Continua
prevalecendo na gestão pública municipal de Jales aquela máxima do ex-ministro Rubens Ricupero de que "o que é bom a gente divulga e o que é ruim a gente esconde".
O governador
João Doria cancelou a transferência dos recursos do Programa MIT para Jales assinado no final do ano passado e é só silêncio no paço municipal sobre o assunto. Nenhuma nota. prevalecendo na gestão pública municipal de Jales aquela máxima do ex-ministro Rubens Ricupero de que "o que é bom a gente divulga e o que é ruim a gente esconde".
Corre
a boca pequena – nem tanto – que o prefeito Flávio Prandi estaria sendo sondado para assumir uma assessoria importante no Governo do Estado para atuar com o vice-governador Rodrigo Garcia que é o homem de confiança de Doria para contatos com os prefeitos. Há torcida para que isso não venha a ocorrer.
Mas, diante
a possibilidade de um fato dessa natureza ocorrer, e, hipoteticamente falando, venha o vice Garça não assumir o cargo, os analistas lá do botequim da vila estão temerosos diante o que pode acontecer. E perguntam "Jales sobreviverá?".
Foi publicado
nesta quarta-feira, 22 de janeiro, a decisão do auditor Valdenir Antonio Polizeli, substituto de Conselheiro do TCE-SP, que considerou legal os atos de admissão de pessoal efetivados pela Prefeitura de Jales, no exercício de 2017, aprovados em concurso realizado em 2016.
Além dos
concursados, também interessado na aprovação do feito, o prefeito Flávio Prandi.
Segundo
o auditor, a fiscalização da UR-11 em Fernandópolis, concluiu pela regularidade da matéria após ter verificado "os princípios regedores no certame. Constatou que as admissões estavam condizentes com o quadro de pessoal e que ordem de classificação foi cumprida, estando as desistências devidamente justificadas
Assim,
o pessoal admitido e que está trabalhando, vai poder dormir o sono dos vitoriosos.
No sábado,
19 de janeiro, foi noticiado que a transferência de R$ 594.781,59 a Jales através do programa Município de Interesse Turístico (MIT) foi cancelado pelo governador João Doria (PSDB). Também Fernandópolis, teve a transferência do mesmo valor cancelada.
No meio
político, causou estranheza o cancelamento do convênio assinado pelo prefeito Flávio Prandi, uma vez que ele se empenhou em prol da eleição de João Doria, dado sua longa amizade pessoal e política com o então deputado federal Rodrigo Garcia (DEM) eleito vice-governador do estado
O TCESP
Publicou no Diário Oficial nesta quarta-feira, 23 de janeiro, a decisão com Trânsito em Julgado em 04/05/2018 que considerou irregular a concorrência e os termos aditivos celebrados posteriormente, como o contrato em 17-12-10 no valor de R$2.360.971,41 celebrado com a Ecopav Construção e Pavimentação Ltda para prestação de serviços de conservação urbana, compreendendo os serviços de conservação urbana, fornecimento de mão de obra, materiais e equipamentos.
O ex-prefeito
Humberto Parini ainda foi multado em 300 ufesp (R$ 26,53 x 300 = R$ 7.959,00) e foi fixado o período de 60 dias, a partir do transcurso do prazo de recurso, para o prefeito Flávio Prandi informar ao TCE acerca das medidas que tomou frente ao que foi decidido pelo órgão.
A semana foi
assinalada pelo grande evento político e econômico – o Fórum Econômico Mundial –, que acontece anualmente, no mês de janeiro, na pequena cidade de Davos, na Suíça. Teve início na terça-feira (dia 22) e final na sexta-feira (dia 25). Como sempre, reuniu chefes de governos, grandes empresários, executivos governamentais e não-governamentais, líderes de diversas organizações sociais, culturais e ambientais.
Neste ano,
o Fórum Econômico Mundial propôs discutir soluções para a globalização em curso, porém transcorreu sob preocupações com as tensões políticas e comerciais entre as principais economias do mundo. Chefes de nações importantes se ausentaram, como dos Estados Unidos, China, Rússia, Inglaterra e França.
O presidente
Jair Bolsonaro fez sua primeira viagem internacional oficial para estar no Fórum em Davos. Discursou, deu entrevistas e se reuniu com importantes personalidades. Seu propósito foi promover o seu governo e a integração do Brasil com o mundo.
No seu governo,
Bolsonaro se comprometeu a: colocar o Brasil entre os 50 melhores países para fazer negócios; trabalhar para que as políticas de esquerda não prevaleçam; reduzir a emissão de gases poluentes; promover segurança para que turistas visitem o país. Além disso, disse que reduzirá os impostos das empresas e aprovará a reforma da previdência.
Houve aspectos
positivos nas falas públicas e nos encontros privados de Bolsonaro. Ele agradou pessoas importantes, simpáticas com a sua posição político-econômica de centro direita capitalista. Além disso, seu alinhamento com os Estados Unidos e Israel facilitou sua aproximação com outros líderes de igual pensamento.
Para outros
participantes do Fórum, as ideias apresentadas por Bolsonaro foram boas, porém faltaram detalhes importantes sobre como vão ser realizadas. Observaram que Bolsonaro repetiu promessas de campanha e se manteve fiel às suas raízes populistas. Negou ideologias, mas reafirmou a sua ideologia. E recitou o lema: "Deus acima de tudo".
O capitão
e deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) é autor de frases questionáveis, como esta: "A maioridade penal ideal é de 12 anos". Mas ele está no lugar certo, no cargo de Presidente da República. Ele foi a opção do povo para dizer não aos políticos tradicionais, filiados a partidos ultrapassados (como PT, MDB e PSDB).
Os brasileiros
– que desejam renovação, mudanças e progresso – devem acompanhar os passos do novo presidente eleito e dos integrantes do seu governo. Eleger um representante ao governo do país não significa dar a ele carta branca para ele faça o que bem quiser.
Há uma diferença
evidente entre os políticos tradicionais e Bolsonaro. Os políticos tradicionais sempre falam corretamente, sempre falam o que o povo quer ouvir. Mas não cumprem o que falam. Já Bolsonaro fala – conforme a ocasião – coisas contrárias, discordantes, desiguais. É por isto que até agora não sabemos como ele vai governar de fato.
A classe dos
trabalhadores, até o momento, está sem horizonte. Bolsonaro promete uma reforma da previdência boa para os trabalhadores. Mas diz que é preciso reduzir direitos em favor de mais empregos. Nem de longe toca num assunto crucial: cerca da metade dos trabalhadores brasileiros ganha menos do que um salário mínimo, ou seja, menos do que R$ 998,00 por mês. Travam uma luta diária para sobreviver. Isto não é privilégio.
Parece cômico
que a classe dos militares não queira nem saber de ser incluída na previdência social que está sendo reformulada no governo chefiado por dois militares: o presidente Bolsonaro (capitão) e o vice-presidente Hamilton Mourão (general). Hoje os militares vão para a reserva com 30 anos de serviço e continuam recebendo o salário da ativa.
Em 2018, o déficit
das aposentadorias e pensões dos militares atingiu R$ 40 bilhões. Claro que eles não têm culpa alguma nisso. Nem podem ser acusados de receber altos salários e altas aposentadorias. Mas não estão confiantes na reforma da previdência do governo.
Quem acredita
(e quem não acredita) no bom desempenho do presidente Bolsonaro deve lembrar que todo governante sofre pressões de todos os lados, dentro e fora do governo, dentro e fora do país. Pelo seu temperamento desafiador, Bolsonaro sofreu um atentado em público, sob a luz do dia. Além de pressões, poderá sofrer ameaças à vida. É bom não saber o que acontece nos bastidores do governo e torcer para que o melhor aconteça.
Na França,
o consumo de carne vermelha vem caindo. São apontados dois motivos: os preços altos da carne e as práticas cruéis na criação e no abate dos animais. Em compensação, o consumo de aves e peixes vem aumentando.
A maioria dos
ativistas franceses – vegetarianos e veganos – protesta nas ruas e divulga vídeos chocantes sobre o sofrimento dos animais, durante a vida e no abate. Mas uma minoria deles age como vândalos nos açougues, atirando pedras e fazendo pichações.
Os açougueiros
franceses estão preocupados e revoltados. Vendem menos carne e sofrem prejuízos com os vândalos. O assunto virou caso de polícia e chegou ao Parlamento francês.
Aqui no Brasil,
o político vegano Feliciano Filho (PRP) – três vezes deputado estadual, não-eleito em 2018 – teve aprovado na ALESP seu projeto de lei 684/2018. Com ele, as mercadorias nas prateleiras dos mercados deveriam indicar se os produtos são de origem animal ou contêm componentes animais ou foram testados em animais.
No entanto,
agora o governador João Dória (PSDB) vetou o projeto, justificando que "a medida pode causar redução no consumo dos produtos feitos de proteína animal". O deputado, frustrado, respondeu com a seguinte explicação: "Mas essa era exatamente a ideia". Não há dúvida que o assunto não é de brincar. Mas, muitas vezes, assuntos aparentemente simples viram uma grande embrulhada quando chegam à esfera política.
Comentários
Postar um comentário