para publicar os atos oficiais da administração pública municipal, a Prefeitura de Jales (foto) está licitando para fazer publicação desses atos oficiais na imprensa escrita. Nesta altura da revolução digital, fazer publicação de matérias de interesse geral na imprensa escrita é uma atitude estranha.
Pelo que se
sabe, hoje a publicação de atos oficiais das administrações municipais na imprensa escrita não seria uma exigência ou determinação de qualquer órgão de fiscalização estadual ou federal. A Prefeitura de São Paulo, por exemplo, usa o seu Diário Oficial Eletrônico (DOE) e vários meios de acesso a informações eletrônicas em seus portais na Internet.
Em 2018,
a Prefeitura de Jales gastou quase R$ 40 mil com publicação de atos oficiais na imprensa escrita. O DOE foi implantando justamente para conter os gastos com as publicações. Mas as despesas continuam existindo. Além disso, deve estar faltando muitas providências para fazer avançar os processos de informação eletrônica da Prefeitura de Jales.
Os vereadores (foto),
agindo corretamente, estão aporrinhando o prefeito Flávio Prandi (DEM) com vários questionamentos – inclusive algumas picuinhas – sobre a administração municipal. Porém, sobre as publicações de atos oficiais em jornal impresso (desde 2108), nada há a respeito.
Será bom que
os senhores vereadores resolvam pesquisar o progresso eletrônico nos sites dos órgãos do governo federal e dos governos estaduais. Em muitos deles, a questão da Transparência de dados e informações para livre acesso dos cidadãos está muito adiantada. Será que a Prefeitura de Jales não tem nada a melhorar?
No último
dia 05 de maio de 2019, circulou a derradeira edição de um dos melhores, respeitados e tradicionais jornais impressos do interior do país – o jornal "Comércio do Jahu" –, estabelecido na cidade paulista de Jaú, de 120 mil habitantes. Como outros jornais, ele foi vencido por um conjunto de fatores tecnológicos e sociais.
Após quase
111 anos de vida (foi fundado em 31 de julho de 1908 pelos irmãos Álvaro e Gumercindo Floret), pereceu depois de pelo menos quatro anos de dificuldades. Era o único jornal impresso da cidade. O dono, o médico Raul Bauab tentou de tudo para mantê-lo vivo, mas não conseguiu.
O Dr. Bauab
se manifestou: "Os motivos e as razões devem ser os mesmos dos jornais sérios e isentos que vêm fechando em todo o mundo nos últimos anos. Jornalismo sério e responsável custa caro. Aqui em Jaú, pelo menos, as pessoas não querem pagar por esse serviço. São as consequências do mundo moderno. Certamente, isso um dia vai encontrar um equilíbrio. Não tivemos fôlego para tentar chegar a essa fase".
Não há dúvida
que o progresso acontece assim: lentamente ou rapidamente, fechando portas e abrindo outras portas, fazendo cacos e produzindo inovações. O que é bom, mas foi rejeitado pelo progresso, fica guardado na Memória do povo. É por isto que a Memória dos povos é importante. É onde as coisas boas ficam guardadas.
Anda tudo
muito confuso na administração municipal do demista Flávio Prandi, eleito com apoio político maciço do município. É possível ver isto na indagação feita pelo vereador Tiago Abra (PP) ao chefe do Poder Executivo.
Tiago Abra (foto)
A resposta
do Executivo foi que isto não constava no contrato – via licitação – e tampouco foi autorizado o uso do imóvel pela empresa. E não foi localizada qualquer documentação de comprovação que a empresa estaria estabelecida no imóvel da municipalidade.
Muitos homens
(e uma mulher) já ocuparam oficialmente o gabinete do prefeito em Jales. Houve tempos de turbulências, disputas, endividamentos, estagnação. Hoje, seria bom se os integrantes do Executivo e do Legislativo estivessem focados em organizar e modernizar tudo.
Os analistas
lá do botequim da vila não se conformam com as atitudes pacatas dos políticos. Lembram o antigo ditado: "Sapo que não pula não engole mosca". E exemplificam. Este ano o prefeito de Brusque (SC) recebeu o Prêmio Prefeito Inovador. Ele instituiu as licitações ao vivo no site da prefeitura, que são acompanhadas pela população e pelos interessados.
Sobre o uso
da marca Facip – em resposta aos vereadores – o Executivo informou que foram arrecadados com recebimentos do ISSQN: em 2018 o valor de R$ 8.655,00 e em 2.019 o valor de R$ 8.490,00. Boas notícias, pois não houve patrocínio com verba pública no evento.
O deputado
estadual Altair Moraes (PRB) apresentou uma indicação no dia 15 de maio, ao governador João Dória, solicitando a liberação de R$ 250 mil para manutenção de atividades da Santa Casa de Jales. Em 2018, o deputado foi sufragado 10 vezes nas urnas do município.
Por enquanto,
os três deputados mais votados em Jales – entres eles, Janaína Pascoal (PSL), 1.194 votos – não deram o ar da graça. Será que vão se lembrar dos votinhos que aqui receberam?
Pode ser
que eles tenham enviado umas quirerinhas para o município, visto que divulgação de atos pró Jales deixa muito a desejar. Tirando o setor de saúde (que faz um excelente trabalho de divulgação), muitos dos outros órgãos não divulgam nadinha do que recebem e realizam. No entanto, são assuntos de interesse geral para todos em Jales.
A produção
de notícias quentes pelo governo Bolsonaro (PSL) é uma beleza. Na semana passada, dia 15 de maio (quarta-feira), houve protestos em pelo menos 220 cidades brasileiras contra os cortes de gastos anunciados pelo governo nas universidades e nos institutos federais.
Em Dallas (EUA),
onde se encontrava, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que as manifestações eram obra de "idiotas úteis" que não sabem nem "a fórmula da água" e estavam sendo usados politicamente por "uma minoria espertalhona".
Agora, estão
sendo preparadas manifestações pró-governo Bolsonaro para se realizarem em diversas cidades do país no dia 26 de maio (domingo). Mas, quando um governo faz uma demonstração de força, pode acabar gerando mais atritos com muitos não simpatizantes. No caso presente, os próprios bolsonaristas não se entendem e se criticam.
Enquanto isso,
o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ((INPE) anunciou que, nas duas primeiras semanas deste mês de maio, o desmatamento nas áreas protegidas da Amazônia já soma mais da metade de tudo o que foi derrubado nos nove meses anteriores. Irresponsabilidade.
Por sua vez,
o Painel Saneamento Brasil informou que no Brasil 47,6% da população (ou quase 100 milhões de pessoas) não tem acesso à coleta de esgoto, vivendo com falta de higiene, sofrendo doenças e internações hospitalares. Descaso.

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