Em conjunto com a Lindsay, líder no desenvolvimento e uso da eletrônica em sistema de irrigação tipo pivô central do mundo, e a Irrigaterra, empresa local de projetos de irrigação, o Encontro debateu a Irrigação 4.0 para a maior eficiência no uso da agua na agricultura.
A Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira participou do Encontro Técnico sobre Tecnologia de Irrigação Lindsay que ocorreu no dia 23. O evento foi realizado em uma fazenda em Vicentinópolis (SP) que está sendo usada para testes de novas tecnologias com o objetivo de economia de água nas plantações. A Irrigação 4.0. - quando a eletrônica é utilizada para melhor o sistema de produção - foi o tema central do debate.
Organizado pela Lindsay, líder no desenvolvimento e uso da eletrônica em sistema de irrigação tipo pivô central do mundo, e a Irrigaterra, empresa local que há 26 anos implanta projetos de irrigação, a UNESP participou apresentando técnicas de manejo da irrigação baseadas na observação sistemática do tempo proveniente da Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista e desenvolvidas com base nos resultados das pesquisas da universidade. O evento reuniu 47 Irrigantes, que estão entre os maiores produtores de alimentos da região Noroeste e Oeste Paulista, além de outros profissionais interessados no tema.
No encontro foi apresentado os resultados alcançados em plantação de milho com o novo software para o gerenciamento remoto da irrigação, o FIeldNet ADVISOR, desenvolvido pelo Lindsay e sendo testado pela UNESP, comparando o seu desempenho com as técnicas e coeficientes desenvolvidos pela Universidade. Os especialistas também fizeram a demonstração da ativação e movimentação de um pivô pelo celular.
O Engenheiro Agrônomo Marcelo Akira Suzuki, representando a Irrigaterra, falou sobre a parceria com a Lindsay para a modernização e distribuição de oportunidades na agricultura da região Oeste e Noroeste Paulista e também na Leste do Mato Grosso do Sul com o incremento das áreas irrigadas, seguido pelo Professor Doutor da UNESP Fernando Braz Tangerino Hernandez que inicialmente caracterizou a área irrigada no Brasil e por pivô central no Estado de São Paulo e detalhando o uso de pivô central nos municípios que compõem a região onde a UNESP atua, chegando à quase 30 mil hectares, para em seguida,entrar na parte mais técnica da sua apresentação, quando detalhou toda a metodologia para se realizar o manejo racional da irrigação, apresentando e divulgando os resultados das pesquisas sob sua coordenação para se obter alta produtividade do milho, o que inclui a avaliação do FieldNet ADVISOR no gerenciamento remoto da irrigação.
"Mapeamos na UNESP Ilha Solteira a área irrigada no Noroeste e Oeste Paulista ano a ano até 2018, mostrando quais são os principais pontos de investimentos na produção de alimentos. São apenas 30 mil hectares irrigados em uma região com a maior potencialidade do Estado de São Paulo, pois temos água, energia, bons solos e meios de transporte para escoar a produção, contudo, temos também o maior déficit hídrico do Estado, exatamente por apresentar a mais alta taxa de evapotranspiração do Estado, o que traz grandes possibilidades de termos uma agropecuária de alto nível, porém obrigatoriamente deve ser alicerçada em sistemas de irrigação. Ficamos orgulhosos da nossa pesquisa atrair a proposta de parceria com a Lindsay para a validação de novas tecnologias que serão essenciais para a missão de produzir mais alimentos com menos água", disse Fernando Tangerino.
A Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira tem o objetivo de levar produtores de alimentos a ampliar suas áreas irrigadas e garantir a segurança do desempenho das plantações durante o ano todo utilizando a menor quantidade de água possível. Para os agricultores que não aderiram aos sistemas, são desenvolvidas uma série de ações para ajudar na tomada de decisão. "Acreditamos e praticamos a democratização do conhecimento e da informação e a transparência de ações como meio para promover o uso mais racional da água na agropecuária e usamos a Internet, através de seis canais de comunicação distintos para alcançar este objetivo", mostrou o Prof. Dr. Fernando Tangerino, Coordenador dos projetos e palestrante, que além das pesquisas mostrou como estimar a evapotranspiração da cultura do milho, ou seja, a perda de água para a atmosfera através da evaporação do solo e transpiração das plantas, e que deve ser reposta por chuva ou irrigação para a máxima produtividade.
O evento também contou com uma apresentação do Engenheiro Agrônomo André Breda da Lindsay sobre a tecnologia da empresa em pivôs centrais, focando nas características de fabricação dos pivôs centrais e no painel Field BOSS, que traz inúmeras possibilidades com o uso da eletrônica associada à Internet. "Como FieldNet e o Pivot Control Lindsay podem aumentar a lucratividade do pivô central" foi o tema da palestra de Mauro Takao Suzuki, Engenheiro Agrônomo da Irrigaterra, mostrando cases de sucesso no uso da tecnologia. Os presentes também se beneficiaram de uma visita ao pivô da fabricante e testes do software FieldNet ADVISOR e do almoço servido junto à área irrigada de milho.
"Estamos felizes em fazer parte dessa capacitação e divulgações de informações para os irrigantes da região que vão auxiliar na maior produção de alimentos com maior economia", disse Mauro Takao Suzuki. Foram três os pontos de visitação em campo, a UNESP com as tecnologias de avaliação do manejo racional da água, a Lindsay e Irrigaterra com a demonstração do pivô central Zimmatic 9500 com o painel FieldNet Bossa e o software FieldNet acoplado à pluviômetro para gerenciamento remoto da irrigação e identificação de chuva e o Engenheiro Agrônomo Rogério Costa, da Morgan mostrou as característica do milho 30A37 utilizado nos 84 hectares do pivô central.

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