Em uma linha e meia...

Os vereadores
continuam errando na insistência de pedir informações ao Executivo por meio de requerimento. Estão enganando a si próprios, apesar da lei lhes facultar esse tipo de pedido por centenas de anos.
Tupete,
Macetão e Abra, em requerimento solicitaram informações ao Executivo Municipal relacionadas com o trânsito em Jales.
Diz o
vereador Macetão que as respostas às perguntas dos nobres edis foram evasivas por parte do Paço Municipal.
Então
para não se contradizerem e mostrar aos seus eleitores que “fiscalizam” assinaram novo requerimento solicitando as mesmas informações ao Executivo.   
Macetão
alega que além das respostas evasivas o que queriam saber o que  foi executado em 34 meses vieram em três linhas.
Provavelmente
além de novas evasivas as respostas ao novo requerimento deverão vir em uma linha e meia.
Os vereadores
jalesenses estão  mesmo sem criatividade e ainda pensam em 2.020.. 
Nos países
democráticos, é imprescindível que a política se mantenha viva e intensa durante o tempo todo, em todos os níveis de abrangência (nacional, regional e local). Através dela é que são escolhidos os representantes do povo, os administradores públicos mais destacados, os programas governamentais.
Quando a
política cresce exageradamente em disputas acirradas ou – contrariamente – quando míngua em tempos de desânimos, as ações públicas em favor do bem comum são prejudicadas. Ainda que esteja atada aos seus defeitos, a política proporciona benefícios importantes quando é conduzida no tamanho certo, na temperatura ideal.
Nestes dias
que passam, a política local em Jales se caracteriza por abatimento. É tal como olhar um lago de águas paradas, espelhadas, sem uma brisa que mova levemente a superfície. Nas rodas de conversas, o futebol tem suprido a falta de assunto político. Como sempre, há gente que discorda disso – só por discordar – e afirma que não existem desânimos.
Os analistas
lá do botequim da vila comentam que nem parece que em Jales existam partidos políticos. Lembram que nas eleições municipais de 2016 houve 13 partidos unidos numa coligação. E 2 partidos ficaram de fora. Então, os analistas perguntam: “Cadê todo mundo?”
Os atuais
ocupantes dos cargos eletivos – na Prefeitura e na Câmara, em Jales – dificilmente terão êxito se tentarem reverter esse marasmo político no município. Eles estão dentro dessa situação, eles fazem parte dela. Agem como jogadores de futebol que cumprem tabela por falta de perspectiva de subir ao podium no fim do campeonato.
Para maior
preocupação, mesmo havendo uma competição perfeita entre Flávio Prandi (DEM) e Luís Henrique (PODEMOS) em 2020, não é possível assegurar que a política de Jales readquira o vigor necessário para funcionar melhor durante a nova gestão municipal. Não é possível garantir que os políticos locais vão se manter acesos, ligados nos trabalhos políticos e administrativos de interesses da comunidade.
O desânimo
político é ruim. É como a famosa expressão “baixa autoestima”, definida e condenada pelos psicólogos como um “sentimento negativo sobre si mesmo que trava a vida do indivíduo”. Na política, isto debilita as aspirações justas e trava a vida da comunidade.
Num exemplo
simples, o município de Jales hoje é classificado como MIT Município de Interesse Turístico (pelo governo estadual) e tem o seu COMTUR Conselho Municipal de Turismo instalado com os seus conselheiros eleitos e empossados. Isto é importante.
Como se sabe,
o turismo gera fluxos econômicos produtivos, empreendimentos diversificados, empregos qualificados, sustentabilidade ambiental e outros benefícios. Não é a toa que é tão valorizado. Para um município desenvolver o turismo, sua política deve ser animada, ao ponto de contaminar com muito entusiasmo todas as instituições, empresas e pessoas. De início, deve estimular a limpeza e organização da cidade como responsabilidade de todos.
Por falar
em entusiasmo e turismo, em 2017 oito pequenos produtores de queijos fundaram o Caminho do Queijo Artesanal Paulista. Hoje eles já são um sucesso. Suas queijarias se localizam nos seguintes municípios: Amparo, Itapetininga, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo, Pardinho, Cabreúva, Bofete e Porto Feliz. Eles produzem vários queijos premiados de alto padrão.
Para ajudar,
no último mês de julho, virou Lei Federal o projeto legislativo que beneficia a fabricação e a comercialização dos queijos artesanais brasileiros, abrindo caminho para serem vendidos em todo o território nacional e até no exterior. Merecidamente aos produtores.
No Estado
de São Paulo, o governador João Dória (PSDB) não está realizando uma administração tranquila. Por conta da sua ânsia em ser Presidente da República, renegou ao cargo de Prefeito de São Paulo em 06 de abril de 2018 (no qual deveria ficar de 2017 a 2020) para se eleger Governador do Estado de SP de olhos postos na presidência do país.
Na condição
de prefeito, João Dória deixou seus trabalhos pela metade. Agora, na condição de governador, faz viagens de negócios no exterior e discursos pesados dentro do país. Pior, está envolvido em processos na Justiça. Não é disto que o povo paulista precisa.
Na chefia
do Poder Executivo, o Presidente Jair Bolsonaro (PSL) comemora a reforma da Previdência Social para economizar de R$ 630 a R$ 800 bilhões na próxima década. Como nacionalista, promete emprego, salário e aposentadoria ao povo brasileiro.
No entanto,
Jair Bolsonaro está em viagem pela Ásia, oferecendo aos estrangeiros oportunidades de investimentos no Brasil. Só para citar, a tradicional empresa CPFL Energia S.A. (fundada há 106 anos, como sede em Campinas SP, com 13 mil empregados, com valor de mercado de R$ 30 bilhões e lucro de R$ 2,2 bilhões em 2018) hoje pertence 94,75% aos chineses.
No Chile,
há uma semana, teve início uma onda de protestos violentos. Motivo: aumento igual a R$ 0,17 nas tarifas do metrô da capital Santiago. Manifestantes: gente do povo. Evidentemente, os investidores estrangeiros assistiram aos protestos pela televisão.

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