Março Azul-Marinho: prevenção e diagnóstico precoce do câncer colorretal

 

HAC alerta para campanha Março Azul-Marinho, que visa a prevenção
e o diagnóstico precoce do câncer colorretal


O mês de março marca a campanha Março Azul-Marinho, dedicada à conscientização sobre o câncer colorretal. A iniciativa reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença, que acomete o intestino grosso, incluindo cólon e reto. Considerado um dos tipos de câncer mais incidentes no país, o tumor registra mais de 45 mil novos casos por ano no Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Além da alta incidência, a doença também apresenta impacto significativo na mortalidade. Dados do Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), da Organização Mundial de Saúde das Nações Unidas, apontam cerca de 900 mil mortes anuais por câncer colorretal em todo o mundo, sendo o segundo tipo de câncer que mais mata globalmente, atrás apenas do câncer de pulmão.

De acordo com o cirurgião oncológico André Medeiros de Carvalho, do Hospital Amaral Carvalho (HAC), a campanha tem o objetivo de ampliar o conhecimento da população sobre a doença e incentivar a realização de exames preventivos. “O Março Azul-Marinho tem a intenção de divulgar e conscientizar a população quanto à importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de intestino grosso, aumentando, assim, as chances de cura”, explica.

Exames preventivos devem começar aos 45 anos

A prevenção do câncer colorretal deve fazer parte da rotina de saúde da população, mesmo na ausência de sintomas. A recomendação é para que homens e mulheres iniciem o rastreamento a partir dos 45 anos, realizando o exame de colonoscopia a cada dez anos.

Outros exames também podem contribuir para a detecção precoce da doença, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a retossigmoidoscopia. Já pessoas com histórico familiar ou síndromes genéticas associadas ao câncer colorretal podem necessitar de protocolos específicos e acompanhamento individualizado.

Entre os principais sinais de alerta estão alterações persistentes no hábito intestinal, presença de sangue nas fezes ou no papel higiênico e dores abdominais frequentes. Em estágios mais avançados, os sintomas tendem a se intensificar e podem comprometer de forma significativa a saúde e a qualidade de vida do paciente.

Cirurgia, o principal tratamento

O tratamento do câncer colorretal envolve abordagem multidisciplinar e deve ser conduzido por especialistas, sobretudo, cirurgião oncológico e oncologista clínico.

De acordo com o especialista do HAC, a cirurgia é a principal estratégia terapêutica na maioria dos casos. Dependendo do estágio da doença, pode haver indicação de quimioterapia e radioterapia antes do procedimento cirúrgico ou apenas tratamento quimioterápico após a operação. “Alguns casos são resolvidos somente com cirurgia e outros casos, excepcionais e mais raros, são resolvidos apenas com quimioterapia e radioterapia”, pontua.

                                                                                                                                                        foto/arquivopessoal/divulgaçãoHAC

Cirurgião oncológico André Medeiros de Carvalho, do HAC, reforça que rastreamento deve ser realizado a partir dos 45 anos, mesmo na ausência de sintomas

Em determinadas situações, pode ser necessária a confecção de um estoma (ileostomia ou colostomia) – abertura cirúrgica realizada no abdômen para exteriorizar o sistema digestório, permitindo a saída de dejetos. A abordagem pode ser temporária ou definitiva, conforme as características do tumor e a resposta do paciente ao tratamento.

Além da realização dos exames preventivos, hábitos de vida saudáveis como alimentação equilibrada e rica em fibras, o consumo moderado de carnes processadas e bebidas alcoólicas, atividade física regular e ainda não fumar também contribuem para reduzir o risco da doença. A prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo as principais ferramentas para aumentar as chances de cura e salvar vidas.

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