Páginas

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Juiz do Supremo Tribunal Federal negou pedido de prisão de Aécio Neves

Aécio Neves foi hoje afastado do cargo de senador, está proibido de falar com outros investigados na denúncia e também de viajar para fora do Brasil
 
O juiz Edison Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou esta quinta-feira que negou o pedido de prisão da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o líder do centro-direita brasileiro Aécio Neves.
O anúncio contradiz dados divulgados anteriormente, que davam conta de que o pedido de prisão seria levado por Edson Fachin ao coletivo de juízes do STF para que fosse tomada uma decisão conjunta sobre o caso.
Aécio Neves foi hoje afastado do cargo de senador, está proibido de falar com outros investigados na denúncia e também de viajar para fora do Brasil na sequência da divulgação pela imprensa brasileira de excertos de uma gravação a pedir dinheiro a um empresário.
Candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2014 por Dilma Rousseff e atual presidente do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que apoia o Governo de Michel Temer, Aécio Neves foi gravado por Joesley Batista, um dos donos da JBS, a pedir dois milhões de reais (570 mil euros) como suborno.
Parte destas gravações foram divulgadas na noite de quarta-feira pelo jornal O Globo.
Desde o início da manhã a polícia brasileira realiza uma operação de busca e apreensão em endereços ligados a Aécio Neves e outros dois parlamentares supostamente envolvidos com o esquema de pagamento de suborno denunciado pela JBS.
Durante a operação, Andrea Neves e de Frederico Pacheco de Medeiros, irmã e primo do senador afastado, foram detidos e acusados de conivência na receção do suposto suborno.

Nenhum comentário:

Postar um comentário