Folhageral:- Por causa do desgaste natural dos políticos ...


A Secretaria
Municipal de Planejamento, Desenvolvimento Econômico e Mobilidade Urbana de Jales respondeu aos vereadores Luiz Henrique Viotto e Nivaldo Batista de Oliveira que a Prefeitura não havia instalado um limitador de altura de veículos no Viaduto Antonio Amaro (foto).
Ao que parece,
o problema ao viaduto não é a altura dos veículos, mas o peso. Os grandes veículos estão proibidos de trafegar pelo viaduto, por causa do peso. Providências precisam ser tomadas. As rachaduras no piso da rampa aparecem e podem não ter mais conserto no futuro próximo. Os cuidados são precisos para a estrutura não virar um monte de entulhos.
O botequim
da vila está de portas cerradas por estes dias, dando cumprimento à quarentena. O refrão “fique em casa” merece atenção, com seriedade. É dever de todos evitar que pessoas passem pela dolorosa experiência da prostração por falta de ar.
No recolhimento
doméstico, distantes do botequim da vila, os analistas sabem que as medidas de higiene, proteção e distanciamento previnem a disseminação do vírus nas poucas e rápidas saídas fora de casa. Dá até para bater uns cautelosos papinhos políticos.
De passagem,
os analistas andaram se perguntando, uns aos outros, se valeu a pena a mudança partidária aos vereadores que migraram entre os partidos locais, visando concorrer no pleito de outubro deste ano. Qual o sentimento deles no momento?
Por causa
do desgaste natural dos políticos ocupantes de cargos eletivos – em especial nestes tempos – a mudança partidária poderá não ajudá-los a enfrentar o povão e conquistar votos. E não se sabe se eles terão companhia de deputados, lado a lado, na campanha.
Diante dos
olhos críticos do povo, muitos políticos terão que se comportar rigorosamente dentro das medidas impostas pela pandemia e se preocupar mais com as eleições de 2022. Terão que se preservar também do vírus da antipatia popular.
Assim se vê,
neste ano de eleições, que o enfrentamento da crise sanitária, social e econômica coloca a classe política sob questionamentos. Nas redes sociais, opiniões duras podem derrubar nomes ilustre. Deve ter gente torcendo pelo adiamento das eleições.
Na disputa
a prefeito de Jales, três nomes são cogitados. Nenhum está livre de obstáculo. O professor Luís Especiato (PT) tem o eleitorado cativo do seu partido. Mas isto não lhe garante uma possível vitória. O petista terá que adentrar outros redutos. Aí mora seu problema.
O empresário
Luiz Henrique Moreira, não eleito deputado estadual pelo Partido Novo em 2018, hoje é tucano. O PSDB e seus líderes perderam o viço junto ao eleitorado. Luiz Henrique terá que surpreender o eleitorado local com boa equipe e ótimo programa de trabalho.
O prefeito
Flávio Prandi (DEM) tem companhias partidárias de peso: o vice-governador Rodrigo Garcia e o presidente da Câmara de Deputados Rodrigo Maia. Mas é telhado, sujeito a pedradas. Terá que encarar o eleitorado e dar explicações.
Há cinquenta
anos (1970), a Copa do Mundo foi realizada no México. Campeão: Brasil. Vice-campeão: Itália. Melhor jogador: Pelé. Melhor jogador jovem: Teófilo Cubillas (peruano). A famosa marchinha de futebol – Prá frente Brasil – exclamava: “Noventa milhões em ação. Pra frente Brasil do meu coração”.
Naqueles idos,
o Brasil tinha 90 milhões de habitantes e estava sob ditadura militar. Apesar disso, no partido de oposição (MDB) havia uma classe política ampla e altiva. Hoje, está diferente. O Brasil atingiu 210 milhões de habitantes e restabeleceu sua democracia. Mas parece que a classe política brasileira veio murchando.
Em todos os
níveis políticos (federal, estadual e municipal), hoje deveria haver maior número de interessados em participação eleitoral e melhores programas de trabalho. Nas eleições presidenciais de 2018, muitos eleitores reclamaram a falta de boas opções.
O município
de Jales (em 1970) tinha 38 mil habitantes. O prefeito era o doutor Edson Freitas de Oliveira, nascido em Aparecida do Taboado MT (hoje MS), formado em medicina no Rio de Janeiro, na Universidade do Brasil (hoje UFRJ).
Residindo em
Jales, o doutor Edson foi diretor da Santa Casa de Misericórdia. Em plena ditadura, foi um dos fundadores e presidente do MDB local. Elegeu-se prefeito para a gestão 1969 a 1973. Anos mais tarde, mudou-se para Mato Grosso, onde foi eleito vice-governador pelo PMDB e chegou a exercer a chefia do governo.
Não se trata
de criticar, dizendo: “antigamente era melhor”. Se tudo evolui (pois a evolução é uma tendência histórica), também a política tem que evoluir. Hoje é preciso haver mais: participantes, idéias, opiniões, informações, reflexões, debates, soluções.
Na quarta-feira,
internautas iniciaram boicote ao partido do presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia. Desta vez, os usuários propõem um boicote ao partido Democratas nas próximas eleições para evitar que aliados do deputado sejam eleitos.
Na rede social
Twitter – com a identificação hashtag #NãoVoteNoDEM – o assunto figurou entre os mais populares na quarta-feira. Recentemente, outras tags – como “Fora Maia” e “Maia Inimigo do Brasil” – também ganharam força nas redes sociais.
Isto que hoje
acontece nas redes sociais é atividade política. Pode ser boa ou ruim. Pode ser verdadeira ou falsa. Pode eleger ou derrotar candidatos. Pode mudar rumos políticos ou nada mudar. Não pode ser endeusada ou desprezada. Tem que ser utilizada com sabedoria.
Notícia bomba
aconteceu na manhã da sexta-feira (dia 24) em transmissão aberta, ao vivo e em cores. Em pronunciamento no Ministério da Justiça, em Brasília DF, o ex-juiz da Operação Lava Jato e atual ministro da Justiça – Sérgio Moro – anunciou seu pedido de demissão.
O ministro
Sérgio Moro vinha se estranhando com o presidente Jair Bolsonaro por que o presidente vinha atropelando compromissos firmados com o ministro. A gota d’água foi a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal feita por Bolsonaro na madrugada.
Assim, aos
poucos, vai acontecendo uma renovação de políticos. Nas eleições presidenciais de 2018, Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Álvaro Dias (Pode) e outros praticamente sumiram.
Já as recentes
saídas de ministros do governo Bolsonaro fazem emergir figuras com força política em nível nacional: Luiz Henrique Mandetta e Sérgio Fernando Moro. No futuro, a presença deles na oposição pode ajudar a apagar Bolsonaro.
Pelo telefone
domiciliar, o pensamento de um analista lá do botequim da vila. “Aos que crêem que o poder se exerce pela força e pela demagogia, é bom dizer: isto nem sempre é possível e tem efeitos colaterais indesejáveis. Na política, corretamente, o poder se exerce pela confiança, pela persuasão, pelo convencimento”.

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