*José Renato Nalini
A lei é uma convenção que não
consegue se antecipar à realidade. A capacidade de previsão do legislador se
condiciona a inúmeras variáveis e nem sempre consegue antever qual o cenário
sobre o qual a normativa incidirá.
Convencionou-se chamar de “idoso”
aquele que completa sessenta anos. Algo que não coincide com a condição física
e mental da maioria desse contingente, que é o que mais cresce na atualidade. O
Brasil já foi o país dos jovens. A queda na fecundação, os temores de trazer à
existência seres que vão encontrar um planeta hostil e devastado, tudo inibe
que a taxa de crescimento continue na ascensão de há algumas décadas.
Por isso, a “terceira” ou discutível
“melhor” idade precisa merecer uma atenção muito especial. A longevidade
garantiu que viverão até os cem anos aqueles que se cuidarem. E o que fazer dos
60 aos 100?
A resposta mais plausível e
satisfatória: estudar.
Não se diga que isso é difícil, ou
dispendioso. A USP, a melhor Universidade do Brasil, oferece quase sete mil
vagas em cursos gratuitos para o público acima dos sessenta. Disciplinas
regulares em áreas como comunicação, direito, administração, tecnologia e
educação, estão disponíveis para os interessados.
A partir de 2 de fevereiro, estarão
abertas as inscrições para o primeiro semestre de 2026 do Programa “USP 60+”,
em sua 61ª edição e mais de 31 anos de atuação. Há um site do programa, que
pode ser acionado a partir de 29 de janeiro de 2026. Os interessados não
precisam ter vínculo com a Universidade e devem ter mais de 60 anos.
Olha que excelente oportunidade para
alguém aprender uma coisa nova, aperfeiçoar-se num conhecimento que já detém,
uma questão de qualidade de vida física e mental. Pois estudar é um dos eixos
fundamentais no envelhecimento ativo e saudável.
Em vez de ficar em casa de pijama,
ou apenas atento às telinhas, o idoso terá oportunidade de conviver com outras
gerações e isso renovará o seu alento, o seu ânimo, a sua vontade de viver. E o
cardápio de ofertas é variado. Inclui Empreendedorismo, Marketing, Linguagem
Musical, Gestão de Negócios, Inteligência Artificial, Psicologia Social e
muitas outras oportunidades de retomar o estudo e a alegria de viver.
*José Renato Nalini é
Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e
Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.

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