Ponteira do Sesc RJ e da seleção brasileira aproveitará parada nos jogos para reforçar local de antiga lesão e já estará trabalhando normalmente no retorno da sua equipe, em janeiro 
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As últimas temporadas não têm sido fáceis para Drussyla. A ponteira do Sesc RJ e da seleção brasileira teve uma fratura por estresse constatada em 2018, perdeu a maior parte da Superliga 18/19 e iniciou, em conjunto com a comissão técnica e equipe médica do Sesc RJ, um trabalho de recuperação. Este ano, fez toda a pré-temporada junto com o time, chegou a defender o Brasil na Copa do Mundo e iniciou normalmente a disputa dos jogos oficiais. Mesmo curada, a jogadora chegou a um consenso com todo staff do Sesc RJ que para ter uma recuperação ainda melhor, e voltar mais rápido à sua antiga forma, seria interessante passar por um procedimento médico neste recesso de final de ano, colocando uma placa de sustentação na canela direita, que dará mais segurança em treinos e jogos. E o melhor: sem prejuízo para atleta, que retornará aos treinos em cerca de duas semanas.
Responsável pelo procedimento pelo qual Drussyla será submetida, já neste sábado (21.12), o Dr. Ney Pecegueiro do Amaral, médico do Sesc RJ e referência na ortopedia brasileira, explica o que será feito e como chegaram a decisão.
“A Drussyla teve uma fratura por estresse na última temporada, iniciou tratamento, teve uma cicatrização e ficou bem. No entanto, constatamos que ficou um tecido de cicatrização no local da lesão, e isso gera um incômodo quando ela é muito exigida em treinos e jogos. Temos acompanhado sempre de perto a atleta, e é bom que fique claro que não é nada que a incapacite. Mas conversamos, todos, comissão técnica, atleta e área médica, e chegamos a conclusão que seria benéfico fazer esse procedimento no recesso de final de ano. Ela joga e treina normalmente, mas o procedimento visa deixar a atleta sem nenhum incomodo. Esperamos que ela retorne aos treinamentos em 15 dias e volte a jogar ainda em janeiro”, explicou Dr. Ney.
Parte mais interessada no processo, Drussyla participou de todas as decisões sobre seu tratamento desde o início, ainda ano passado. Confiante, ela esclarece que optou pelo procedimento para tentar melhorar seu desempenho e poder contribuir ainda mais com suas companheiras em quadra.
“Optei por fazer esse procedimento para tentar voltar a jogar zerada. Será muito bom e ainda previne qualquer tipo de nova lesão no mesmo local. Confio demais no trabalho da comissão técnica e no Dr. Ney. Ele sempre me tratou como paciente mesmo, não como uma jogadora do time. Sempre vi o cuidado com que ele tratou muitas outras atletas e comigo não tem sido diferente. Vai dar tudo certo, logo estarei de volta e espero seguir ajudando o time nesta Superliga”, disse Drussyla.
A frente do projeto desde 1997, o técnico Bernardinho já passou por muitos momentos como esse, onde precisa pensar na integridade do atleta antes do rendimento da equipe em quadra. E nesta temporada não seria diferente.
“Sempre temos a saúde e a integridade das atletas como prioridade. No caso da Drussyla, decidiu-se pelo procedimento para que ela possa tentar ter um desempenho maior, sem eventualmente sentir nada em nenhum tipo de treinamento ou partida. A ideia é que ela deixe de sentir qualquer tipo de incômodo e possa atingir seu máximo de performance em treinos e jogos. Que possa trabalhar com bastante intensidade para crescer ainda mais, sem qualquer tipo de resquício. Decidimos utilizar esse recesso, que será maior para nós por termos adiantado algumas partidas, para dar à atleta a possibilidade de mostrar seu potencial pleno. É claro que é ótimo para o Sesc RJ contar com ela, mas existe o sonho pessoal, dela eventualmente vir a defender o Brasil nos Jogos Olímpicos. Queremos, obviamente, equilibrar isso tudo, deixá-la íntegra, confortável e com plenas condições de trabalho. Esse é nosso papel”, finalizou Bernardinho.
Com o procedimento realizado no sábado (21.12), Drussyla não estará em quadra no domingo (22.12), quando o Sesc RJ enfrentará o Valinhos, no Tijuca Tênis Clube, às 11h. Será o último compromisso do ano da equipe carioca. O retorno à competição será no dia 17 de janeiro, quando o Sesc RJ receberá o Curitiba Vôlei.
Fotos: Marcio Rodrigues/ACE
Mesa Brasil Sesc RJ
Os jogos das equipes feminina e masculina de vôlei do Sesc RJ disputados no Rio de Janeiro têm como entrada 2kg de alimentos não perecíveis, destinados ao ‘Mesa Brasil Sesc RJ’, programa social do Sesc RJ que visa a minimizar os efeitos da fome e do desperdício. Criado em 2000, o Mesa Brasil Sesc, no estado do Rio de Janeiro, recolhe doações de produtos alimentícios em condições de consumo, ainda que eventualmente com baixo valor comercial, e os distribui a instituições de assistência social previamente cadastradas, como asilos, creches, orfanatos, entre outras instituições. O programa atende no estado do Rio de Janeiro a mais de 850 instituições sociais, tendo uma abrangência superior a 90% dos municípios fluminenses. Além das doações, as entidades também recebem mensalmente ações educativas com o objetivo de ensinar o aproveitamento integral de alimentos, com a utilização de cascas, sementes e talos, na elaboração de receitas nutritivas e saborosas.
Os alimentos podem ser trocados por ingressos com antecedência nas unidades do Sesc RJ e em dias de jogos nas bilheterias do Ginásio Álvaro Vieira Lima (Tijuca Tênis Clube), sempre duas horas antes do início das partidas.

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