Regente Naomi Munakata está entre as vítimas da covid-19
Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil - São Paulo
O número de óbitos por
coronavírus no estado de São Paulo cresceu 163,6% em apenas quatro
dias. Se no último domingo havia o registro 22 pessoas mortas pela
covid-19, hoje são 58. O balanço foi divulgado na noite de hoje (26)
pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Segundo a secretaria, além de crescer em
números, o novo coronavírus está também avançando para outras regiões do
estado. No último domingo, apenas a capital registrava mortos por
coronavírus. Mas hoje foi registrada a primeira morte no interior
paulista, fora da Grande São Paulo, no município de Ribeirão Preto, de
um jovem de apenas 36 anos, que tinha comorbidade.
De ontem para hoje foram notificados dez
óbitos. Sete deles são homens, de 36, 63, 73, 76, 80, 86 e 92 anos. E
três são mulheres, de 64, 77 e 77 anos.
Pacientes graves
O número de pacientes internados em estado
grave em unidades de terapia intensiva também cresceu, passando de 54
pessoas ontem para 84 hoje. Até agora, São Paulo registra 1.052
confirmações para a coronavírus no estado.
Em todo o Brasil, 77 pessoas morreram por complicações do novo coronavírus.
Naomi Munakata
Entre esses mortos hoje está a regente do
Coral Paulistano, a maestrina Naomi Munakata, 64 anos. A informação foi
confirmada pelo Theatro Municipal de São Paulo. Pela redes sociais, o
Theatro Municipal lamentou a morte e disse que “a música perde um
talento extraordinário e nós perdemos uma grande amiga”.
Por meio de nota, o prefeito de São Paulo,
Bruno Covas, lamentou a morte da maestrina. "Uma das mais importantes
regentes brasileiras, Naomi foi também regente titular do Coro da Osesp
durante duas décadas, com reconhecimento internacional. Era um orgulho
para a prefeitura de São Paulo tê-la como colaboradora".
Segundo o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a
maestrina deu entrada no pronto atendimento do hospital no dia 16 de
março com sintomas de insuficiência respiratória grave, sendo internada
na Unidade de Terapia Intensiva. Ela tinha comorbidades, que resultaram
na evolução desfavorável do quadro clínico. "O Hospital Alemão Oswaldo
Cruz lamenta o falecimento desta que foi um dos grandes nomes da música
erudita brasileira. A direção, equipe médica e assistencial do hospital
se solidarizam com os familiares e amigos neste momento de grande dor",
diz a nota do hospital.
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