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sábado, 13 de maio de 2017

As luzes da serenidade

Adelvair David
 
 
Conta a obra Paulo e Estevão, de psicografia de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel, que quando Paulo retorna a Pedro depois das suas viagens, tendo fundado muitas comunidades em nome do mestre Jesus, estava com o corpo alquebrado, envelhecido, cabelos brancos, rosto sulcado pelas marcas do tempo e dos bastões que lhe feriram, e ainda tinha as mãos inchadas e machucadas, porém, no seu olhar Pedro viu uma serenidade incomum, própria de quem havia conquistado a sublimação espiritual, de alma iluminada.
Essas luzes são conquistas. Muita gente diz que gostaria de ter paz e serenidade, porém, é importante destacar que este estado de alma só se consegue depois de se vivenciar muitos embates na vida e tendo saído deles vitorioso. Não estamos falando aqui de vitória material, porque sofrer prejuízos, avarias morais ou emocionais, perder-se alguma coisa faz parte da prova a que cada um é convidado viver neste mundo e tem como finalidade construir sentimentos nobres e educar o espírito que vem do seu passado enodoado, manchado, comprometido nas experiências menos dignas que vivenciou e ainda para evoluir através do aprendizado.
Só se chega ao final da existência terrena, que pode dar-se a qualquer momento, cheio de luzes no olhar e com serenidade aquele que se esforçou por vencer-se a si mesmo. Muitas pessoas no entardecer da existência falam de pesares, de desgostos, de dores que experimentaram e lamentam a vida que tiveram, este comportamento emocional indica que o espírito tirou pouco proveito da sua experiência humana que não é obra do acaso, atendendo a uma programação muito amorosa e justa da lei divina.
Aqueles que são vistos de rostos luminosos, também tiveram como Paulo suas dores e desentendimentos, porém, não os fixaram na alma, somente o aprendizado realizado, e ao contrário dos pesarosos, em vez de se lembrarem das dificuldades relembram alegrias e momentos onde puderam ser uteis aos seus irmãos, mostrando que se neste momento das suas existências a vida não pôde ser um mar de rosas, e não é para ninguém neste mundo, não foi uma contrariada experiencia em um caminho espinhoso e cheio de pedras, eles prestaram atenção às flores e comeram dos frutos da esperança enquanto caminhavam.
ROSTO CHEIO DE LUZES E ALMA SERENA É PRÓPRIO DAQUELE QUE NÃO GUARDOU SUA VIDA SÓ PARA SI.
 

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