Rio Grande da Serra. O plebiscito em 1963. A consolidação em 1964. A primeira eleição em 1965. O moço que veio de Palmeira d´Oeste. Nasce o sétimo município...
No círculo, em 1959, Carlos Carlson e colegas da comissão que lutou pela emancipação de Palmeira d’Oeste: experiência trouxe ‘Zé do Cartório’ (no círculo) a liderar o movimento autonomista de Rio Grande da Serra 2 - Em 1º de janeiro de 2021, a posse do prefeito de Rio Grande da Serra, Claudinho da Geladeira, da vice prefeita Maria da Penha e dos 13 vereadores: Claudinho não completou a gestão 2021-2024. Foi cassado pela Câmara Municipal em julho de 2022
O movimento emancipacionista da antiga Estação Rio Grande
ganha força em 1963, mesmo com algumas frustrações
NOOVHA AMÉRICA. Livro de 2017 focaliza as 12 primeiras legislaturas de Rio Grande da Serra: falta a compilação das três mais recentes legislaturas
O movimento emancipacionista da antiga Estação Rio Grande ganha força em 1963, mesmo com algumas frustrações
Tarefa para 2025: criar e instalar um espaço voltado à memória de Rio Grande da Serra. Que comece pequeno na Biblioteca Pública. E se transforme no museu da cidade, com arquivo público a partir da obra da Dra. Gisela Leonor Saar.
As pretensões dos líderes do movimento autonomista era a anexação do distrito de Paranapiacaba a Rio Grande e a alteração do nome Icatuaçu para Rio Grande “da Paulicéia”, elevando-o a município.
Os objetivos foram parcialmente alcançados. A anexação de Paranapiacaba não aconteceu. E um plebiscito foi marcado para que os eleitores definissem pela emancipação ou não.
O plebiscito realizou-se em 1º de dezembro de 1963: 400 votos pela criação do município, de um total de 600 eleitores.
Em 28 de fevereiro de 1964 era sancionada a lei estadual número 8.092, que cria o Município e complementa outra lei estadual, a 8.050, de 31-12-1963, que alterou o nome do distrito de Icatuaçu para Rio Grande da Serra.
Rio Grande separava-se de Ribeirão Pires, tornando-se o município 7 do atual Grande ABC.
Uma mulher
Dos que lideraram o movimento pela criação do Município de Rio Grande da Serra, uma mulher, Irinéia José Midolli, filha da cidade, que se tornaria a primeira vereadora, primeira presidente da Câmara Municipal e primeira mulher prefeita.
Irinéia deixou a política partidária. Vive até hoje em Rio Grande – está na pauta de “Memória” para um depoimento esclarecedor dos pormenores que conduziram à independência da cidade. Que o depoimento possa ser colhido neste 2025 que se inicia.
Um lider
Já escrevemos aqui em “Memória”, e a Sra. Irinéia poderá confirmar: Carlos José da Graça Veiga Carlson, que também assinava Carlos Carlson, foi o líder do movimento, batalhador inconteste e arrojado político, eleito o primeiro prefeito de Rio Grande da Serra.
Carlson era conhecido como “Zé do Cartório”, pois foi titular do Cartório de Registro Civil e de Notas de Icatuaçu.
Zé do Cartório veio da cidade paulista de Palmeira d´Oeste. Uma trajetória como a de tantos migrantes que formaram Rio Grande da Serra. Os anais de Palmeira d’Oeste registram o nome de Carlos Carlson como um dos emancipacionistas da cidade, outrora distrito de Jales.
Autonomista duas vezes. Está sepultado no Cemitério São Sebastião, em Rio Grande da Serra
Os prefeitos
Também têm seus nomes registrados como prefeitos de Rio Grande da Serra: Geraldino Lotti Filho, Irinéia José Midolli, Aarão Teixeira, Willian Valério Ramos, Aparecido Benedito Franco, José Teixeira, José Carlos Arruda, Expedito Antonio de Oliveira, Danilo Franco, Mário Carvalho da Silva, Ramon Velasquez, Kiko Teixeira, Luís Gabriel Maranhão, Claudio Manoel de Melo, Maria da Penha Fumagalli e o atual, Akira Auriani, que tomou posse em 1º de janeiro.



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