por José Reis Chaves
Primeiramente, digo que, a exemplo de vários escritores e jornalistas, passarei a usar também a letra E maiúscula para Espírito.
Com todo o respeito que merece a doutrina da Santíssima Trindade, e apesar de esta coluna já ter falado muito sobre essa questão, volto a esse assunto, respondendo perguntas. E digo que não foi à toa que seus teólogos falaram e falam que ela é um mistério de Deus. Mas afirmo que é mistério criado por eles. E vou falar também sobre os Espíritos.
Deus não ensina nada, usando uma linguagem difícil, mas fácil. O problema é que a doutrina, como já dissemos, é mesmo confusa. E os islâmicos têm essa questão trinitária como sendo o maior obstáculo para eles se aproximarem do cristianismo. E isso não seria um dos principais motivos para os teólogos cristãos apressarem a revisão de umas de suas doutrinas, quando muitos deles reconhecem que tal revisão é mesmo necessária?
Antes da instituição da doutrina da Santíssima Trindade no Século Quarto, ou mais precisamente, quando foi criado, oficialmente, o Espírito Santo no Primeiro Concílio Ecumênico de Constantinopla em 381, já existiam no cristianismo os contatos com as almas ou os Espíritos dos chamados mortos, na verdade, muito vivos, pois os Espíritos são imortais, sendo mortos apenas seus corpos que estão voltando ao seu pó original no cemitério, o que até deu origem à conhecida afirmação bíblica “Tu és pó e ao pó voltarás” (Gênesis 3: 19) celebrada nas conhecidas cerimônias católicas das quartas-feiras de cinzas depois do carnaval.
São João Evangelista, com a sua respeitada autoridade, nos ensina como devemos lidar com os Espíritos. Segundo ele, devemos examiná-los, para sabermos se são bons, isto é, já bem evoluídos e que dizem, pois, verdades; e não darmos crédito a qualquer um Espírito. (Primeira Carta de João 4: 1; e Números 11: 26-29 ). E João acrescenta que, por causa dos Espíritos que não dizem verdades, o mundo já estava cheio de falsas profecias, numa demonstração clara de que as falsas profecias vêm mesmo dos espíritos maus, ou seja, ainda atrasados, enquanto que as verdadeiras vêm de bons Espíritos, isto é, já bem evoluídos, mas não do próprio Deus, como os próprios autores da Bíblia assim pensavam, bem como todos os povos cristãos e judeus, o que ainda acontece muito até hoje.
Mais um detalhe, geralmente, os bons Espíritos são já bem velhos. Mas para chegarem a ser anjos, ainda vão ter que evoluir por muitas eternidades. E para os espíritas, o Espírito Santo representa todo Espírito manifestante.
PS: Com este colunista, José Reis Chaves, professor de Português e Literatura aposentado, “O Espiritismo na o” na TV Mundo Maior e palestras e entrevistas em TVs (Youtube e Facebook). Seus livros estão, também, na Amazon, inclusive, os em Inglês, e a tradução da Bíblia (Novo Test.). Contatos jreischaves@gmail.com e contato@ editorachicoxavier.com.br
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