Páginas

sábado, 10 de dezembro de 2016

FOLHAGERAL

da redação

Enquanto


a política não pára de pegar fogo na capital federal, nos municípios brasileiros o tempo é de calmaria política. Entre as administrações que estão de saída e as que ainda não chegaram, acontece aquele momento de silêncio que antecede as batalhas e as tempestades.

Em muitas


cidades, as coletas de lixo – que antes eram feitas em dias e horários certos – agora vivem atrasadas, sem dia nem hora para acontecer. As interrupções no abastecimento de água estão mais freqüentes e os boatos informam qualquer motivo, como defeito numa bomba d‘água. E as ruas esburacadas estão lá, vistosas, pedindo reparos.

Ninguém


pode acusar as populações de culpadas por essas coisas ruins. O povo brasileiro paga muito imposto o tempo todo. O impostômetro da Associação Comercial de São Paulo informa que, este ano, a arrecadação já passou de 1,870 trilhão de reais. É muita grana.

Pior de tudo


é que estes três problemas (lixo, água e buracos), que parecem simples de normalizar, na verdade serão difíceis de serem resolvidos. As usinas de reciclagem do lixo praticamente ainda são apenas intenções. Os investimentos na captação e distribuição de água (bem como tratamento de esgoto) são insuficientes para garantir segurança. E as operações de Tapa Buraco não corrigem a má qualidade dos asfaltos.

Além disso


a população brasileira, com toda razão, não tem mais paciência. Quer tudo melhor: trânsito, transporte público, acessibilidade, escolas, hospitais, justiça. E a população estará errada se agir de outro jeito, acreditando em justificativas surradas.

O caso recente


de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral e sua esposa, no Rio de Janeiro, exposto pela Polícia Federal, mostra que o dinheiro que faz falta ao povo é desviado, mas existe. E quem diz que este será o último caso de corrupção a acontecer?

Desse modo,


fica difícil acreditar que o próximo ano – 2017 – vai ser um bom ano do ponto de vista do desempenho político-administrativo no país. Tem tudo para ser um ano difícil, tendo a população fazendo cobranças sobre desempenho dos políticos.

Apesar disso,


o povo brasileiro não pode jogar a toalha, especialmente os jovens. É preciso acreditar nas próprias potencialidades e se aperfeiçoar para um futuro que não pára de chegar. Os que não se cuidarem, inclusive os políticos, vão se anular diante dos novos tempos. Não será a primeira vez que isto acontece.

Na quinta-feira,


8 de dezembro, a Prefeitura de Jales solicitou a importância de R$ 2.382.615,00 ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas, advindos do projeto "Segurança nas Estradas Rurais". Para tanto cadastrou-se no Sistema de Convênios – SICONV. O pedido será analisado e, se aprovado, poderá ser liberado na administração Flá/Garça.

O municípiode


Jales já vinha perdendo fôlego no ranking Ambiental do Programa do Município VerdeAzul (PMVA) desde 2012, último ano do governo de Humberto Parini (PT). Naquele ano, o município ficou na 103ª posição com a nota 83,16. Já estava fora dos 100 municípios certificados para receber verbas estaduais relacionados ao meio ambiente. Em 2013, primeiro ano de Nice Mistilides frente à Prefeitura, Jales perdeu 72 posições caindo para a 175ª colocação, recebendo a nota 67,0. Em 2014 deu uma melhorada no ranking e ficou com a 157ª posição e a nota 74,19 mais ainda fora do ranking dos 100 municípios certificados.

Em 2015 e 2016,


as posições de Jales no ranking foram desastrosas com as posições 278ª e 405ª. Essas quedas de posições estariam relacionadas com os problemas dos resíduos sólidos que Jales está enfrentando nos últimos anos. A futura administração Flá/Garça que assumirá a gestão do município deverá tomar sérias providências a respeito sob pena de Jales ir parar na lanterna do anking Ambiental do Programa do Município VerdeAzul (PMVA) o que seria desastroso e vergonhoso – como já o é – para o município.

Falando em


futura gestão municipal,o Poder Legislativo aprovou na sessão de segunda-feira, 5 de dezembro, o orçamento do Município fixando a receita e despesa para o exrcicío de 2017. A administração Flá/Garça terá à disposição já com as devidas deduções legais, o valor estimado em R$ 133.000.000,00 vindos de várias receitas, entres o ICMS e FPM.

Os vereadores
João Valeriano Zanetoni, Luís Fernando Rosalino e Sérgio Yoshimi Nishimoto, por meio de requerimento querem saber do prefeito Pedro Callado, os motivos que impediram a inauguração e a utilização das novas unidades das ESF´s, "Zilda Arns", no Jardim Novo Mundo, Dr. "Luís Ernesto Sandi Mori", no Conjunto Habitacional JACB e "Ozil Joaquim Rezende", no Jardim Municipal.

Segundo
os vereadores as obras de construção das novas unidades das ESF´s citadas foram concluídas e, "apesar disso nenhuma delas, até este momento, foi inaugurada ou ocupada". Foi salientado, ainda, pelos edias, que as novas unidades de ESF’s visam melhorar o atendimento à população, o que não ocorre visto que elas não estão sendo utilizadas.

Pelo andar
da carruagem, o futuro prefeito Flá Prandi ao lado de seu vice-prefeito Garça, terão agenda cheia no primeiro ano de mandato. Podem descerrar muitas placas de inaugurações, entre elas a entrega de 99 casas do CDHU, conquistadas pelo ex-prefeito Parini e iniciadas pela ex-prefeita Nice.

No meio
 
político, a boca pequena, comenta-se que a futura administração pretende quitar todas despesas empenhadas neste ano de 2016 e não pagas. Se de fato acontecer será um ato marcante na futura administração. Os prestadores de serviços e fornecedores vão ficar gratos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário