Folhageral: A bomba jornalística da semana foi a entrevista do engenheiro Marco Antonio Miranda que jogou farinha no ventiilador de muita gente

Para construir
uma nação próspera e justa, não basta estabelecer que seja uma República Democrática, organizada com os três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) e governada através de Leis subordinadas a uma Constituição.
O Brasil é
um exemplo dessa situação. É um grande país no mundo: o quinto em área territorial, o sexto em grandeza populacional, o nono em tamanho econômico. Desde 1889, com exceção de duas breves fases autoritárias, o Brasil é uma República Democrática.
No entanto,
o país não se desenvolve de modo continuado e abrangente. O progresso acontece aos trancos, favorecendo uns e desprezando outros. Os períodos conturbados e difíceis se repetem. Os maus exemplos dos governantes geram seguidores alucinados. As estatísticas sociais, econômicas e ambientais causam desconforto e desânimo.
Dois fatores
são imprescindíveis para que a democracia tenha boa qualidade e funcione bem: educação e cidadania. Países bem desenvolvidos sustentam sua democracia na educação e na cidadania do povo. Por isto eles avançam mais e melhor.
Isto obriga
cada brasileiro a agir pessoalmente em favor da sua própria educação e a agir coletivamente na destinação de votos a candidatos vinculados com a educação. É preciso estudar. E é preciso prestigiar os políticos que tenham propostas sérias na área de educação.
A educação
hoje é um processo de desenvolvimento pessoal. Ela objetiva capacitar os estudantes a enfrentar desafios, buscar conhecimentos, obter respostas, propor soluções e tomar decisões. Visa exercitar o cérebro, melhorar as atitudes e formar cidadãos.
Na inovação,
a educação aponta que tecnologias (como Programação de Computadores, Aprendizado de Máquina, Inteligência Artificial, “Big Data”) chegam às salas de aula. Essas tecnologias atraem os jovens, ensinam a pensar e abrem perspectivas profissionais.
O Reino Unido
(Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) é próximo do Estado de São Paulo em tamanho (território e população). Porém, a economia do Reino Unido é maior do que a economia do Brasil inteiro. Uma explicação: a educação lá é melhor.
Não foi por
acaso que a Universidade de Oxford (do Reino Unido) se destacou na pesquisa de uma vacina contra o Coronavírus. É uma das mais antigas e melhores universidades do mundo. Combina tradição, inovação e excelência. Realiza pesquisas há mais de 800 anos e hoje suas vagas são disputadas por milhares de estudantes de mais de 190 países.
Discussões
sobre política, economia e justiça levam a nada. A educação é ferramenta de transformação das sociedades, de redução das desigualdades, de mudança das nações. O rol de pessoas que avançaram mais etapas na educação está menos presente nas estatísticas de desempregados e mais presentes nas estatísticas dos melhor remunerados.
Além de
aperfeiçoar a democracia, a educação (associada à cidadania) tem outra urgência a resolver: promover o desenvolvimento com responsabilidade ambiental. A maioria das atividades humanas interfere no equilíbrio ambiental.
Quando se
fala em sustentabilidade, é para ajustar o foco em ações que podem proteger vidas e preservar recursos. Do ponto de vista econômico, a natureza fornece matérias primas necessárias para abastecer as cadeias produtivas.
Investidores
conscientes, como na Alemanha, já não aplicam recursos em empresas que não atuem com desenvolvimento sustentável. No sentido amplo, o desenvolvimento sustentável hoje compreende aplicação de medidas ambientais, sociais, econômicas, culturais e políticas.
Questões de
educação e cidadania estão alterando bairros e cidades no planeta. Em Palhoça – cidade da região metropolitana de Florianópolis (SC), há 20 anos existe um bairro que hoje tem  12 mil moradores, 8 mil trabalhadores e 7 mil estudantes.
Naquele bairro
a prioridade é de pedestres e ciclistas. As calçadas são largas e as ciclovias seguras. Lá se pode morar, trabalhar, comprar, estudar e divertir, passeando por espaços interessantes, onde existem áreas agradáveis de convivência.
Atendendo o
conceito de “cidade para pessoas” (que vem sendo adotado no mundo), o uso de carros é menor e a velocidade deles não passa de 10 Km por hora. Há menos impacto ambiental e menos poluição, sem o uso intenso de automóveis.
A infraestrutura
de segurança do bairro estimula a vida urbana durante o dia e a noite. Por tudo isto, o empreendimento em 2025 deverá comportar 30 mil moradores e gerar 15 mil empregos. Vale a penas investir em educação e cidadania para melhorar a vida no país.
O INSS inicia
este ano, a partir de 20 de agosto, uma inovação. É o projeto piloto de “prova de vida por reconhecimento facial”. Nesta primeira etapa deverão participar 500 mil pessoas. Depois de ajustes, a biometria facial se estenderá a todos os beneficiários.
Para realizar
a prova de vida no novo sistema, o INSS vai usar a base de dados do DENATRAM (Departamento Nacional de Trânsito) e do Tribunal Superior Eleitoral. O reconhecimento facial será feito com uso da câmara do celular do beneficiário.
A tarefa de
salvar empresas e empregos – enquanto se previne a Covid-19 – tem causado dores de cabeça aos prefeitos. Em meio a muitas restrições para a retomada das atividades sociais e econômicas, os prefeitos lutam para evitar a geração de problemas.
É certo que
as aglomerações descuidadas – como eventos em chácaras, baladas em bares e festas em residências – geram contágios do vírus. Já as atividades comerciais controladas, com boas medidas de segurança, crescem sem dar mostras de perigo.
Os Tribunais
de Contas Estaduais (TCEs) do país começaram a enviar à Justiça Eleitoral as listas com nomes de prefeitos e gestores públicos que tiveram contas rejeitadas nos últimos oito anos e que não têm mais possibilidades de recorrer aos Tribunais. Eles podem ficar inelegíveis por oito anos pela Lei da Ficha Limpa, não podendo concorrer este ano.
Os pré-candidatos
às eleições municipais deste ano devem tomar cuidado quanto ao uso direto das mídias sociais (rádio, televisão e outras), bem como através de influenciadores, em favor das suas pretensões. A Justiça Eleitoral pode realizar investigações a respeito. Procurem se informar bem sobre isso.
A bomba
jornalística da semana aconteceu nesta sexta-feira (dia 21),    com a entrevista de Betto Mariano com o engenheiro Antonio Marcos Miranda, dono da empresa Tecnicon,  que construiu as casas do Conjunto Habitacional Honório Amadeu,   divulgada em rádio, blogs e sites.
Na entrevista
de 30 minutos, gravada em vídeo, o engenheiro citou a CDHU, a Prefeitura de Jales e pessoas nominalmente, envolvidas nas irregularidades da construção do Conjunto Habitacional. Como se sabe, a Lei é cega. As leis e a justiça andam separadas.
Porém, duas
questões são importantes. A primeira é a reparação dos danos sofridos pelos que adquiriram as casas no Conjunto Habitacional. A segunda é a repercussão política junto à população, em cima dos envolvidos e dos vereadores. Que vença a democracia.

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