Voluntariado transforma histórias de pacientes e acompanhantes

                                             fotos/assessoriaacarvalho/divulgação

1- Andressa, do grupo Estética, ao lado da mãe, 2 - Magda, do grupo Posso Ajudar e Maingrid, voluntária do grupo do Chá com Bolachas

Os cabelos ainda curtos guardam as marcas de uma história recente. Há poucos meses, Magda Cleuza Bombonato estava do outro lado do cuidado: era paciente do Hospital Amaral Carvalho (HAC) e conhecia, na própria pele, os desafios de um tratamento contra o câncer.

Hoje, ela continua frequentando os mesmos corredores, mas em uma nova condição. “Foi difícil entrar aqui como paciente, mas agora, entrando como voluntaria, é maravilhoso. Passei um ano e três meses tratando um câncer de mama e quis retribuir todo o carinho, paciência, empatia que eu recebi de voluntários e funcionários. E é muito gratificante”, conta Magda.

A transformação de paciente em voluntária representa, para ela, uma mudança de lugar, mas não de vínculo com o hospital. “A experiencia de estar do outro lado é gratificante. Muita gente precisa de uma palavra de apoio, um abraço... É bom poder acolher como fui acolhida um dia”, conclui ela.

E a história de Magda não é muito diferente de tantos outros voluntários ligados à Instituição. Alguns começam como pacientes, outros como acompanhantes, outros até nem conheciam o Hospital Amaral Carvalho, mas se identificam com a causa e se colocam à disposição para ajudar. Por isso, no Dia Nacional do Voluntário, celebrado em 28 de agosto, o Hospital Amaral Carvalho ressalta a importância das mais de 5.000 pessoas que dedicam seu tempo para oferecer carinho e cuidado aos pacientes e seu  s acompanhantes.

Uma nova forma de retribuir

A história de Maingrid Crepaldi Maran também passa pelo Hospital Amaral Carvalho, mas seu tratamento terminou há mais tempo. Depois de vivenciar a rotina do hospital e conhecer de perto o trabalho realizado em torno dos pacientes, ela encontrou no voluntariado uma forma de continuar ligada à Instituição e transformar a própria experiência em ajuda. “Estou há um ano em remissão. Acredito que a vida é feita de propósitos, mesmo com a doença não perdi minha alegria e minha fé. Estar como voluntária é uma forma de agradecer a Deus por minha cura e levar um pouco de esperança para quem está em tratamento”.

Hoje, ao atuar junto aos pacientes, ela conhece os sentimentos que muitas vezes estão por trás de um olhar apreensivo, de uma espera mais silenciosa ou da necessidade de conversar. É justamente essa identificação que torna sua presença ainda mais significativa. “Eu amo ser voluntária no hospital. Adoro tirar um sorriso, levar alegria pra quem está passando por esse momento tão difícil. Agradeço por servir onde fui servida.”

De acompanhante a voluntária

Para Andressa Regina Corrêa, a ligação com o Hospital Amaral Carvalho começou de outra maneira. Moradora de Tatuí/SP, ela passou a frequentar a instituição para acompanhar a mãe durante o tratamento contra o câncer. “Enquanto acompanhava minha mãe, via o trabalho dos voluntários e achava muito bonito. Quando minha mãe recebeu alta, queria fazer algo em troca, porque ela sempre foi muito bem cuidada e tratada aqui. E foi assim que comecei, no grupo da estética.”

A distância entre Tatuí e Jaú, que antes fazia parte da rotina de quem precisava vir ao hospital para o tratamento, ganhou um novo significado. Hoje, Andressa retorna ao HAC não mais apenas como acompanhante, mas como alguém que escolheu oferecer um pouco do acolhimento que recebeu. “Eu saio melhor do que eu entrei. Eu amo esse trabalho. É uma dádiva poder cuidar um pouquinho, levar um pouquinho de alegria para cada paciente que a gente encontra no hospital”, finaliza.

Um ciclo de cuidado

As histórias das três voluntárias representam as muitas formas pelas quais o voluntariado contribui para tornar mais acolhedora a jornada dos pacientes do Hospital Amaral Carvalho.

Há mais de 30 anos, a Entidade Anna Marcelina de Carvalho oferece apoio aos pacientes em situação de vulnerabilidade atendidos pelo HAC. Atualmente, são 16 grupos atuando no HAC, envolvidos em ações que contemplam diferentes necessidade e outras formas de assistência.

Entre as atividades estão o atendimento do grupo do chá, que oferece bebida e bolachas aos pacientes que aguardam atendimento, a entrega de lanches durante a quimioterapia, o auxílio nas refeições de pacientes internados e sem acompanhantes, além de visitas e ações que ajudam a levar conforto e momentos de descontração durante o tratamento. Tem ainda grupos de artesanato, separação de roupas, empacotamento de bolachas, Remédicos do Riso, grupo da estética, que corta unhas, cabelos e barbas dos pacientes internados, e voluntários que confeccionam próteses e perucas.

O trabalho também se estende para além de Jaú por meio das Ligas de Combate ao Câncer, reunidas pela Federação Brasileira de Entidades de Combate ao Câncer (Febec), entidade parceira do Hospital Amaral Carvalho. São mais de 100 ligas espalhadas pelo Estado de São Paulo, que atuam nas cidades, prestando apoio aos pacientes e suas famílias.

Seja voluntário

Quem deseja ser voluntário no Hospital Amaral Carvalho pode entrar em contato com a Entidade Anna Marcelina de Carvalho pelo telefone (14) 3621-3064, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 13h às 16h, exceto feriados. Para saber se há uma Liga de Combate ao Câncer em sua cidade, também é possível entrar em contato com a Febec pelo telefone (14) 3621-2707.

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