José Reis Chaves
Sempre houve cientistas e filósofos espiritualistas e materialistas. Os espiritualistas são maioria. E podem ser deístas ou teístas. Os deístas são mais numerosos e estão, geralmente, nas grandes cidades.
Os teístas são, geralmente, mais espiritualistas, pois é até comum terem uma religião e se interessarem em estudar religiões e suas teologias, principalmente, a da sua crença. Entre eles há grandes teólogos, filósofos e cientistas de ponta. Já os deístas são meio neutros no estudo e prática do espiritualismo e, geralmente, não têm religião, mas respeitam todos os princípios religiosos. Os deístas, como já foi dito, são mais numerosos do que os teístas e estão, pincipalmente, nas classes mais intelectuais, sendo eles destaques, sobretudo, no chamado Primeiro Mundo.
Muitos autores em livros, jornais, revistas e palestras gostam muito de falar que um determinado princípio científico ou filosófico é pseudocientífico. Vamos ver esses pseudocientíficos. E desses adjetivos, o primeiro é o mais usado, e com eles, se quer dizer que o assunto não é científico, por não seguir os padrões da Ciência que é empírica. E é por esses padrões científicos que se entendem pela necessidade de muitas repetições dos fenômenos, para que sejam considerados aprovados pela Ciência, que se caracteriza, exatamente, por essas muitas repetidas experiências, principalmente laboratoriais, por que devem passar os fatos ou fenômenos, a fim de que sejam considerados como sendo verdadeiramente científicos. Dá-se, pois, esse nome de ciência empírica ou verdadeiramente científica somente à que tem seus muitos fenômenos repetidos por suas muitas experimentações. Porém, há fenômenos que não podem ser repetidos ao bel prazer da vontade das pessoas, comumente chamadas de paranormais, e menos ainda da vontade dos experimentadores. Exemplos disso são os que ocorrem com as pessoas em meditações, em transes mediúnicos ou em êxtases dos místicos.
Se esses fenômenos não dependem da vontade dos médiuns e místicos e menos ainda da vontade dos cientistas desejosos de fazê-los repetirem-se com suas experiências empíricas, disso se conclui que, para se chegar à comprovação da autenticidade desses fenômenos, os caminhos são outros diferentes dos da ciência empírica ou da repetição dos fenômenos. Isso, porém, não significa que eles tenham que ser considerados, total e incondicionalmente como sendo pseudocientíficos, mesmo porque eles são estudados também por outros indivíduos e outros meios da própria ciência! Ademais, às vezes, são pseudocientíficos, exatamente, por cientistas que ainda não os estudaram mais profundamente!
José Reis Chaves é professor aposentado de português e literatura, formado na PUC Minas, ex-seminarista Redentorista, jornalista, escritor, entre seus livros: "A Reencarnação na Bíblia e na Ciência" e "A Face Oculta das Religiões", Ed. EBM-Megalivros, SP, ambos lançados também em Inglês nos Estados Unidos e tradutor de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Kardec, Ed. Chico Xavier. contato@editorachicoxavier.com.br Cássia e Cléia. Programa “Presença Espírita na Bíblia, na TV Mundo Maior” e coluna no jornal O Tempo de Belo Horizonte. Vídeos de palestras e entrevistas em TVs no Youtube e Facebook. Email: jreischaves@gmail.com).

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