Em 'Hebe - A estrela do Brasil', que estreia nesta quinta (26), o diretor Mauricio Farias procura fazer o retrato de uma mulher que era ao mesmo tempo conservadora e avançada, num Brasil em transição para a democracia
26/09/2019
Que governo novo é esse? E a democracia? Mas a censura não acabou?” O questionamento é de Hebe Camargo, numas das primeiras cenas de Hebe – A estrela do Brasil, filme que retrata um momento importante da trajetória da apresentadora e que estreia nesta quinta-feira (26) nos cinemas.
Qualquer semelhança com a realidade atual é mera coincidência, mas não deixa de surpreender o diretor do longa, Maurício Farias (O coronel e o lobisomem, A grande família).
“Quando
li o roteiro, há uns dois anos, já percebi que havia algumas questões
que eram muito atuais. E, agora, com o filme pronto, me impressionou
mais ainda esse paralelo. Como o Brasil foi ficando mais conservador,
polarizado. Hebe era uma mulher transparente, que defendia as minorias e
enfrentava dificuldades com isso. Era uma mulher do diálogo, da
liberdade de expressão, que falava, mas também sabia ouvir. Algo que
está faltando muito nos dias de hoje”, afirma.
A
roteirista Carolina Kotscho – que foi procurada pelo produtor Lucas
Pacheco, amigo da família da homenageada para levar adiante o projeto –
também comenta como foi curioso e, ao mesmo tempo, “perturbador” notar
essas semelhanças com o Brasil de 2019.

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