Coordenadora do curso de Terapia Ocupacional do UNIJALES conquista título de doutora pela USP

 

Roselene Tribioli durante a defesa da tese de doutorado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP/USP). 2 – A banca examinadora foi composta por professoras da USP e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul 3 – A pesquisa analisou como os serviços públicos de saúde atendem pacientes com incontinência urinária e propôs melhorias para ampliar o acesso ao tratamento no SUS.




por Rafael Honorato 
A coordenadora do curso de Terapia Ocupacional do Centro Universitário de Jales, Roselene Cristina Tribioli Iamamoto, conquistou o título de doutora pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP/USP). A defesa da tese, intitulada "Reabilitação na Incontinência Urinária na Atenção Primária: Evidências, Acesso ao Cuidado e Práticas Profissionais", foi realizada no dia 15 de julho, em Ribeirão Preto. 
A banca examinadora foi composta pelas professoras Dra. Marisa de Cássia Registro Fonseca, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP/USP); Dra. Juliana Cristina dos Santos Monteiro, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP/USP); e Dra. Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Já a orientação do trabalho foi da Profa. Dra. Cristine Homsi Jorge.  
A pesquisa analisou como os serviços públicos de saúde estão organizados para atender pessoas com incontinência urinária, condição que afeta principalmente as mulheres e pode comprometer a qualidade de vida. O estudo identificou dificuldades no atendimento e nos encaminhamentos para tratamento, além de apontar alternativas para ampliar o acesso aos cuidados oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 
Para chegar aos resultados, foram avaliados dados da rede pública de saúde e aplicados questionários a profissionais que atuam na atenção básica. A pesquisa constatou que, apesar do grande número de pessoas com diagnóstico de incontinência urinária, poucos pacientes são encaminhados para fisioterapia ou outros serviços especializados, indicando que tratamentos conservadores, considerados eficazes, ainda são pouco utilizados. 
O trabalho também avaliou o conhecimento e a atuação dos profissionais da atenção básica, identificando falhas na prevenção, no diagnóstico e no acompanhamento dos pacientes. Com base nesses resultados, a pesquisa propõe mudanças na organização do atendimento dentro do SUS, fortalecendo o trabalho em equipe e ampliando o papel da fisioterapia como uma das principais formas de tratamento. 
Graduada em Fisioterapia, Roselene é especialista em Fisioterapia Cardiorrespiratória, mestre e doutora pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. Além de coordenar o curso de Terapia Ocupacional do UNIJALES, leciona em outros cursos da área da saúde da instituição, atua como fisioterapeuta da Prefeitura de Paranapuã e integra a Associação Brasileira de Fisioterapia em Saúde da Mulher (Abrafism). 



Legenda foto doutorado Roselene 01 – Roselene Tribioli durante a defesa da tese de doutorado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP/USP). 
Legenda foto doutorado Roselene 02 – A banca examinadora foi composta por professoras da USP e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. 
Legenda foto doutorado Roselene 03 – A pesquisa analisou como os serviços públicos de saúde atendem pacientes com incontinência urinária e propôs melhorias para ampliar o acesso ao tratamento no SUS. 

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