José Reis Chaves
Os teólogos antigos eram muito pouco evoluídos em conhecimentos sobre Deus. Por isso, eles erraram muito quando falaram sobre Deus Pai e, também, sobre nós do ponto de vista do nosso futuro como espíritos imortais que somos.
Eles, os teólogos antigos, ensinaram que os nossos pecados, por ofenderem um ser, infinitamente bom e perfeito, que é Deus, mereciam, também, uma pena infinita, ou seja, as do Inferno sem fim. Ora, os teólogos de hoje mais evoluídos, além de saberem que Deus não sofre com os nossos pecados, como diz Jó (Jó no capítulo 35, a partir do versículo 4), nada existe sem Deus permitir. E permite o mal, porque pode transformá-lo em bem para nós, não bem para Ele, pois, Ele é imutável.
Além do amor infinito que Deus tem e vários outros atributos de perfeição, também infinitos, destaca-se o de onisciência, que quer dizer que Ele sabe tudo, antes, durante e depois de tudo que existe e vier a existir feitos por Ele ou por nós, que buscamos sempre o bem para nós e devemos buscar, também sempre, o bem para o nosso semelhante, o que nem sempre acontece. E é isso que é pecado, pois, é amar menos nosso semelhante do que amamos a nós mesmos.
São João Evangelista nos ensina que Deus é amor (1 João 4:8), e é claro que é amor infinito. E disso se conclui que seria um absurdo ou uma incongruência, Deus criar um espírito, sabendo que o fim dele seria para sempre viver no tal de Inferno imaginado por uma parte dos teólogos e Dante Alighiere, quando o excelso Mestre deixou claro em Mateus 5:26, de acordo com a Lei de Causa e Efeito, que nós mesmos é que pagaremos tudo até o último centavo, quando então, não pagaremos mais nada!
E assim, será que o sacrifício de morte de Jesus na cruz foi mesmo necessário para a remissão de nossos pecados? Com meu respeito a São Paulo que, como judeu fervoroso que era, exaltou esse sacrifício de morte de Jesus na cruz, o qual seria muito agradável a Deus, dizendo que tal sacrifício substitui, pela sua importância, todo e qualquer outro, para[JdRC1] pagar a Deus os nossos pecados (1 Coríntios 15: 3-4). Mas Jesus diz que nós é que temos de pagar tudo até o último ceitil (Mateus 5:26). Ademais, disse também Jesus: “Basta de Sacrifícios, eu quero é misericórdia.” (Mateus 9:13). E Jesus nos foi enviado por Deus, que não sofre com nossos pecados, para nos trazer o Evangelho que salva ou para ser cruelmente assassinado?
Como, pois, então, entender o Deus Pai de amor infinito que teria exigido esse cruel assassinato de seu Filho na cruz, tão amado por Ele, para nos livrar do Inferno de tanto ódio divino, vingativo e sem fim?
José Reis Chaves é professor de português e literatura formado na PUC Minas, ex-seminarista Redentorista, jornalista, escritor, entre seus livros: "A Reencarnação na Bíblia e na Ciência" e "A Face Oculta das Religiões", Ed. EBM-Megalivros, SP, ambos lançados também em Inglês nos Estados Unidos e tradutor de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Kardec, Ed. Chico Xavier. contato@editorachicoxavier.com.br Cássia e Cléia. Programa “Presença Espírita na Bíblia, na TV Mundo Maior” e coluna no jornal O Tempo de Belo Horizonte. Vídeos de palestras e entrevistas em TVs no Youtube e Facebook.

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