O ex-presidente
Lula (PT), depois de 580 dias recluso na Polícia Federal em Curitiba, foi solto no dia 8 de novembro de 2019. Continuou distante da mídia. Mas se reaproximou forte quando o ministro Edson Fachin (do STF Supremo Tribunal Federal), em 8 de março de 2021, invalidou os processos que condenaram o ex-presidente na Operação Lava Jato.
No período
em que Lula vivia na condição de culpado por corrupção, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disputava poder e espaço na mídia com outro inimigo: o Coronavírus. Nas pesquisas de avaliação de desempenho contra o vírus, Bolsonaro sofria quedas.
O retorno de
Lula ao cenário político, livre das condenações, reacendeu a polarização entre Bolsonaro e ele. Mas para Bolsonaro o vírus continuou sendo um inimigo político influente. Menos importunado, Lula tratou de se imunizar com duas doses da vacina Coronavac.
Os analistas
lá do botequim da vila se perguntam: “Está havendo mesmo essa polarização entre Bolsonaro e Lula em nível nacional? A preocupação do povo não é maior com a pandemia? Não é armação de interessados em colocar holofotes sobre Bolsonaro e Lula?”
Ainda é cedo
para acreditar que a polarização, tal como aconteceu nas eleições presidenciais de 2018, vai prosseguir até as eleições presidenciais de 2022. Não dá para prever acontecimentos que poderão mover o país, a política e o eleitorado.
Os correligionários
dos deputados estaduais que representam a região estão preocupados com o rebuliço causado pelo projeto de lei do governador João Dória (PSDB), aprovado na ALESP, que causou perdas financeiras a aposentados, agricultores, empresários, deficientes e outros.
Um simpatizante
do deputado estadual Itamar Borges (MDB) em Jales foi enfático: “Com toda certeza não só o deputado Itamar perdeu votos em nossa cidade, na região e no estado, como também os demais parlamentares que apoiaram e aprovaram o dito projeto de lei sem pensar nas pessoas, em especial nos aposentados”.
É muito triste
ver que sempre os pobres pagam a conta. Os servidores público estaduais se aposentam por terem contribuído com a previdência estadual durante o exercício de suas funções. Pensam em desfrutar uma vida melhor. Então, recebem um golpe.
O semáforo
da Avenida Maria Jalles com a Rua das Palmeiras, na cidade de Jales, continua lá, firme e forte, onde deve estar. Mas ainda se encontra desligado. Haverá um bom eletricista para ligar os fios com segurança para o benefício de todos.
Falando nisso,
o departamento responsável pelo trânsito em Jales, com a instalação recente de um semáforo na Avenida João Amadeu com a Rua Três, terá que analisar o estacionamento diagonal em frente à Santa Casa, em especial próximo à rua que cruza com a avenida.
O ex-vereador
jalesense Fábio Kazuto (PSB), não reeleito no último pleito, continua dando o ar de sua graça nas redes sociais. Mas Vagner Selis (PSDB), o popular Pintinho, o mais votado na eleição de 2016, desapareceu da mídia. Também não se sabe por onde anda Luiz Henrique Viotto (PSD), o popular Macetão.
A ausência do
ex-vereador Pintinho pode ter explicação no erro político que cometeu, mudando de partido numa troca mal explicada para depois descobrir (no final da apuração em 2020) que seu ex-partido (Republicanos) não elegeu vereador por falta de apenas 50 votos.
Na contagem
final dos votos em 2020, o candidato à reeleição Pintinho somou 335 sufrágios, longe dos 1.198 obtidos em 2016. Se ainda no Republicanos, é possível que se elegesse ou elegesse o companheiro Alessandro Pereira “Japonês”, que teve 338 votos.
Faz pensar
que a Folha Noroeste Digital foi excluída do “mailing” da assessoria de imprensa da Câmara Municipal de envio de “releases” e pautas do Legislativo. Faz tempo que nada relacionado à Casa do Povo chega à caixa de e-mail do jornal.
Desde o dia
14 de abril, quando a Diretoria Administrativa da Câmara Municipal foi indagada se a Assessoria de Imprensa da casa não mais enviava informações, este jornal aguarda resposta. Informações são importantes para quem as envia, as recebe e as lê.
Apesar dos
avanços da informática, vários órgãos públicos, entidades privadas e empresas não conseguem manter um serviço de comunicação social eficiente. Talvez porque pareça ser um serviço fora do centro da área principal. Mas, ao contrário, hoje é um serviço essencial tanto para as instituições como para a sociedade.
O FMI
Fundo Monetário Internacional, fundado em 1945 com sede em Washington DC (Estados Unidos), hoje é mantido por 188 países membros. Tem como finalidades: proteger a estabilidade financeira global, facilitar o comércio internacional, promover o desenvolvimento sustentável, favorecer taxas elevadas de emprego e reduzir a pobreza.
Desde o ano
passado (2020) o FMI vem recomendando aos países membros um aumento temporário de impostos sobre as empresas e famílias mais ricas – que obtêm altos rendimentos – com o objetivo de reunir recursos para enfrentar a pandemia e recuperar a economia.
Um estudo do
FMI revelou que a pandemia aumentou as desigualdades. As empresas e famílias mais ricas ganharam mais dinheiro com a pandemia ou recuperam rápido suas perdas. Ao contrário, as empresas menores e famílias modestas – mais vulneráveis – perderam rendas, empobreceram e não conseguem se reanimar
A recomendação
do FMI teve boa repercussão. Nos Estados Unidos, o aumento temporário de impostos sobre as grandes corporações foi bem aceito por diversos bilionários, entre eles Jeff Bezos (chefe da Amazon, gigante do comércio eletrônico) e Bill Gates (chefe da Microsoft, gigante da tecnologia de informação).
Este mês,
em 7 de abril de 2021, o governo de Joe Biden (presidente dos Estados Unidos) anunciou que vai propor um plano de revisão tributária para empresas. A proposta inicial é aumentar a alíquota de imposto sobre as grandes corporações de 7% para 28% para arrecadar 2,5 trilhões de dólares durante 15 anos para financiar a agenda econômica federal.
O anúncio
aconteceu depois de o presidente Joe Biden ter sancionado no mês passado (11 de março de 2021) o pacote de 1,9 trilhão de dólares, aprovado no Congresso Nacional, para aliviar a crise provocada pela pandemia e estimular a recuperação da economia.
Isto quer dizer
que o propósito do governo norte-americano de aumentar o imposto sobre as grandes corporações vai além da pandemia. Com o dinheiro, vai incentivar o aumento da produção de energia limpa, estimular a pesquisa científica, fomentar o desenvolvimento tecnológico, investir em obras de infraestrutura. Vai revigorar o país.
Enquanto isso,
na América Latina, os especialistas dizem diretamente: os ricos pagam menos impostos e os pobres pagam mais impostos. Essa irregularidade gera subdesenvolvimento. Por isto, alguns países do continente se mobilizam para consertar a situação.
No Brasil,
a tributação injusta (que privilegia ricos e penaliza pobres) agrava a concentração da riqueza nacional nas mãos de poucos, trava a economia e inibe o desenvolvimento. As conseqüências são deploráveis: fome, desemprego, marginalidade social.
O Imposto
sobre Grandes Fortunas (IGF) está previsto na Constituição de 1988, mas até hoje não foi regulamentado no Congresso para ser aplicado. Existem no Congresso propostas de reforma tributária esperando para serem discutidas, melhoradas e aprovadas.
No ano passado,
o movimento social “Tributar os Super-Ricos” apresentou ao Congresso oito projetos de justiça tributária, elaborados por tributaristas experientes. Eles prevêem um aumento anual de R$ 292 bilhões na arrecadação federal. Tudo isto, aplicando impostos justos sobre altas rendas e grandes patrimônios, atingindo apenas 0,3% dos mais ricos.
Não há dúvida
que hoje a pandemia é o assunto de maior prioridade. Mas, depois da pandemia, as reformas e privatizações defendidas por muitos não vão melhorar o país. Sem tributação justa, sem distribuição justa da renda e da riqueza nacional, o país não sairá do atoleiro.
Esta semana
(nos dias 22 e 23), aconteceu a Cúpula de Líderes sobre o Clima, organizada pelo governo dos Estados Unidos. Houve reuniões virtuais com a participação de líderes de mais de 40 países. O assunto principal foi a redução de emissão de gases poluentes.
Não é mais
possível aceitar descaso com questões ambientais. Não importa quem sejam: políticos, empresários, ruralistas, cidadãos e outros. Em todos os níveis, nas cidades e nos campos, todos os habitantes do planeta devem se envolver com as questões ambientais.
O desmatamento,
a extinção de espécies, a degradação do solo, a contaminação ambiental e as adversidades climáticas já levam muitas pessoas ao desespero. São ameaças à estabilidade social, à segurança alimentar, à qualidade de vida e ao sustento econômico.
Os eleitores
que vivem em países democráticos, ainda que em democracias imperfeitas, não podem se deixar levar apenas por discussões políticas. Suas decisões têm a ver com a responsabilidade de cuidar do planeta.
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