José Reis Chaves
No Cristianismo Primitivo, ou seja, até o Concílio Ecumênico de Constantinopla de 553 convocado pelo Imperador Justiniano, a reencarnação era aceita, normalmente, pelo cristianismo. E Santo Agostinho e Santo Ambrósio, dois gigantes da Teologia Iniciante Cristã, ensinaram que a reencarnação era uma verdade, mas que não seria bom o povo saber disso, pois, iria deixar de cuidar de sua salvação, deixando isso para outra vida, e as igrejas iriam ficar vazias. É o que ocorre, também, hoje com muitos teólogos e líderes religiosos que têm medo de aceitarem, abertamente, a reencarnação.
É verdade que a Bíblia tem muitas alterações. Segundo Bart Denton Ehrman, presidente da organização americana composta de ex-padres e ex-pastores, ou seja, a Companhia de Jesus, considerado por muitos o maior biblista do mundo, a Bíblia tem cerca quatrocentas mil alterações. Mas falsificar os textos originais da Bíblia é muito grave!
A palavra reencarnação foi criada por Kardec, mais ou menos, em 1860, então, ela não pode estar na Bíblia cuja escrita terminou, mais ou menos, no ano 90 desta nossa Era Cristã, ou seja, quase dois mil anos depois da escrita da Bíblia ter sido terminada com o Apocalipse.
E por que a palavra reencarnação não pode, pois, estar na Bíblia como vimos, os contrários às vidas sucessivas falam sempre que a reencarnação não está na Bíblia, mas não falam por que, como se a Bíblia fosse contrária a ela. E ela está na Bíblia sim com seu sinônimo palingenesia, palavra grega no Novo Testamento, sobre o que trataremos. E traduzida para o português, ela tem a mesma forma grega. Quem quiser, pode constatar isso de qualquer um bom dicionário de Português.
O que vou dizer agora é baseado no ex-padre da Igreja Católica, Pastorino, Doutor em Bíblia em Roma e professor de Grego da Universidade Federal de Brasília. Tornou-se espírita, aprofundando-se muito no estudo da mediunidade e é o autor do livro “Minutos de Sabedoria”. Pastorino mostrou que tradutores da Bíblia modificaram o sentido original de alguns de seus textos, para esconder o espiritismo, entre eles destaco o da pequena Carta de Paulo a Tito e, também, o capítulo 19: 28 de Mateus, em que a palavra palingenesia que já vimos à saciedade que é sinônima de reencarnação tanto no grego como no Português, e que, no entanto, foi traduzida, erradamente, por regeneração e truncando o texto, a fim de esconder a ideia da reencarnação ou palingenesia.
E pondo mais clareza nesta questão, dizemos que a regeneração ocorre durante as reencarnações, mas que palingenesia nunca foi regeneração e sim reencarnação!
José Reis Chaves é professor de português e literatura formado na PUC Minas, ex-seminarista Redentorista, jornalista, escritor, entre seus livros: "A Reencarnação na Bíblia e na Ciência" e "A Face Oculta das Religiões", Ed. EBM-Megalivros, SP, ambos lançados também em Inglês nos Estados Unidos e tradutor de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Kardec, Ed. Chico Xavier. contato@editorachicoxavier.com.br Cássia e Cléia. Programa “Presença Espírita na Bíblia, na TV Mundo Maior” e coluna no jornal O Tempo de Belo Horizonte. Vídeos de palestras e entrevistas em TVs no Youtube e Facebook.
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