*José Renato Nalini
Esse o nome do livro escrito por
Fabio Giambiagi e Arlete Nese, que tenta responder a quem está na dúvida sobre
estudar economia ou não. É um livro agradável de se ler e que fornece ao menos
dez argumentos favoráveis a essa opção.
Dentre eles, é a fórmula adequada
para se entender o Brasil, o mundo e a própria economia. Ajuda a lidar bem com
números. Ensina a pensar melhor, ser versátil e cumprir com multitarefas. Faz
com que o estudante encare a IA sem medo. Abre as janelas da mente para que
haja compreensão dos diversos lados e dimensões dos problemas. É bom até para
se pensar se a remuneração na vida profissional valerá a pena.
É um guia para aqueles que estão na
faixa entre dezesseis e dezessete anos, fase da dúvida sobre o que fazer na
vida.
Algo semelhante deveria ser feito em
relação ao direito. Por que estudar direito hoje? O país tem mais faculdades de
direito do que a soma de todas as outras, distribuídas por todo o planeta. Esse
excesso de escolas, quase todas anacrônicas, ensinam o mesmo direito que era o
padrão de Coimbra, quando Dom Pedro I foi buscar a receita para tornar o Brasil
também independente da formação coimbrã.
De lá, cujos duzentos anos serão
celebrados em 2027, para cá, só houve o milagre da multiplicação das faculdades
e do crescimento exponencial das carreiras jurídicas, para dar vazão aos
milhares de bacharéis expelidos para o mercado a cada semestre.
Há excesso de teoria jurídica,
prevalecem a burocracia e o formalismo e a verdadeira solução dos problemas
humanos fica em terceiro plano. O Brasil precisa mesmo é de engenheiros.
Veja-se a lição da China: tem trezentos mil novos engenheiros por ano. Daí a
disparada tecnológica e a sua conversão em gigante inalcançável na eletrônica e
em outros setores sensíveis e imprescindíveis para a sobrevivência neste século
21.
Uma lástima que não se alerte a
juventude do que será o “sexto ano” do curso de Bacharelado em Direito, quando
muitos formados, por apresentarem insuficiência no letramento, falha do ensino
fundamental, não conseguem sequer ultrapassar o singelo exame da OAB e ficam a
vegetar em suas ocupações antes do curso universitário. Ressentidos e
decepcionados, por não terem tido orientação vocacional adequada.
*José
Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e
Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.

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