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sábado, 1 de julho de 2017

Editorial: Folha NO em transição

Quando o alemão Johannes Gutenberg criou a "máquina de impressão com tipos móveis de chumbo", por volta do ano 1450, ele sabia o que estava fazendo. Até então, os processos de impressão eram rudimentares, demorados e caros. Porém, Gutenberg não tinha como prever o impacto que seu invento causaria na civilização.

Pois a máquina de impressão de Gutenberg impulsionou a produção de livros, a alfabetização das pessoas e a popularização da leitura; propiciou a difusão em massa de conhecimentos, informações e ideias através dos jornais.

O nome imprensa virou sinônimo de comunicação. Grandes e pequenos jornais, diários e semanais, circulando em todo o mundo, exerceram influências decisivas em tempos de paz e de guerra, em períodos de progresso e de recessão.

Os jornais impressos foram fundamentais no desenvolvimento dos países e ajudou a construir as grandes democracias. Eles se modernizaram com novas tecnologias e novos métodos de trabalho. Conviveram sem conflitos com o rádio e a televisão. Todavia, agora eles perdem espaço e não resistem aos avanços da comunicação eletrônica multimídia, porque esta é mais ágil, engenhosa e econômica.

Do ponto de vista da sustentabilidade ambiental, é fácil perceber que vale a pena renunciar aos jornais impressos para, em compensação, deixar de consumir grandes quantidades de energia, tinta, papel e transporte. A economia ambiental é coisa séria.

Os estudiosos concordam que a comunicação social baseada nas tecnologias digitais tem possibilitado maior tráfego de informações e maior interação entre as pessoas. Mas não há sinais de que esteja havendo, nessa comunicação, níveis seguros de aprofundamento, qualidade e confiabilidade. Constata-se que as fontes de informação são fragmentadas, que as notícias tendem a ficar na superficialidade e que falhas no preparo dos assuntos comprometem a credibilidade.

Isto indica que os jornalistas e os jornais não correm risco de desaparecer. Profissionais preparados em captar, redigir e divulgar notícias são indispensáveis. Jornais bem referidos, que cumprem a legislação pertinente, também são indispensáveis. Assim, os jornalistas e os jornais abandonam o sistema impresso e migram para o sistema eletrônico.

É neste cenário de revolução social e tecnológica que hoje nos dirigimos à sociedade que prestigia a Folha Noroeste desde a sua primeira edição – sábado, 05 de janeiro de 2008 –, há exatos 9,5 anos. Solenemente, anunciamos o encerramento do nosso jornal no tradicional sistema impresso, a partir deste sábado, 01 de julho de 2017.

No entanto, alertamos que a Folha Noroeste continuará existindo no formato atual, mas gravado no sistema digital e remetido via e-mail aos nossos leitores e interessados. Quem ainda não está cadastrado junto à Folha Noroeste, faça-o agora mesmo e receba o jornal eletronicamente em sua residência.

Assim, vamos continuar o nosso trabalho com independência e responsabilidade, em favor da nossa região e do nosso país, procurando servir sempre melhor. Brevemente, um site da Folha Noroeste vai se juntar ao nosso Blog e à nossa página o Facebook.

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