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sábado, 8 de julho de 2017

Sonhar em tempos de crise

Flávio Rodrigo Masson Carvalho Professor do UNIBAVE

– Orleans - SC equilibriumtc@hotmail.com



Estamos vivendo uma Crise, e dentro desta Crise existem várias crises, e uma das facetas desta imensa Crise é a Violência. Estamos vivendo tempos violentos.

Os problemas ligados à violência são numerosos, complexos e de natureza distinta. A violência está ainda enredada em problemas conceituais referentes à distinção entre: Poder X Coação – Vontade Consciente X Pulsão – Determinismo X Liberdade.

Violência é toda ação cometida ou omitida que implique a morte de uma ou mais pessoas ou que lhes inflige, de maneira intencional ou não, sofrimento, lesões físicas, psíquicas ou morais contra a sua vontade ou com o concurso da mesma.

•Por que agimos de forma violenta?

•Por que somos, em princípio, contra a violência e, em certas ocasiões, a praticamos?

•Em que situações a violência pode ser praticada?

•Podem existir uma fundamentação racional e uma justificação moral da violência?

E sobre a violência perguntou Caetano Veloso: " Por que morrer e matar de raiva, de fome e de sede são tantas vezes gestos naturais ?".

O poder da violência nem sempre se traduz em violência do poder.

Existem formas de poder que são exercidas de maneira não violenta.

Por incrível que pareça a violência tem seu aspecto positivo, pois a violência promove os levantes revolucionários, as guerras de libertação, e promove também uma ação catalítica.

É comum se pensar a violência apenas em seus aspectos físicos, tais como: torturas, agressões, homicídios, roubos, ferimentos, mortes, etc. Mas existem outros tipos de violência, e deixar de sonhar é uma forma de violência. Quem deixa de sonhar comete uma violência contra si mesmo.

Nosso modo de compreender e definir a violência depende: Valores sociais, regras culturais, ordenamentos normativos e circunstâncias históricas.

A questão é: Como encontrar respostas ou saídas para o insano, a brutalidade, a selvageria? O espanto e a perplexidade são as únicas armas que nos restam diante da tragédia, do atroz, do mal radical?

O Tantra Totem do Nepal diz que devemos colocar em nossas vidas os três erres: Respeito por si próprio – Respeito pelo próximo – Responsabilidade por seus atos.

Não importa a situação ou a condição, jamais deixe de sonhar. Mesmo nestes tempos de crise e violência, sonhe, sonhe muito, sonhe com tempos melhores, sonhe com a paz, e se uma a sonhadores, para juntos tornar os sonhos em realidade.

"Se seus sonhos estiverem nas nuvens, não se preocupe, pois eles estão no lugar certo; agora construa os alicerces".




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