Comitê do Baixo Pardo/Grande apresenta projeto Acqua Titãs em encontro estadual sobre educação ambiental e governança das águas




Projeto foi apresentado durante a Integração das Câmaras Técnicas de Educação Ambiental do Estado de São Paulo


O projeto Acqua Titãs – Os Guardiões das Águas, desenvolvido no âmbito do Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Pardo/Grande (CBH-BPG), foi apresentado nesta terça-feira, 31 de março, durante o evento “Integração das CTEAs (Câmaras Técnicas de Educação Ambiental) do Estado de São Paulo: Água que integra, educação que transforma”, realizado na capital paulista. A participação integrou o momento de troca de experiências entre Comitês de Bacias Hidrográficas do Estado e colocou em evidência uma iniciativa que vem transformando a educação ambiental em vínculo, narrativa e pertencimento.

A apresentação foi conduzida por Milton Figueiredo, coordenador da CTEA do CBH-BPG no encontro promovido pela CTEA/CRH (Câmara Técnica de Educação Ambiental do Conselho Estadual de Recursos Hídricos) e pela Escola das Águas. No evento, que também foi transmitido ao vívo pelo YouTube, o projeto foi compartilhado como uma experiência construída a partir da realidade da bacia, dos desafios ambientais identificados no território e da necessidade de traduzir a gestão hídrica em uma linguagem mais próxima, sensível e acessível para a população, especialmente para as crianças


Mais do que um projeto educativo, o Acqua Titãs se consolidou como uma estratégia de mobilização regional. A proposta foi estruturada para promover a conscientização sobre o uso racional e a preservação dos recursos hídricos por meio de atividades lúdicas e personagens inspirados na identidade dos 13 municípios da bacia. “O objetivo central é transformar a educação ambiental em uma experiência próxima, criativa e regionalmente identificada, em que a mensagem deixa de ser apenas informativa e passa a ser vivida, sentida e reconhecida pelo público”, destaca Milton.

A base dessa construção está em uma metodologia que uniu storytelling ambiental, participação ativa dos alunos e representatividade municipal. O projeto começou com a criação coletiva dos personagens, mobilizando cerca de 16 mil alunos, dentro de uma proposta pedagógica que convidou cada município a desenvolver seu herói ou heroína com características ligadas à cultura local. O concurso cultural alcançou os 13 municípios da bacia (Altair, Barretos, Bebedouro, Colina, Colômbia, Guaíra, Guaraci, Icém, Jaborandi, Morro Agudo, Orlândia, Terra Roxa e Viradouro), recebeu 650 desenhos, teve 43 finalistas e chegou aos 13 vencedores, cada um representando um município participante.


Para o secretário-executivo do CBH-BPG, Claudio Daher, apresentar o Acqua Titãs em um evento estadual foi uma oportunidade de compartilhar uma experiência concreta capaz de inspirar outros comitês a criarem seus próprios caminhos dentro da educação ambiental. “Levar o Acqua Titãs para esse encontro foi mostrar que é possível fazer educação ambiental com identidade, criatividade e participação verdadeira. Compartilhar essa experiência do nosso comitê é importante porque ela pode inspirar outras bacias a desenvolverem projetos semelhantes, conectados com suas realidades locais e com suas comunidades”, afirmou.

“O Acqua Titãs tem algo muito especial: ele não nasceu pronto. Ele ganhou alma a partir da contribuição das crianças. São 13 crianças criadoras dos super-heróis que hoje representam os 13 municípios da nossa bacia. Isso faz toda a diferença, porque quando a criança ajuda a criar, ela se reconhece no projeto, sente que faz parte dele e passa a enxergar a educação ambiental não como algo distante, mas como algo que também é dela”, ressaltou Cláudio


Em um espaço voltado justamente à troca de experiências e ao fortalecimento institucional das CTEAs, o Acqua Titãs se apresentou como prova de que, quando a água encontra a educação e a comunidade encontra voz, nasce uma transformação capaz de inspirar muitas outras histórias.


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