta com o embalo da última reunião, em Paris, sobre a defesa do planeta terra, nossa "casa comum". Esta motivação também recebeu um impulso especial pela recente encíclica "Laudato Si", dedicada toda ela à questão da preservação do meio ambiente.

Portanto, vamos ter uma Campanha da Fraternidade com um tema muito pertinente, animado por motivações ecumênicas e ecológicas que lhe dão sustentação.

Uma campanha oportuna, que chega num tempo de evidentes urgências.

Vereadores questionam atual situação da Casa da Criança de Jales e possível venda de seu imóvel

Os vereadores Gilberto Alexandre de Moraes, Jesus Martins Batista, Luís Fernando Rosalino, Pérola Maria Fonseca Cardoso e Rivail Rodrigues Júnior apresentaram, na Sessão Ordinária de segunda-feira, 1º de fevereiro, o Requerimento nº 07/2016, ao Poder Executivo onde pedem informações sobre a alienação do imóvel da "Casa da Criança" e sobre o destino das crianças que eram abrigadas em EMEI que funcionou no local até o ano de 2015.

O documento considerou que o prédio da "Casa da Criança", entidade que prestou serviços relevantes na área da assistência social durante muitas décadas, foi vendido para a iniciativa privada e que, o mesmo prédio, no ano de 2015, abrigou uma EMEI que, com a venda do imóvel, não se sabe o destino desta EMEI e das crianças que a frequentavam.

Dentre os diversos questionamentos, o Poder Executivo deverá responder qual o destino das crianças que frequentavam a EMEI até então abrigada no prédio da "Casa da Criança", que agora se encontra alienado e se o Executivo tomou conhecimento sobre a alienação para particular do imóvel da Casa da Criança, qual foi sua posição e que eventuais providências já foram ou serão tomadas.

A administração municipal também deverá explicar por qual razão, a partir de 2013, a Casa da Criança perdeu convênios com o Governo Federal e/ou Estadual e ficou impedida de celebrar novos convênios com as instâncias de governo inviabilizando a continuidade de prestação de seus serviços, tão essenciais à comunidade.

Após o recebimento dos requerimentos, o Poder Executivo conta com o prazo de quinze dias úteis para enviar as respostas ao Poder Legislativo. Os requerimentos, bem como as suas respectivas respostas são disponibilizadas à toda a população no site oficial do Poder Legislativo de Jales, que pode ser acessado pelo endereço www.jales.sp.leg.br.

Palavras de Chico Xavier

***Creio que quando cada um de nós estiver cumprindo os deveres que nos competem, perante Deus e diante da vida à frente dos outros e ante nossa própria consciência, alcançaremos a paz duradoura.


***Se eu dispusesse de autoridade, rogaria aos homens que estão arquitetando a construção do Terceiro Milênio para que colocassem no portal da Nova Era as inolvidáveis palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo – Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.


Esta coluna tem o patrocínio e responsabilidade da
"Associação Espírita "Chico Xavier" de Jales
 
 


A democracia existe?

José Renato Nalini

 
Não se discute que o Estado de Direito de índole democrática vigente no Brasil é uma Democracia. Mas o que é uma Democracia? A Democracia é formal por definição. Convive com a defesa das quatro liberdades dos modernos: a liberdade pessoal, de opinião, de reunião e associação.

Mas é satisfatório esse conceito de Democracia? Norberto Bobbio, ao escrever com Maurizio Viroli "Diálogo em Torno da República", faz uma espécie de "mea culpa", ao lembrar sua atuação como professor: "Eu ensinava com uma certa frieza, com um certo distanciamento. Um dos autores que eu mais gostava de usar em minhas aulas era Kelsen, que evita os juízos de valor e constrói o sistema jurídico como um sistema normativo que pode ser preenchido por qualquer conteúdo. A teoria pura do direito pode ser aplicada seja na União Soviética, seja nos Estados Unidos; seja em um sistema totalitário, seja em um sistema democrático".

Se a Democracia se resume ao seu aspecto formal, se ela não escolhe valores, abriga-se confortavelmente em regimes ditatoriais ou totalitários, ela não se converte num exercício intelectual sofisticado mas impotente para assegurar garantias democráticas aos cidadãos?

Enfatize-se que é mediante o uso da Democracia que governantes populistas se apropriam com desenvoltura da linguagem democrática para perseguir desígnios políticos completamente antípodas à natureza do "governo do povo, para o povo e pelo povo".

Aceita-se como Democracia o fato de as instituições funcionarem, os Tribunais estarem abertos - cada vez mais abarrotados, isso não importa - e a imprensa livre para noticiar o que quiser e como quiser. Mas aqui também entra um componente complexo da vida democrática. Para se evitar o governo dos piores, seria interessante criar um conjunto de MAS, sigla do inglês Media Accountability Systems, que poderia ser traduzido como Sistemas de Responsabilização da mídia.

A Democracia é o regime da plenitude de direitos, mas deve ser também o espaço do cumprimento dos deveres. Num regime democrático, todos têm responsabilidades. O Estado, a cidadania e, por que não, também a mídia. Não há lugar para irresponsabilidade no ambiente democrático.

Câmara Municipal de Jales constitui as Comissões Permanentes

 
Na segunda-feira, , 1º de fevereiro, à noite, com a presença de todos os vereadores, foi realizada a primeira sessão ordinária de 2016 da Câmara Municipal de Jales.

A sessão foi presidida pelo vereador Tiago Vandré de Souza Abra, vice-presidente da Casa e secretariada pela vereadora Pérola Maria Fonseca Cardoso.

Tiago Abra presidiu a sessão em virtude do presidente Nivaldo Batista de Oliveira (Tiquinho), ter assumido o Poder Executivo até esta sexta-feira, 5 de fevereiro. Assumiu o cargo de vereador para este período o 2º suplente da Coligação PTN / DEM, Salatiel Souza de Oliveira.

Na pauta de assuntos a serem discutidos constava a formação das Comissões Permanentes para o ano vigente. As comissões ficaram assim constituídas:

Comissão de Constituição, Justiça, Redação e Legislação Participativa : Presidente Tiago Vandré de Souza Abra , vice-presidente Rivail Rodrigues Junior e relatora Pérola Maria Fonseca Cardoso

Comissão de Orçamento, Finanças e Contabilidade : Presidente Luís Fernando Rosalino, vice-presidente Jesus Martins Batista e relator Claudir Aranda da Silva

Comissão de Obras e Serviços Públicos Fiscalização, Atividades Privadas e Defesa do Consumidor: Presidente: Rivail Rodrigues Junior, vice-presidente Fagner Amado Pelarini e relator Sérgio Yoshimi Nishimoto

Comissão de Educação, Cultura, Lazer, Esporte, Turismo e Meio Ambiente: Presidente Luís Fernando Rosalino, vice-presidente Sérgio Yoshimi Nishimoto e relator Gilberto Alexandre de Moraes

Comissão de Saúde, Assistência Social, Defesa dos Direitos Humanos, da Criança e do Adolescente: Presidenta: Pérola Maria Fonseca Cardoso, vice-presidente Fagner Amado Pelarini e relator: Jesus Martins Batista

Conselho de Ética e Decoro ParlamentarTitulares: Presidente Luís Fernando Rosalino, vice-presidente Rivail Rodrigues Junior e relator Fagner Amado Pelarini . Suplentes: Pérola Maria Fonseca Cardoso, Jesus Martins Batista e Tiago Vandré de Souza Abra

Tributos: lutar ou morrer

Jacir J. Venturi

"Os impostos têm limites naturais, além dos quais uma nação se deita para morrer ou se levanta para lutar" – oportunas palavras do filósofo e historiador francês Joseph E. Renan. No Brasil, a carga tributária saltou de 21% para 35,4% do PIB desde 1985, início do mandato de Sarney. O consultor americano Walt Rostow complementa bem essa ideia, ao destacar que "só não podemos escapar da morte e dos impostos. E só a primeira não dá para piorar".

Trabalhamos 5 meses por ano para cumprir as obrigações tributárias, o que representa quase o dobro em relação à década de 70. A indignação fica ainda maior ao serem somados cerca de dois meses se contratarmos serviços privados nas áreas de saúde, previdência, segurança e rodovias. Assim, trabalhamos 7 meses para suprir as legítimas necessidades do Estado, suportando a ineficiência, a corrupção e a burocracia desse mesmo Leviatã. Só com os denominados tributos invisíveis – e cito apenas quatro –, o dispêndio anual dos contribuintes é insólito: planos de saúde (R$ 180 bi), educação particular (R$ 60 bi), segurança privada (R$ 40 bi) e, desde 1996, a não correção das alíquotas do Imposto de Renda (R$ 35 bi).

Via de regra, no planeta Terra não se aplica tributo algum sobre a escola privada, pois entende-se que está desonerando o Estado. No Brasil, ao contrário, o pai é triplamente penalizado ao não conseguir escolas públicas de qualidade. Se matricular o filho numa escola particular, um terço do boleto será destinado ao fisco na forma de tributos, sem os quais, uma mensalidade de R$ 1.000,00 poderia ser reduzida a R$ 666,00, com a mesma qualidade de ensino. Neste sentido, um belo exemplo é o Prouni, no qual a renúncia fiscal do governo permitiu, nos últimos 10 anos, o ingresso de 1,3 milhão de universitários na rede privada com um quinto do custo por aluno em comparação ao das Universidades Federais.

O Brasil tem imensas carências sociais e minorá-las se faz necessário, mas há países de menor carga tributária em relação ao PIB e que oferecem à população serviços públicos mais eficientes. No que tange aos gastos, enquanto o atual governo faz uma suave lipoaspiração, o empresário e o trabalhador cortam na carne. É urgente uma reforma estrutural, pois a nossa dívida pública equivale a 64,6% do PIB –, colocando o país sob o risco de insolvência. Era 51% em 2012. Com um rombo de R$ 115 bi, o Tesouro Nacional fechou 2015 como o pior ano da história.

Um levantamento do Ministério do Planejamento – a pedido de um deputado – mostra o exagero dos cargos de confiança (que independem de concurso público): Brasil, 23 mil; EUA, 8 mil; França, 4 mil; Chile, 600; Alemanha, 500; Inglaterra, 300.

E o que dizer dos 34 ministérios de Dilma? Mal. Deodoro tinha 8; Getúlio, 11; Figueiredo, 15; FHC, 21. E vale uma comparação: EUA, 22; Chile, 22; Reino Unido, 18; Alemanha, 16. E a Previdência? Uma bomba-relógio, com um déficit previsto de R$ 125 bi para 2016, e nenhuma proposta para conter esse rombo.

E para concluir, estamos vivenciando uma das fases mais graves da história do país, com a imbricação e a superposição de três crises simultâneas: política, econômica e ética. O Governo e o Congresso têm o dever cívico e moral de oferecer uma alternativa de solução. Austeridade fiscal: eis a receita imprescindível, porém amarga.

Jacir J. Venturi, é vice-presidente da ACP (Associação Comercial do Paraná), presidente do Sinepe/PR (Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Paraná), Coordenador da Universidade Positivo. Foi professor da UFPR e PUCPR.

Carnapeão injeta R$ 5,5 milhões na economia de Santa Fé do Sul

O Carnapeão, evento que acontece na Estância Turística de Santa Fé do Sul - SP de 05 a 09 de fevereiro, e que já é considerada a maior festa sertaneja desse período no País, mostra sua força em números. Segundo a Associação Comercial da cidade o evento chega a injetar R$ 5,5 milhões de reais na economia local durante o Carnaval, com um gasto per capita de R$ 1.100/Turista (ingressos, hospedagem, alimentação e gastos extras). São esperadas 50 mil pessoas durante os cinco dias de festa.

Cerca de 90% dos 15 mil leitos, destinados a hospedagem de turistas na cidade, estão preenchidos e devem esgotar até o dia de início do evento. Ao todo cerca de 500 empregos diretos e 2500 indiretos, serão gerados.

Restaurantes e afins chegam a ter um aumento de 100% nos lucros, o que torna o evento muito aguardado pelos comerciantes em geral.

Brasil Sertanejo – O Brasil é o país da música sertaneja e os dados mostram isso. Segundo a Crowley Broadcast Analysis Brasil, das 100 musicas mais tocadas nas rádios do país em 2015, 74 são sertanejas e 26 estão divididas em outros seguimentos musicais. "O brasileiro é apaixonado pela música sertaneja, contra números não há argumentos. É por isso que resolvemos apostar no Carnapeão, um evento totalmente voltado para esse público." Comenta Erlei Melo, proprietário da Sonatta Produções e Eventos.

Santa Fé do Sul – Santa Fé do Sul - microrregião de Jales - é uma das 30 estâncias turísticas do Estado de São Paulo, status concedido por sua geografia privilegiada: banhada pelos rios Paraná e São José dos Dourados, além de forte preservação ambiental. Conta com grande infra-estrutura e diversas opções de hospedagem: hotéis, pousadas, ranchos de aluguel, além do Parque Ecoturístico das Águas Claras (camping gratuito mantido pela administração municipal), totalizando cerca de 30 mil vagas disponíveis.

Escolhas

Reginaldo Villazón


 


Muitas pessoas acreditam que as escolhas que fazemos na vida são livres. É evidente que, para haver escolhas livres é preciso haver plena liberdade. Os filósofos discutem há séculos a liberdade e não conseguem responder a muitos argumentos que negam a existência dela. Os estatísticos chegaram a uma conclusão definitiva, usando a matemática para medir o tamanho da liberdade nas escolhas. Para eles, o grau de liberdade nas escolhas é = (n - 1), ou seja, igual ao número de possibilidades menos uma.

O fato das escolhas não serem livres – ou serem parcialmente livres – não anula a importância do seu estudo e do seu uso como ferramenta de desenvolvimento. As escolhas envolvem certezas, dúvidas, impulsos, riscos, expectativas, êxitos, frustrações e outros elementos que possam estimular o desenvolvimento humano. Pais e mães agem neste sentido. De início, não permitem escolhas aos filhos pequenos. Porém, na medida em que os filhos se desenvolvem, os pais vão ampliando a oferta de escolhas aos filhos.

As escolhas são fundamentais nos estudos de economia. Governos centrais, regionais e locais fazem escolhas. Empresas, entidades sociais e cidadãos fazem escolhas. Cada qual tem sua realidade, sua lógica, seu objetivo, sua amplitude de escolha. A idéia geral é tirar o melhor proveito das escolhas, mesmo reconhecendo que: "quem pode mais, escolhe mais; quem pode menos, escolhe menos". Pensando no coletivo, as escolhas de todos se interagem e podem adquirir o poder de acelerar o desenvolvimento da nação.

Isto é verdadeiro nas democracias. Para comparação, vejamos como funciona a economia e as escolhas nas ditaduras. Os governos autoritários determinam a fabricação de tais produtos, tais modelos e tais quantidades. E os preços de venda são prefixados. Desta maneira, os consumidores vão adquirir os produtos nos pontos de venda, onde têm reduzidas oportunidades de escolha. As pessoas ficam sem poder exercitar o senso crítico, tornam-se incapazes de exigir e sugerir inovações.

Nas democracias, no exercício diário das escolhas, as pessoas acertam e erram. Mas com o tempo passam a tomar melhores decisões para si mesmas e para o país. Os agricultores aprendem que é vantajoso comprar um trator novo e só depois comprar uma camionete nova. Os jovens percebem que é melhor se dedicarem aos estudos do que às baladas. Assim, a vida fica melhor para todos. Eis aqui, enfim, a questão crucial. Se nossas escolhas não são (nem precisam ser) livres, a que forças devemos subordinar nossas escolhas?

A ignorância, a ansiedade, a ambição e os apelos da propaganda são péssimos mentores para as escolhas. Em compensação – conforme testes que os economistas aplicaram em pessoas de várias idades – a educação e a cultura exercem efeitos espetaculares nas escolhas diante da vida. Eles detectaram que a educação e a cultura influenciam as escolhas com mais intensidade quando adquiridas desde a infância, dentro de casa, depois na escola e na sociedade. Educação e cultura são os dois fatores essenciais para desenvolvimento e a felicidade dos povos.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Região de Jales tem desempenho de 1º mundo na fase inicial da educação


A região de Jales tem melhor desempenho de 1º mundo na fase inicial da educação, o Ciclo 1 do Ensino Fundamental. É o que aponta divulgação da Secretaria da Educação do Estado sobre o Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) e o Saresp (Sistema de Avaliação e Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) relativos a 2015. As escolas estaduais da região obtiveram média 7,28 no ciclo 1 do Fundamental (1º ao 5º ano), resultado comparado aos países mais avançados do mundo.
         O resultado positivo é acompanhado pelo de todo o Estado, que alcançou o melhor índice da história na educação pública estadual. Já nesta sexta-feira, dia 5, as escolas receberão os resultados, possibilitando planejamento inédito de toda a rede para 2016.
Além do ciclo 1, a região de Penápolis teve média de 3,96 no ciclo 2 do Fundamental e 3,28 no Ensino Médio.
No Estado de São Paulo, o Idesp, principal indicador de qualidade das escolas paulistas (criado em 2008), apresentou no ano passado melhora em todos os níveis de ensino. E acelerou o ritmo do Estado rumo às metas (estabelecidas em 2008) para todos os ciclos em 2030.
Em 2015, São Paulo chegou ao índice 5,25 no ciclo 1 do Ensino Fundamental (a meta é 7,0 para 2030). No ciclo 2 do Fundamental, alcançou 3,06 (a meta para daqui a 15 anos é 6,0). No Ensino Médio, 2,25 (a meta é 5,0 em 2030).
Para cálculo do Idesp, a Secretaria une o resultado do Saresp (em provas de Língua Portuguesa e Matemática) a taxas de aprovação, reprovação e abandono. A comparação entre os anos de 2014 e 2015 mostra avanço importante (abaixo está tabela com o Idesp ano a ano). A rede estadual avançou de 4,76 para 5,25 no ciclo 1 do Fundamental. No ciclo 2, de 2,62 para 3,06. No Ensino Médio, de 1,93 para 2,25. O ciclo 2 do Fundamental e o Ensino Médio tiveram o maior avanço da história do Idesp: 0,44 e 0,31, respectivamente. O ciclo 1 do Fundamental teve o segundo melhor resultado da história (0,49), perdendo apenas para o avanço de 2008 para 2009 (0,61).
O governador Geraldo Alckmin participou da divulgação, realizada no Palácio dos Bandeirantes. “Os resultados do Idesp e Saresp 2015 são uma beleza. Isso não é um ranqueamento. É um balizador. Esses resultados são fruto de um processo permanente e, por isso, São Paulo faz anualmente o Idesp e o Saresp com a seriedade da Vunesp”, disse Alckmin, que destacou a grande evolução nos ciclos I e II, do Ensino Fundamental, e no Ensino Médio. “Também tivemos avanços impressionantes em escolas de ciclo único e de tempo integral, que em três anos teve um salto de mais de 60%”, completa o governador.
“É evidente que há muito a melhorar, que há um longo caminho para que esses índices sejam comparados aos dos melhores países do mundo em educação. Mas os resultados mostram que ações empregadas estão repercutindo positivamente no aprendizado dos estudantes”, afirma o secretário de Estado da Educação, José Renato Nalini.
Somente no Ciclo I, as escolas paulistas já cumpriram 74,4% (5,25) da meta (7) estabelecida para 2030. No ciclo 2 do Fundamental, o índice de 3,06 representa 50,6% da meta 6. No Ensino Médio, os 2,25 são 44,8% da meta 5.
 
Saresp
         O Saresp de 2015 teve provas realizadas em 24 e 25 de novembro. A rede estadual paulista obteve também os mais avançados nos últimos oito anos. Provas de Língua Portuguesa e Matemática foram aplicadas para todos os alunos do 3º, 5º e 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio.
Todas as séries tiveram crescimento em Matemática, com o melhor resultado da história desde 2008. É o segundo ano seguido que os resultados da Educação melhoram em praticamente todas as séries.
Em Língua Portuguesa, somente o 3º do Ensino Fundamental apresentou declínio em relação a 2014. Todas as outras séries avançaram na comparação com o ano anterior. O 3º ano do Médio teve o melhor resultado desde 2012. Já 5º, 7º e 9º anos do Fundamental tiveram o melhor resultado desde 2008 (tabela do Saresp abaixo).
A Secretaria aferiu que o impacto de movimentos contra a reorganização das escolas, no ano passado, foi mínimo. Os resultados incluem os alunos que boicotaram. E mesmo assim São Paulo avançou.
Além do resultado médio da rede por série avaliada, a Secretaria divulga percentuais de alunos em quatro níveis: Abaixo do Básico (não aprenderam o suficiente), Básico, Adequado e Avançado (estes três últimos aprenderam o que deveriam ou mais). Tanto em Língua Portuguesa quanto em Matemática, todas as séries ampliaram o número estudantes com conhecimentos Básico, Adequado e Avançado, reduzindo, assim, os alunos com nível Abaixo do Básico.
 
Foco Aprendizagem
         Entre as novidades previstas pela Secretaria para ampliar ainda mais o rendimento dos estudantes da rede está a plataforma “Foco Aprendizagem”. Este ano, professores e diretores de escolas terão um diagnóstico mais preciso sobre as habilidades e competências de cada turma por disciplina e receberão um cardápio de intervenções a fim de melhorar ainda mais o nível de aprendizagem dos alunos. O site reúne ainda dados das últimas edições do Saresp e é utilizado como referência na organização dos planos de aula e de reforço.
Ações de 2015
         Em 2015, pela primeira vez, a rede estadual utilizou a tecnologia no reforço de conteúdo dos estudantes do Ensino Fundamental e Médio. O programa “Aventuras do Currículo+” indicou mais de 205 mil alunos para aulas extras de Língua Portuguesa e Matemática. As atividades são feitas com auxílio do computador (da sala do Acessa Escola ou de casa). Desde o primeiro semestre, estudantes do Ensino Médio tiveram à disposição o programa Geekie+, plataforma digital que reúne planos de estudos personalizados com base na prova do Enem.
Ainda foi colocado em prática o novo sistema de Avaliação e Aprendizagem em Processo: desde o segundo semestre, as provas corrigidas foram cadastradas em um banco de dados e os resultados devolvidas às escolas. O exame, obrigatório em todas as escolas com 2º do ano do Ensino Fundamental até a 3ª série do Ensino Médio, tem como objetivo diagnosticar o desempenho dos alunos no semestre anterior e apontar estratégias para melhorar o aprendizado até o fim do ano letivo.