Andre Mario*
O setor hoteleiro brasileiro vive um bom momento, com crescimento do mercado, também impulsionado pelo volume de investimento no turismo interno. A demanda crescente também traz, cada vez mais, a necessidade de profissionalização, o que passa não só pelo atendimento como também pela segurança da hospitalidade. É nesse cenário que o sistema de alarme de incêndio deixa de ser apenas um item burocrático e se consolida como uma ferramenta essencial para salvar vidas e garantir a sustentabilidade do negócio.
Para que qualquer meio de hospedagem funcione de portas abertas e dentro da legalidade, é obrigatória a obtenção e renovação periódica do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). Esse documento comprova que a edificação possui condições seguras de evacuação e combate a sinistros. Sua obtenção deve seguir normas técnicas de segurança contra incêndio cada vez mais rigorosas e criteriosas.
A principal norma técnica brasileira que rege os sistemas de alarme e detecção de incêndio para hotéis, pousadas e outras edificações é a ABNT NBR 17240 (Sistemas de detecção e alarme de incêndio – Projeto, instalação, comissionamento e manutenção de sistemas de detecção e alarme de incêndio). Ela define, entre outros itens, como o sistema deve ser planejado com base no layout, tamanho e grau de risco do empreendimento hoteleiro, discorre sobre centrais de alarme e detectores automáticos de fumaça e temperatura, além de estabelecer critérios para que os avisos de emergência sejam claros e audíveis/visíveis em todas as áreas de circulação e quartos.
Historicamente, a adequação de hotéis e pousadas às normas exigia reformas complexas, quebra de paredes para passagem de eletrodutos, cabos e centrais de eletricidade. O resultado para atender toda exigência era quartos bloqueados por semanas, entulho, poeira, hóspedes incomodados com o barulho e até prejuízos financeiros devido à queda na taxa de ocupação.
Hoje, contudo, a tecnologia dos sistemas de alarme de incêndio sem fio (wireless) mudou essa realidade, permitindo aos locais de hospedagem adequação às normas sem o mesmo sufoco. A instalação é realizada de forma ágil, sem a necessidade de obras civis ou infraestrutura pesada de alvenaria. Como não há quebra-quebra, o hotel pode continuar operando normalmente, mantendo a experiência de hospedagem tranquila, sem ruídos excessivos ou áreas interditadas.
Isso, sem deixar de falar no tempo de implantação reduzido, o que acelera todo o processo documental junto ao Corpo de Bombeiros para a emissão do AVCB.
A economia é outra vantagem. A eliminação de gastos com materiais de infraestrutura, mão de obra pesada de pedreiros e o fim do período de "quartos parados" geram uma economia de até 30% no custo final do projeto de adequação.
Quem atua com hospedagem deve se ater a essa norma não apenas para pode funcionar legalmente, como também garantir uma experiência segura de seus clientes. Investir em um sistema de alarme de incêndio moderno, especialmente nas soluções sem fio, é uma decisão estratégica inteligente. Une a rigidez técnica exigida pelas autoridades com a eficiência financeira e operacional que o hoteleiro precisa.
Sabemos que a reputação de um hotel é construída com base na confiança. Garantir que cada hóspede durma tranquilo, sabendo que está protegido por um sistema de segurança de ponta, é o melhor investimento que um empreendedor pode fazer pelo futuro do seu negócio voltado ao viajante.
*Andre Mario é CEO da Wi Fire sistema de alarme wireless com 14 anos de mercado. Economista formado pela USP, com MBA em Finanças

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