Estudo utiliza jogos online para verificar o quanto uma pessoa está disposta a mudar de opinião diante de notícias falsas |
Você sabe reconhecer uma fake news? Um estudo na área da Psicologia da Universidade Federal de são Carlos (UFSCar) está buscando analisar o efeito de uma intervenção com uso de jogos na capacidade de discriminar notícias falsas de verdadeiras. Com isso, o trabalho quer investigar o papel moderador do alinhamento político e preditivo da flexibilidade cognitiva. Na intervenção gamificada, utilizada no estudo, jogos online podem ser uma ferramenta para intervenções, nesse caso, psicológicas, explica Maria Fernanda de Lemos Salicioni, estudante do curso de graduação em Psicologia da UFSCar e responsável pelo trabalho. "No caso da pesquisa, temos dois jogos como intervenção para avaliar se ajuda ou não no reconhecimento de fake news". O projeto é intitulado "Do jogo à realidade: a relação da metacognição no reconhecimento de fake news com o uso da gamificação". "A metacognição se refere à cognição da cognição, ou seja, ao reconhecimento do próprio funcionamento cognitivo durante tarefas", explica a pesquisadora. "Basicamente seria como a pessoa enxerga seu funcionamento durante uma ação e se muda de estratégia para melhorá-la. Se, por exemplo, eu reconheço que estou tentando abrir uma porta e não consigo e estabeleço uma outra estratégia para isso, eu estou utilizando da metacognição". Para ela, a metacognição é importante no reconhecimento das fake news porque "pode mostrar o quanto uma pessoa está aberta a mudar de estratégias/opiniões e isso está totalmente relacionado a quanto uma pessoa pode mudar de ideia sobre o que ela acha que é verdadeiro ou falso". Etapas A participação consiste em duas etapas. A primeira etapa é o preenchimento do formulário para o participante selecionar seus horários disponíveis; na sequência, a estudante entrará em contato e agendará um horário para responder à pesquisa junto ao voluntário. A segunda etapa é a pesquisa online em ligação no Google Meet. O tempo médio estimado de participação é de 50 minutos. Podem participar pessoas de 30 a 70 anos. É preciso possuir computador, não ter feito o Teste Wisconsin de classificação de cartas (WCST) e poder estar em ligação com a pesquisadora compartilhando a tela. Inscrições Interessados podem se inscrever através deste formulário online. Dúvidas podem ser esclarecidas com a pesquisadora pelo e-mail maria.salicioni@estudante.ufscar.br. O trabalho é orientado pela professora Patricia Waltz Schelini, do Departamento de Psicologia (DPsi) da UFSCar, e tem apoio financeiro do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), vinculado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Projeto aprovado pelo Comitê de Ética da UFSCar (CAAE: 94057725.1.0000.5504). |

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