Deputada do PL ainda aguarda explicações da gestão Lula sobre segurança em áreas federais exploradas para esporte de aventura



Rosana Valle (PL) quer saber desde quando a União tem conhecimento da prática de atividades radicais na Ponte do Esqueleto, em Limeira-SP, onde uma jovem, de 21 anos, morreu, após ser arremessada sem cordas num salto de rope jump; liberal cobra inventário de todas as propriedades do governo federal com riscos semelhantes
 
Em razão da morte de uma jovem, de 21 anos, durante um salto mal sucedido de rope jump, na Ponte do Esqueleto, em Limeira-SP, a deputada federal Rosana Valle (PL-SP) oficiou o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, pedindo explicações quanto à prevenção de acidentes em áreas federais. Em requerimento, a liberal questiona se o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já tinha conhecimento da exploração da estrutura para atividades de alto risco, quais medidas foram adotadas, e se há outras localidades de domínio público federal em situação semelhante.
 
No documento encaminhado nominalmente à ministra Esther Dweck, a parlamentar questiona desde quando a Secretaria do Patrimônio da União tem ciência do uso da Ponte do Esqueleto para esportes de aventura e o que fez diante da informação, sobretudo no que tange à restrição de acesso e às medidas de fiscalização, de monitoramento e de prevenção de acidentes.
 
O requerimento 1.850/2026 também solicita esclarecimentos da Presidência da República sobre eventuais alertas, registro de acidentes anteriores no local, apresentação de documentos técnicos, comunicações internas e ações adotadas pela União antes e depois da tragédia, ocorrida no último dia 13.
 
O local onde Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu, após ser lançada sem cordas durante prática de rope jump (pêndulo humano) é popularmente conhecido como Ponte do Esqueleto. Com cerca de 40 metros de altura e 350 metros de comprimento, a estrutura começou a ser construída na década de 1990, pela Ferrovia Paulista S.A. (Fepasa), para a ampliação da rede de trens de passageiros da antiga estatal.
 
No início dos anos 2000, com as atividades ferroviárias na região encerradas, a obra foi paralisada. Por conta do abandono da estrutura numa área de difícil acesso, apesar de privada, grupos passaram a se apropriar do que restou da ponte para a prática de esportes de aventura, como ciclismo e salto em queda livre. O local, inclusive, segundo moradores da região, tem histórico de acidentes.
 
A público, a Prefeitura de Limeira atribuiu a responsabilidade da morte de Maria Eduarda à União, já que a obra abandonada seria de tutela federativa. Contudo, além deste agravante, a empresa que lançou a vítima ponte abaixo sem corda (fatalmente, por uma espécie de esquecimento por parte de seus funcionários) também não era formalizada. Os três instrutores responsáveis pelo arremesso da jovem foram presos em flagrante e seguem detidos. Outras três prisões foram deflagradas nesse fim de semana:
 
“No caso do acidente fatal da Maria Eduarda (Rodrigues de Freitas), as investigações iniciais apontam que nunca houve autorização para empresa alguma realizar saltos de rope jump na Ponte do Esqueleto. A modalidade também não é regulamentada no País. Não é possível que o governo federal largou a obra lá e não sabia de nada, inclusive, para tomar providências, cercar a área, e evitar esta tragédia”, observa Rosana, que está no segundo mandato no Congresso Nacional e é presidente da Executiva Estadual do PL Mulher de São Paulo.
 
Além do caso de Limeira, a deputada federal do PL-SP quer saber se a União tem um inventário nacional de imóveis de sua propriedade ou com obras paradas e/ou em andamento utilizados para esportes de alto risco.
 
A congressista também questiona se existem protocolos para a classificação de tais áreas, conforme o grau de perigo, e como ocorre a articulação entre União, Estados e municípios para a prevenção de acidentes.
 

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