Em
2020, a China terá seu próprio sistema de navegação por satélite, o
BeiDou, que poderá competir com o GPS estadunidense que atualmente serve
os dispositivos dos EUA.
A China
planeja lançar seu sistema global de navegação por satélite BeiDou (BDS)
até 2020 para substituir o GPS (Sistema de Posicionamento Global) dos
EUA, conforme anunciado por uma delegação do país Asiático durante a
cúpula do Comitê Internacional de Sistemas de Navegação (ICG), realizado
no domingo passado em Bangalore (Karnataka, Índia).
Esse
marco que significará que a China reduza sua dependência das
tecnologias estadunidenses, objetivo que foi concebido há quase duas
décadas e custou cerca de 9 bilhões de dólares, segundo a mídia chinesa.
Para
alcançar o objetivo de substituir o GPS no país asiático, até o
momento, Pequim lançou um total de 55 satélites no espaço para construir
o BDS, que consiste em três subsistemas: o BeiDou-1, concluído em 2000;
o BeiDou-2, pronto em 2012 e cobrindo a região Ásia-Pacífico; e o
BeiDou-3, que poderia funcionar em todo o mundo.

Com
seus 55 satélites na órbita da Terra, o BeiDou excede em muito o seu
par norte-americano, que só tem 24 satélites em órbita ao redor da
Terra.
O gigante asiático para
concluir este projeto ambicioso prevê a implantação das constelações
centrais do sistema de navegação por satélite antes do final deste ano
e, assim, conclui todas as missões de lançamento da órbita terrestre
média do BeiDou-3.
O crescimento
desse grupo de satélites tem implicações profundas nos negócios, como no
setor de smartphones e sistemas de navegação para veículos chineses e
estrangeiros compatíveis com o BeiDou.
De
fato, alguns fabricantes estrangeiros, especialmente estadunidenses,
têm se interessado em incorporar esse serviço do sistema global de
navegação por satélite chinês em seus diferentes produtos.
É
o caso do fabricante de tecnologia Qualcomm, que foi o primeiro nos
EUA. no fornecimento de “chips” para smartphones compatíveis com o
BeiDou. Os principais fabricantes de celulares dos EUA, com exceção da
Apple, usam esses ‘chips’ em seus dispositivos.
Em
outros países, também há interesse no uso dos serviços BeiDou; O
Exército do Paquistão conta com esse sistema de navegação para rastrear
seus equipamentos militares e operações diretas. Além disso, um teste de
tratores robóticos navegados pelo sistema chinês foi realizado em Tunis
em abril passado.
A tendência de
usar o BeiDou vai além de 30 países no Oriente Médio, África e outras
regiões que optarão pelo sistema da chinês no futuro.
Com informações Reuters e AFP via redação Orbis Defense Europe.
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