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terça-feira, 5 de julho de 2016

Senador Aloysio Nunes traça panorama sobre a política e a economia em Votuporanga

Convite foi feito pelo deputado Carlão Pignatari, que reuniu lideranças na ACV

 
Em palestra na Associação Comercial de Votuporanga (ACV), o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) traçou um panorama sobre a situação política e econômica que o Brasil atravessa, pontuando as crises e o remédio aplicado pelo presidente em exercício Michel Temer para tirar o País do caos. 

O senador foi convidado para vir a Votuporanga pelo deputado estadual Carlão Pignatari, líder da Bancada do PSDB na Assembleia Legislativa, e foi recepcionado também pelo prefeito Junior Marão, prefeitos da região, vereadores, pré-candidatos a prefeito, empresários industriais e comerciantes e representantes de clubes de serviço. Também marcou presença o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro.

Aloysio iniciou sua exposição, comentando sobre a possibilidade do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff se concretizar. Para ele, trata-se de um processo irreversível, já que nenhum senador vai querer ser o vilão da volta de Dilma ao comando do País. 

O senador comentou a situação se tornou insustentável porque para se reeleger, ela e sua equipe pregaram muitas mentiras, provocando um caos na economia, o que culminou com a perda drástica da credibilidade e da governabilidade.

Para Aloysio, o governo petista mostrou um esquema industrial de corrupção, solapando a Petrobras, a Eletrobras, os fundos de pensão e, mais recentemente, o caso de desvio de recursos dos empréstimos consignados a aposentados.

Discorreu que ao longo de 2015, Dilma foi perdendo apoio de forma avassaladora, principalmente porque não conseguiu cumprir o que prometera em campanha. "Ficou sem sustentabilidade política para governar. E de uma coisa tenho certeza: não vai voltar. No Senado, temos votos suficientes para cassá-la", sustenta.

Quanto a Temer, Aloysio disse que ele tem a legitimidade constitucional para ocupar o cargo, porém precisa conquistar a legitimidade do mandato. "Enquanto ele não for efetivado, não pode implementar soluções definitivas e isto leva incertezas a investidores", ressaltou.

Falou ainda sobre a meta fiscal de 4,5% e do déficit público em torno de R$ 165 bilhões. "Tem que ter realismo, mostrar para o país onde estamos para alcançarmos o equilíbrio fiscal". Para Aloysio, a despesa pública tem um aumento médio de 6% acima da inflação todo ano.

O senador comentou que um dos maiores problemas e que fizeram com que o País chegasse ao fundo do poço foram as desonerações tributárias sem acompanhamento. A renúncia fiscal, de acordo com ele, provocou um rombo nos cofres públicos. Além disso, acrescentou, os Estados estão aí, de chapéu na mão, pedindo prazos para pagar suas dívidas com o Governo Federal.

Analisou que, para que se chegue ao equilíbrio desejável, o governo precisa aplicar medidas de microeconomia, como o combate à guerra fiscal; elaboração de um projeto bem estruturado para reformar a Previdência Social, porque, como está, não haverá condições de suportar, já que o dinheiro que se arrecada com os trabalhadores da ativa não é suficiente para pagar as despesas com os inativos.

"Precisamos, também, fazer uma reforma política ampla, após o impeachment, porque o sistema atual está falido. Não é determinando o tamanho de placas de propaganda que vamos regulamentar a política; é preciso que haja mudanças drásticas", disse.

O senador Aloysio ainda respondeu a diversas perguntas do auditório, tendo como destaque a decisão do ministro Dias Tófoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) que livrou o ex-ministro Paulo Bernardo da cadeia. Para Aloysio, a decisão de Tófoli foi calcada no aspecto de que Bernardo não oferece perigo à sociedade, nem tem como destruir provas ou fugir do país, portanto, não precisa ficar preso. 

O senador Aloysio Nunes é presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, que atualmente analisa as novas regras para atuação de órgãos de inteligência. Recentemente, foi indicado por Michel Temer para ser o líder do governo no Senado.

Para o deputado Carlão Pignatari, foi muito proveitosa a vinda do senador Aloysio, porque pode esclarecer, com muita propriedade, aspectos da situação política e econômica do país. "É um assunto complexo, porém bem explicado, como fez o senador Aloysio, deu para todo mundo entender bem", avaliou Carlão.


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