Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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| Medida entra em vigor imediatamente e define princípios como transparência, participação social e acessibilidade. |
por Amanda Canellas
O governo federal publicou a Lei nº 15.263/2025, que cria a Política Nacional de Linguagem Simples, válida para todos os Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a legislação visa uma comunicação acessível, clara e direta para a população, o que permite uma maior participação social e favorece o direito à informação.
A medida, que entra em vigor imediatamente, é vista como um avanço histórico na relação entre Estado e sociedade, com a possibilidade de que grande parte das pessoas tenham a capacidade de encontrar informações e compreender o que está sendo comunicado e como esse dado pode influenciar em seu cotidiano.
Outro ponto abordado no projeto é a orientação para que o comunicado seja disponibilizado na língua da comunidade indígena para a qual é destinada – mas apenas sempre que possível, o que reduz a garantia de acesso à informação.
Além disso, foram
definidos como princípios:
*foco no cidadão;
*transparência;
*facilidade de acesso a serviços;
*estímulo à participação popular;
*garantia do exercício pleno de direitos.
Objetivos da proposta
*Garantir que a administração pública use linguagem simples em todas as comunicações;
*Ajudar o cidadão a entender e utilizar as informações oficiais;
*Reduzir a necessidade de intermediários;
*Diminuir tempo e custos com atividades de atendimento;
*Facilitar o controle social e a participação popular;
*Tornar a comunicação acessível para pessoas com deficiência.
Técnicas que
devem ser utilizadas
*Priorizar frases curtas, em ordem direta e com voz ativa;
*Desenvolver uma ideia por parágrafo;
*Usar palavras comuns, evitando jargões e explicando termos técnicos quando necessários;
*Evitar estrangeirismos que não estejam incorporados ao uso cotidiano;
*Colocar as informações mais importantes logo no início;
*Não utilizar formas de flexão de gênero ou número que estejam fora das regras da língua portuguesa;
*Usar listas, tabelas e outros recursos gráficos sempre que ajudarem na compreensão;
*Testar a compreensão do texto com o público-alvo;
*Garantir linguagem acessível às pessoas com deficiência, conforme o Estatuto da Pessoa com Deficiência.
As informações são Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. (Fonte: Brasil 61).

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