Mercado valoriza profissionais que dominam inteligência artificial, mostram pesquisas

Victor Santos, Mestre em Inovação Tecnológica e coordenador do projeto MBA 4.0 da Estácio
Foto de divulgação.

 

Estudos apontam crescimento da demanda por profissionais com conhecimentos em IA e valorização dessas competências no mercado de trabalho

 


A inteligência artificial deixou de ser uma ferramenta restrita às áreas de tecnologia e passou a ocupar espaço em diferentes setores e funções profissionais. Um dos indicadores dessa transformação aparece no Global AI Jobs Barometer 2026, da PwC, que analisou mais de 1 bilhão de anúncios de emprego em seis continentes. O levantamento identificou um prêmio salarial médio de 62% para profissionais que possuem habilidades em IA, percentual que representa um aumento em relação aos 57% registrados na edição anterior, em 2025. Além disso, as vagas que exigem conhecimentos específicos em inteligência artificial cresceram 69% desde 2019, enquanto o mercado de trabalho como um todo avançou 9% no mesmo período.

 

“As empresas estão dispostas a valorizar o profissional porque a inteligência artificial virou alavanca direta de produtividade, e o mercado paga por produtividade. Quem domina as ferramentas entrega mais, em menos tempo e com mais qualidade. Isso tem preço, e as empresas estão pagando. A IA não pertence a uma área somente, ela atravessa todas. O advogado revisa contratos, o RH estrutura processos seletivos, o engenheiro documenta projetos, o gestor de saúde organiza protocolos, o professor personaliza materiais, entre outros. O diferencial não está em usar, e sim em usar com método, critério e resultado mensurável. Hoje é diferencial, em pouco tempo, será requisito”, afirma Victor Santos, Mestre em Inovação Tecnológica e coordenador do projeto MBA 4.0 da Estácio.

 

A transformação também alcança quem já está no mercado de trabalho e busca se aperfeiçoar. Uma pesquisa do DOT Digital Group com 1.088 profissionais mostrou que o interesse pelo desenvolvimento de competências em IA aumenta conforme a senioridade: a tecnologia aparece como prioridade para 49% das lideranças formais e 47% dos profissionais experientes, ante 23% dos iniciantes. O resultado indica que a necessidade de atualização não está concentrada apenas em quem está entrando no mercado, mas também entre gestores e profissionais que já ocupam posições estratégicas.

 

“A IA está mudando a natureza do trabalho que o líder gerencia. Quem decide sobre processos, equipes e investimentos precisa entender o que a tecnologia faz, o que não faz e quais riscos traz. A experiência continua valiosa, mas deixou de ser blindagem. E há um ponto a ser discutido: o profissional sênior é quem mais pode ganhar com IA, porque tem repertório para fazer boas perguntas e avaliar criticamente as respostas. A inteligência artificial amplifica quem tem julgamento. Um líder que não domina a tecnologia, não lidera a transformação, apenas assiste a ela”, diz o especialista.

 

O avanço da tecnologia dentro das próprias organizações reforça esse movimento e atrai pessoas que buscam qualificação. Segundo o AI Index 2026, do Stanford Institute for Human-Centered Artificial Intelligence (Stanford HAI), 88% das organizações pesquisadas já utilizam IA em pelo menos uma função de negócio, diante de 71% no ano anterior. Isso sinaliza que a tecnologia vem deixando a fase de experimentação para ocupar atividades cada vez mais presentes nas empresas.

 

“Quando a IA começa a fazer parte da rotina de trabalho, há uma mudança no centro de gravidade do trabalho: sai a execução, entra a orquestração. O profissional passa a delegar à IA rascunhos, pesquisas, análises preliminares e relatórios. Ele assume o papel de quem define o problema, revisa, valida e responde pelo resultado. Na prática, as entregas ficam mais rápidas e a régua de qualidade sobe. O trabalho repetitivo diminui e cresce o espaço para análise e relacionamento. Surgem também novas responsabilidades, como proteger os dados da empresa e checar informações antes de usá-las. Quem não acompanha sente a diferença rápido. Não porque a máquina ocupa seu lugar, mas porque o colega que usa IA de maneira assertiva passa a entregar mais. É uma mudança sociotécnica. Tecnologia, processos e cultura mudam juntos", afirma o professor.

 

Diante desse cenário, desenvolver habilidades relacionadas à inteligência artificial passa a fazer parte de uma estratégia de atualização profissional, independentemente da área de atuação. É nesse contexto que a Estácio lança o MBA 4.0, uma linha de pós-graduação com 12 cursos que incorporam a aplicação prática de IA em todas as disciplinas com foco em empregabilidade. Com duração de 12 meses e carga horária de 360 horas divididas em dois módulos: o Business, que apresenta uma base geral, e o Expert, voltado ao aprofundamento da área escolhida, o projeto reúne formações em áreas como gestão estratégica, Business Analytics, liderança, finanças, projetos, marketing, transformação digital, governança e Supply Chain. As aulas são ministradas ao vivo por um corpo docente formado por profissionais de mercado e currículo conectado às tendências do mundo do trabalho. Na unidade Conceição, em São Paulo, o módulo Business também pode ser oferecido no formato presencial. Para conhecer mais o MBA 4.0 da Estácio, basta acessar o site.

 

 

Sobre a Estácio
 
Com mais de 55 anos de tradição, a Estácio se orgulha de liderar o caminho da inovação educacional no Brasil. Reconhecida por sua excelência acadêmica, pelo compromisso com o desenvolvimento de habilidades e competências e por possibilitar o acesso democratizado ao ensino de qualidade para milhares de alunos em todo o país, a instituição oferece uma ampla gama de serviços educacionais, incluindo formações profissionalizantes, cursos técnicos de nível médio, graduação, pós-graduação lato sensu (especialização e MBA), mestrado e doutorado stricto sensu, além de centenas de opções em cursos livres de aperfeiçoamento profissional. Com forte atuação social, a Estácio mantém um dos mais sólidos programas de Responsabilidade Social do setor educacional. Saiba mais em estacio.br.

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