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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Fechamento de frigorífico irá impactar economia do município de Santa Fé do Sul

A JBS mantinha cerca de 620 colaboradores na unidade, que realizavam atividade de abate
foto/crédito-sitecorreiosantafe/reprodução



O fechamento do frigorífico de Santa Fé do Sul (SP) vai gerar um impacto negativo importante na economia da cidade. O frigorífico é a maior empresa do município, que tem 35 mil habitantes. Ao todo, 600 pessoas trabalhavam na unidade, que era administrada, por meio de um arrendamento, pelo grupo JBS desde 2013.

O presidente da Associação Comercial de Santa Fé do Sul diz ainda que vai tomar medidas administrativas pra tentar viabilizar a retomada das atividades. "Estamos trabalhando com o sindicato responsável e a administração municipal para conversar com a diretoria da JBS e com o Cade para discutir a decisão e fazer a reversão. O impacto (do fechamento) para o comércio é desastroso e para a administração municipal também. O município vai perder nos próximos anos 25% da arrecadação", afirma Onório Norio Kobayashi.

O setor de abate do frigorífico já estava parado há um mês. A empresa deu férias coletivas para maioria dos funcionários, que voltou ao trabalho nesta quinta-feira (2) e já recebeu a notícia do fechamento. "É uma notícia ruim, tenho uma filha de 3 anos, pago aluguel, vamos ver como vai ficar agora. Afeta a cidade, a maior parte da população trabalha na empresa", afirma o ajudante geral Wellington Henrique de Assis.

Em comunicado oficial, a JBS afirma que o motivo do encerramento das atividades é uma decisão do Cade, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, que inviabilizou as atividades da planta. "Pegou todos de surpresa, deram as férias, mas teve investimento em vários setores, veio representante da empresa falando que jamais iria fechar", afirma o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria e da Alimentação Jesulino Rodrigues Machado.

O Cade informou à reportagem do G1 que, para preservar a concorrência no mercado e defender o consumidor, impôs condições ao arrendamento da planta de Santa Fé do Sul efetivado pela JBS. Tais condições, de acordo com a assessoria de imprensa, foram negociadas e inseridas em um acordo, assinado pelo conselho e pela empresa.

A devolução do frigorífico de Santa Fé do Sul para os donos foi uma ordem do Conselho de Defesa Econômica. Isso porque, desde que a JBS arrendou a planta de Santa Fé do Sul, o Cade a obrigou a manter a mesma produtividade que a empresa anterior tinha no local. O objetivo era evitar que o maior frigorífico do mundo alugasse matadouros, tirando a concorrência dali, e deixasse os matadouros parados.

"Em outubro de 2016, o Cade constatou que essas condições não foram integralmente cumpridas pela JBS e pelo descumprimento do acordo a empresa foi obrigada a não operar a planta e devolvê-la ao arrendante", diz a nota.

A devolução do frigorífico de Santa Fé do Sul para os donos foi uma ordem do Cade. Isso porque, desde que a JBS arrendou a planta de Santa Fé do Sul, o Cade a obrigou a manter a mesma produtividade que a empresa anterior tinha no local.

"Essa decisão do Cade só favoreceu aquele que o Cade tem de função, que é proteger o mercado consumidor", afirma o presidente da Associação Comercial de Santa Fé, Onório Norio Kobayashi. A JBS disse que está cumprindo a determinação do Cade e que vai oferecer aos trabalhadores a possibilidade de transferência para outras duas fábricas, em Andradina (SP) ou Lins (SP).

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