*Aline Tayná Rodrigues
Para compreender o papel que a psicopedagogia inclusiva pode dispor na primeira infância, é fundamental entender que essa etapa vai do nascimento até os seis anos de idade completos, sendo uma fase essencial para a formação integral da criança. É nesse período que se intensificam importantes processos de construção da aprendizagem, envolvendo os aspectos cognitivos, sociais, emocionais e pedagógicos.
É na primeira infância que a criança experimenta importantes aquisições relacionadas à linguagem, motricidade, cognição, autonomia, às relações sociais e à construção de sua identidade. As experiências vivenciadas nessa fase podem contribuir significativamente para a maneira como a criança estabelece vínculos, enfrenta desafios, descobre estratégias que favoreçam sua aprendizagem e participa dos diferentes contextos sociais.
Entretanto, no ambiente escolar, cada criança vai apresentar um ritmo próprio de desenvolvimento e diferentes formas de aprender, interagir e expressar suas necessidades. Por isso, é essencial que ela seja olhada de forma individualizada e cuidadosa, pois não podemos correr o risco de deixar de lado suas potencialidades e limitar sua evolução, criando interpretações simplistas, sem buscar estratégias e recursos que favoreçam sua participação e aprendizagem.
Diante dessa realidade, a psicopedagogia inclusiva se apresenta como um campo de atuação que busca contribuir para a compreensão dos processos de aprendizagem e para a construção de práticas pedagógicas e sociais que respeitem e favoreçam as particularidades de cada criança.
A atuação do psicopedagogo não se limita à intervenção diante das dificuldades, mas abrange, também, ações preventivas, acompanhamento contínuo do desenvolvimento, orientação aos educadores e à família. Por isso, é tão importante olhar para a criança além de seu desempenho escolar, pois ela é um todo em seu desenvolvimento.
É fundamental que o psicopedagogo investigue, de forma individualizada, como a criança aprende, quais os recursos que utiliza mesmo que inconscientemente, quais alternativas favorecem seu desempenho e quais dificuldades interferem em sua participação ativa no processo de ensino-aprendizagem. Essa compreensão permite buscar estratégias para auxiliar na identificação de possibilidades e recursos que contribuam com a capacidade da criança, mudando o foco da fala "não sei fazer" ou “não consigo fazer” para “eu vou tentar” e assim, reforçar suas potencialidades.
Nesse sentido, o psicopedagogo pode contribuir por meio da observação sistemática, da avaliação das habilidades envolvidas no processo de aprendizagem, do planejamento de intervenções e da orientação aos profissionais da escola. Também pode auxiliar na elaboração de estratégias que favoreçam a atenção, a memória, a linguagem, a consciência fonológica, a coordenação motora, as funções executivas, a organização espacial e temporal, entre outras competências necessárias à aprendizagem.
É importante ressaltar que a intervenção psicopedagógica não deve assumir caráter de treinamento mecânico e não substitui o trabalho que precisa ser realizado pelo educador, dentro do ambiente escolar, e pela família. O objetivo é proporcionar experiências significativas nas quais a criança possa desenvolver habilidades ao mesmo tempo em que constrói uma relação positiva com a aprendizagem.
*Aline Tayná de Carvalho Barbosa Rodrigues é psicóloga escolar no Instituto Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP).
*Aline Tayná Rodrigues
Para compreender o papel que a psicopedagogia inclusiva pode dispor na primeira infância, é fundamental entender que essa etapa vai do nascimento até os seis anos de idade completos, sendo uma fase essencial para a formação integral da criança. É nesse período que se intensificam importantes processos de construção da aprendizagem, envolvendo os aspectos cognitivos, sociais, emocionais e pedagógicos.
É na primeira infância que a criança experimenta importantes aquisições relacionadas à linguagem, motricidade, cognição, autonomia, às relações sociais e à construção de sua identidade. As experiências vivenciadas nessa fase podem contribuir significativamente para a maneira como a criança estabelece vínculos, enfrenta desafios, descobre estratégias que favoreçam sua aprendizagem e participa dos diferentes contextos sociais.
Entretanto, no ambiente escolar, cada criança vai apresentar um ritmo próprio de desenvolvimento e diferentes formas de aprender, interagir e expressar suas necessidades. Por isso, é essencial que ela seja olhada de forma individualizada e cuidadosa, pois não podemos correr o risco de deixar de lado suas potencialidades e limitar sua evolução, criando interpretações simplistas, sem buscar estratégias e recursos que favoreçam sua participação e aprendizagem.
Diante dessa realidade, a psicopedagogia inclusiva se apresenta como um campo de atuação que busca contribuir para a compreensão dos processos de aprendizagem e para a construção de práticas pedagógicas e sociais que respeitem e favoreçam as particularidades de cada criança.
A atuação do psicopedagogo não se limita à intervenção diante das dificuldades, mas abrange, também, ações preventivas, acompanhamento contínuo do desenvolvimento, orientação aos educadores e à família. Por isso, é tão importante olhar para a criança além de seu desempenho escolar, pois ela é um todo em seu desenvolvimento.
É fundamental que o psicopedagogo investigue, de forma individualizada, como a criança aprende, quais os recursos que utiliza mesmo que inconscientemente, quais alternativas favorecem seu desempenho e quais dificuldades interferem em sua participação ativa no processo de ensino-aprendizagem. Essa compreensão permite buscar estratégias para auxiliar na identificação de possibilidades e recursos que contribuam com a capacidade da criança, mudando o foco da fala "não sei fazer" ou “não consigo fazer” para “eu vou tentar” e assim, reforçar suas potencialidades.
Nesse sentido, o psicopedagogo pode contribuir por meio da observação sistemática, da avaliação das habilidades envolvidas no processo de aprendizagem, do planejamento de intervenções e da orientação aos profissionais da escola. Também pode auxiliar na elaboração de estratégias que favoreçam a atenção, a memória, a linguagem, a consciência fonológica, a coordenação motora, as funções executivas, a organização espacial e temporal, entre outras competências necessárias à aprendizagem.
É importante ressaltar que a intervenção psicopedagógica não deve assumir caráter de treinamento mecânico e não substitui o trabalho que precisa ser realizado pelo educador, dentro do ambiente escolar, e pela família. O objetivo é proporcionar experiências significativas nas quais a criança possa desenvolver habilidades ao mesmo tempo em que constrói uma relação positiva com a aprendizagem.
*Aline Tayná de Carvalho Barbosa Rodrigues é psicóloga escolar no Instituto Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP).

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