| Dra. Alice Del Colletto, professora e coordenadora do curso Biomedicina da Estácio Foto de divulgação. |
A República Democrática do Congo e Uganda preocupam autoridades internacionais de saúde com o novo surto de Ebola. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 500 casos suspeitos já foram registrados, incluindo mais de 130 mortes. O avanço da doença em regiões africanas aflige o mundo devido aos riscos de disseminação, os desafios enfrentados por países com estruturas hospitalares limitadas e a possibilidade de uma nova pandemia.
De acordo com a Dra. Alice Del Colletto, professora e coordenadora do curso de Biomedicina da Estácio, o Ebola é uma doença grave e de rápida evolução. “O Ebola é uma doença viral grave causada por vírus da família Filoviridae, conhecida pelo elevado potencial de transmissão por contato direto e pelas altas taxas de mortalidade em surtos sem controle adequado. A infecção provoca febre hemorrágica viral e pode evoluir rapidamente para quadros graves”, explica.
Os sintomas iniciais incluem febre alta, fadiga intensa, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Em estágios mais avançados, a doença pode causar vômitos, diarreia, alterações hepáticas e renais, além de hemorragias internas e externas. “A transmissão ocorre principalmente pelo contato com sangue, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas ou superfícies contaminadas. Diferente de vírus respiratórios, o Ebola não apresenta transmissão aérea, porém sua elevada capacidade de disseminação em ambientes sem controle sanitário adequado representa um importante desafio para a saúde pública mundial”, afirma Alice.
Segundo a especialista, o atual cenário preocupa devido à circulação intensa de pessoas entre regiões e fronteiras africanas. “A OMS tem reforçado ações coordenadas de vigilância, rastreamento de contatos, isolamento de casos suspeitos e suporte técnico aos países afetados”, diz. Outro ponto de atenção é o impacto da desinformação durante emergências sanitárias, que pode dificultar o controle epidemiológico e aumentar o medo coletivo.
Embora o Brasil não registre casos da doença, a professora informa que o avanço do Ebola no continente africano serve como alerta para todos os países. “Há a necessidade de vigilância constante, preparo técnico das equipes de saúde e fortalecimento das estratégias de biossegurança diante de doenças infecciosas emergentes que continuam representando desafios globais para a saúde pública”, conclui.
|
Comentários
Postar um comentário