Folhageral: Câmara Municipal de Jales se posicionou contra austeridade fiscal e a ética administrativa.
Em
mais uma semana de intensa movimentação, o cenário político de Jales reflete uma agenda robusta de ajustes fiscais, debates sobre o espaço urbano e fortes articulações de bastidores.
Com
as dinâmicas regionais aquecidas, a administração pública e o legislativo local mostram que o ritmo de decisões dita os rumos do desenvolvimento.
A recente
iniciativa da administração do prefeito Luis Henrique dos Santos Moreira, que implementou o parcelamento facilitado do ISSQN e da TLFLF, marcou uma importante movimentação na política econômica municipal.
A medida
busca aliviar o orçamento de prestadores de serviços e comerciantes locais, garantindo a regularidade fiscal ao mesmo tempo em que oxigena a economia de Jales em um momento estratégico do ano.
No ambiente
legislativo, o destaque dos últimos dias ficou por conta da cobrança feita por vereadores para a regulamentação urgente do uso de bicicletas elétricas nas vias da cidade.
Essa
movimentação política ecoa um clamor crescente da população por maior segurança no trânsito e mostra a necessidade de o poder público se antecipar às novas dinâmicas de mobilidade que transformam o cotidiano da comunidade.
Na sessão
ordinária (foto ilustrativa)realizada em 13 de julho de 2026, a Câmara Municipal de Jales perdeu uma oportunidade valiosa de demonstrar um compromisso inequívoco com a austeridade fiscal e a ética administrativa.
Por um
placar apertado de 5 votos a 4, os vereadores rejeitaram o Projeto de Resolução nº 03/2026 — de autoria de Luís Especiato (PT) e Leandro Bigotto (PL) —, que propunha mecanismos mais rígidos de controle sobre as despesas com viagens oficiais e adiantamentos.
Ao optarem
por manter o regime flexível atual, sob os votos contrários de Andrea Moreto, Elder Mansueli, Eliane Matsukawa, Fábio Matsumura e Vanderley Vieira, a maioria do legislativo jalesense escolheu o conforto das regras antigas em vez de dar o exemplo prático de zelo com o dinheiro público que os cidadãos tanto exigem.
Infelizmente,
o cotidiano jalesense também foi marcado por uma dor profunda que exige atitudes imediatas de quem governa.
O trágico
acidente ocorrido em 10 de julho, que tirou a vida do ciclista João Pedro da Silva, de apenas 16 anos, na Avenida Arapuã, trouxe à tona a urgência de repensarmos a mobilidade e a sinalização urbana.
Essa
fatalidade joga luz diretamente sobre as indicações apresentadas na sessão legislativa de 6 de julho, quando os parlamentares solicitaram redutores de velocidade na Avenida Roque Viola e faixas elevadas de pedestres nas proximidades de EMEIs locais.
Proteger
a integridade física de pedestres e ciclistas em avenidas de fluxo intenso não pode ser uma demanda burocrática em segundo plano; é uma prioridade que custa vidas.
Ouviu-se
críticas esta semana em relação ao posicionamento de Andrea Moreto e Kazuto Matsumura que foram favoráveis ao Projeto de Resolução considerando-o constitucional na Comissão de Justiça e Redação e contrários no Plenário.
Como
relatora da Comissão de Justiça e Redação – comissão mais importante da Câmara –o dever dela é analisar estritamente a constitucionalidade, legalidade e a técnica legislativa da proposta.
Ela avalia
se o projeto fere a Lei Orgânica do Município, a Constituição Federal ou o regimento interno. No plenário, o voto é soberano e envolve o "juízo de valor". E vota contra.
O presidente
Lula sancionou a Lei 15.468/2026, que inclui a educação política e os direitos da cidadania como componentes curriculares obrigatórios da educação básica (que abrange a educação infantil e os ensinos fundamental e médio).
A educação
política será trabalhada de forma transversal, sem compor uma disciplina isolada. Ela deve ser conectada a disciplinas tradicionais — como história, geografia e sociologia — e que tenham afinidade com o tema. A lei é originada de projeto (PL 4.088/2023) aprovado pelo Senado em junho.
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