José Reis Chaves
Jesus foi pregar para os Espíritos em situação infernal (1 Pedro 3:18-20), e não num local geográfico chamado Inferno por uns teólogos e tradutores da Bíblia.
Sim, o Inferno não pode ser literalmente entendido como sendo um local geográfico como a Geena em Jerusalém que ficava sempre em fogo queimando o lixo da cidade. São Paulo nos adverte para que não devemos interpretar a Bíblia ao pé da letra. E até dando ênfase a essa questão, acrescentou que a letra mata. (2 Coríntios 3: 6).
A palavra eterno derivada do Latim ”eternus” foi traduzida erradamente para a Bíblia por uns teólogos e tradutores dela. Sim, “eternus” em latim significa tempo indefinido e não sem fim, isto é, dependendo da quantidade de pecados a ser paga. Ninguém deixará de pagar tudo até o último centavo (Mateus 5: 26), pago o último centavo, o espírito da pessoa encarnado ou desencarnado não vai pagar mais nada. E não é Deus que sofre com os pecados, mas alguém que não foi amado por nós como manda o Primeiro Mandamento do Decálogo: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao seu próximo como a si mesmo.” A palavra Inferno significa um sofrimento muito grande e que é atraído pelo Espírito encarnado ou desencarnado que o merece, mas, como vimos, não é para sempre, pois pago o último centavo, termina o débito de quem pecou. A Igreja, mais tarde, até criou o Purgatório elogiado por Kardec e que está de acordo com a citação bíblica do próprio Jesus. Ademais, teriam os teólogos, de propósito, ensinado o inerno erradamente com a intenção de amedrontarem as pessoas e diminuindo, assim, a prática dos pecados delas? O Inferno para sempre seria em Latim “sempiternus” e em Português sempiterno, palavras essas que nunca aparecem na Bíblia! E “eternus” em Latim, como já vimos, significa tempo indefinido, porque depende, exatamente, da quantidade de pecados de cada um a ser paga! E um dos maiores teólogos do cristianismo primitivo, São Gregório Nanzianzeno (Século Sexto) da Capadócia (hoje Turquia), já não aceitava também que o Inferno fosse sempiterno, o que seria injusto, pois a pena nunca pode ser maior do que a falta que é temporária. E a justiça divina (a lei de causa e efeito) é infinitamente perfeita, pois a perfeição de Deus é infinita! E Jesus pregou para os que estão num estado d’alma de Inferno, e não num local geográfico de onde ninguém mais sairia. E o significado dessa própria expressão ‘estado d’alma’ condena também a ideia errada do Inferno sempiterno ou para sempre ensinada por uns teólogos antigos e modernos!
PS: Com este colunista “Presença Espírita na Bíblia” na TV Mundo Maior, Palestras e entrevistas em TVs e vídeos no YouTube e Facebook. Seus livros estão também na Amazon, inclusive, os em Inglês, e a tradução da Bíblia do Grego (Novo Testamento.) para o Português e que está sendo vertida para o Inglês nos Estados Unidos, por ser fiel aos seus textos originais gregos. Na TV Mundo Maior: "Presença Espírita na Bíblia" com José Reis Chaves. Coluna espírita semanal no diário O TEMPO, de Belo Horizonte, de José Reis Chaves: www.otempo.com.br jornalista e escritor, entre seus livros: "A Reencarnação na Bíblia e na Ciência" e "A Face Oculta das Religiões", Ed. EBM-Megalivros, SP, ambos lançados também em Inglês nos Estados Unidos. É professor de português e literatura formado na PUC Minas, e tradutor de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Kardec, Ed. Chico Xavier.

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