No último dia 11 de julho, o Centro de Artes, Humanidades e Tecnologia (CAHT), do Campus Rio Preto da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), celebrou a cultura afro-brasileira e indígena com a realização do Sarau Kizomba 2026.
O evento reuniu apresentações artísticas, música, poesia, teatro, exposições e diversas manifestações culturais, consolidando-se como um importante espaço de encontro entre universidade e comunidade, reafirmando o compromisso com a educação, a cultura e o enfrentamento ao racismo.
O Kizomba nasceu no contexto de uma disciplina do Bacharelado Interdisciplinar em Artes da UFSCar e se transformou em uma atividade de extensão aberta à comunidade e comprometida com a transformação social. O evento contou ainda com a dedicação de estudantes do curso, diretamente envolvidos na concepção, organização e execução das atividades.
A escolha do nome tem origem do quimbundo, língua do grupo linguístico banto: a palavra significa "festa", "encontro" ou "confraternização". No entanto, o evento reafirmou que não se trata de uma celebração qualquer, mas de um espaço de resistência, fortalecimento da identidade negra e valorização das culturas afro-brasileiras e indígenas, assumindo um compromisso explicitamente antirracista.
Na abertura, o professor Róbson Pereira da Silva, coordenador do evento, destacou a importância do evento: "O Sarau Kizomba materializa um anseio ancestral, construído por muitas mãos, vozes, corpos e memórias. Trata-se de um legado de luta e de vitória, representado historicamente por Martinho da Vila e por tantas outras pessoas que fizeram da arte, da música e do carnaval autênticos instrumentos de resistência. Essa aspiração transformou-se na vontade coletiva de todas e todos que lutam pela emancipação e pelo reconhecimento das populações afro-brasileiras e indígenas".
A programação evidenciou a potência da música, da poesia e das artes como formas de resistência e reinvenção cultural, reconhecendo a contribuição histórica dessas tradições para a formação da cultura brasileira e mundial. A programação reuniu atrações como BAD TRIP, Coletivo Lima, Nara Dom, Coletivo Transmutação, Banda Kalunga, Batalha do Braile e DJ BOCKA, além de apresentações dos estudantes do Bacharelado Interdisciplinar em Artes e grupos culturais.
"O Sarau reafirmou o papel da universidade pública como espaço de produção de conhecimento, diálogo intercultural e promoção da equidade, deixando como legado um encontro marcado pela alegria, pela memória, pela arte e pela esperança", finalizou.
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