Baixa presença feminina em áreas técnicas expõe barreiras culturais e estruturais no setor de tecnologia


por Juliana Nunes Liguor:

Especialista destaca importância da diversidade para inovação, competitividade e formação de novos talentos

A participação feminina no setor de Tecnologia da Informação (TI) no Brasil tem avançado, mas ainda revela desigualdades significativas. Segundo o último relatório da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), as mulheres representam 34,2% da força de trabalho em tecnologia, enquanto os homens somam 63,1%, evidenciando um desequilíbrio que levanta questionamentos sobre as barreiras que ainda limitam a presença feminina nas áreas técnicas.

Mais do que ampliar números, a presença feminina na tecnologia vem transformando a cultura das organizações e a forma como os times operam. No entanto, esse avanço ainda esbarra em obstáculos persistentes. A falta de estímulo desde a formação educacional, os estereótipos de gênero e a existência de ambientes pouco inclusivos continuam limitando o acesso das mulheres a cargos técnicos e posições estratégicas dentro das empresas.

Para Juliana Nunes Liguor, especialista em Governança de TI e Planejamento Estratégico, com mais de 25 anos de experiência no setor, a presença feminina é cada vez mais essencial para o desenvolvimento da área. “Tenho acompanhado de perto a evolução do mercado e percebo, cada vez mais, a importância das mulheres ocupando espaços na tecnologia. É fundamental incentivar desde cedo o interesse pela área e mostrar que esse é um ambiente possível, acessível e cheio de oportunidades”, destaca.

Diante desse cenário, organizações que adotam políticas consistentes de diversidade, investem em programas de capacitação e promovem lideranças mais inclusivas começam a colher resultados concretos. Além de melhorar o clima organizacional, essas iniciativas ampliam a retenção de talentos, reduzem a rotatividade e fortalecem a reputação institucional.

A discussão sobre a participação feminina na TI reforça que diversidade não é apenas uma pauta social, mas também um diferencial competitivo. Promover a equidade de gênero significa impulsionar a inovação, fortalecer a sustentabilidade do setor e preparar as empresas para os desafios de um mercado cada vez mais tecnológico e conectado

Sobre Juliana Nunes Liguor:

Juliana Nunes Liguor é especialista em Tecnologia da Informação, FinOps e Governança de TI, com mais de 25 anos de experiência na área, atuando no alinhamento entre tecnologia e estratégia de negócios. Possui sólida trajetória em projetos de alta complexidade, como migrações de Data Centers, gestão de riscos e transformação digital em grandes instituições, além de ampla atuação em governança, gestão de ativos e indicadores, sendo reconhecida pela liderança de equipes e pelo foco em segurança, eficiência e geração de valor para as organizações.

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