*José Renato Nalini
Quem é que não quer viver mais e
melhor? A longevidade é uma conquista da ciência e da medicina. Já alcançá-la
depende de nós. De cada um de nós.
Começar por cuidar do corpo. Ele é
muito importante. Talvez a coisa mais importante enquanto estivermos por aqui.
Por isso, o sedentarismo é chamado de “o pai de todos os males”.
Por isso, qualquer movimento conta.
O corpo humano não pode ficar parado. Mais do que intensidade nos exercícios, é
preciso procurar a regularidade. Caminhar pouco e sempre é melhor do que muito
às vezes.
Todo movimento é importante. Andar
de bicicleta, dançar, pular. Isso reduz o risco de doenças, combate a
obesidade, hipertensão e diabete, turbina a produção de hormônios como
endorfina, dopamina e serotonina.
Outro conselho importante: descascar
mais, desembrulhar menos. Ter uma alimentação saudável, comer comida de
verdade. Valorizar alimentos frescos e evitar os ultraprocessados. Reduzir,
também, o consumo de carne vermelha.
Algo que eu não consigo ainda: o
sono reparador. Ir para a cama toda noite no mesmo horário, acordar pela manhã
também com regularidade. Desligar-se do celular à noite. Trocá-lo por um livro.
Sabe o que é livro? Aquele objeto de papel, com folhas que você tem de virar,
uma a uma, sem o auxílio do toque na telinha?
Curtir as amizades. Conversar,
interagir. Não se isolar. Procurar contato com várias gerações. Não achar
chatas as crianças malcriadas. Tentar compreendê-las. Ter paciência com os mais
velhos.
Ter momentos de lazer. Praticar
hobbies, aprender idiomas, tocar instrumento musical, plantar e arrancar ervas
daninhas dos jardins. Pode ser do jardim público, que também é seu. Evitar a
dependência do fumo e do álcool. Ter bom humor.
Será que a gente consegue tudo isso?
Sem tentar, não adianta. Ou seja: viver mais e melhor depende da nossa força de
vontade, do nosso deliberado desejo de viver mais e melhor. Não desistir da
vida, por pior que ela seja. Agradecer, a cada manhã, a graça de acordar. E
agradecer, a cada noite, a bênção de ter onde dormir. No mundo em que vivemos,
isso não é pouco. Na verdade, é muito.
*José
Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e
Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.

Comentários
Postar um comentário