Nesta fase
final de governo, o presidente Michel Temer (MDB) praticamente não governa. Sua preocupação é facilitar a transição de governo e ganhar a simpatia do novo ocupante da presidência. Ele não tem como eliminar todas as pistas das suas travessuras no poder e ainda poderá responder por processos (denúncias e investigações) depois de deixar o cargo.
A notícia
de que Michel Temer seria nomeado embaixador em Roma (Itália), ficando fora dos holofotes e mantendo o foro privilegiado, foi desmentida por Jair Bolsonaro (PSL). No entanto, referindo-se à possibilidade de manter integrantes do governo Temer em seu governo, Bolsonaro disse uma frase marcante: "Nem tudo no governo Temer é ruim". Xiii!!!
Esta semana,
Bolsonaro anunciou o médico e deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) como futuro ministro da Saúde. Mandetta é investigado por fraude em licitação, tráfico de influência e caixa dois. É provável que Bolsonaro tenha aceito Mandetta por indicação dos representantes das Santas Casas e da Frente Parlamentar da Saúde. Hummm!!!
A crise com
os médicos cubanos no Brasil começou com uma postagem no aplicativo Twitter. Nela, o futuro presidente Bolsonaro afirmou: "Condicionamos a continuidade do programa Mais Médicos à aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos e à liberdade para trazerem suas famílias".
Nada contra,
Bolsonaro não disse nada errado. Mas errou feio na forma de tratar o assunto, que deveria ser oficial e diplomaticamente ajustado com o governo cubano. As autoridades de Cuba reagiram e decidiram deixar o programa. De repente, mais de 8 mil médicos cubanos que se concentram em regiões brasileiras pobres tiveram o trabalho cancelado. E uma população estimada em 28 milhões de pessoas brasileiras ficou sem a assistência deles.
Para piorar
o erro cometido, gente bolsonariana como a deputada federal eleita Joice Hasselmann (PSL) divulgou argumentos contra médicos cubanos, entre os quais haveria até espiões. É claro que o programa Mais Médicos deva ser sempre objeto de revisões e melhoramentos. Mais é incrível que haja quem evite ver os valores dos médicos cubanos.
Não é falar
só por falar. Não se trata de malhar político por falta de assunto ou por falta do que fazer. Mas um governante que se preza tem que fazer a coisa certa da maneira certa. Sempre. E precisa deixar isto bem claro perante toda a nação.
Relações políticas,
nomeações de ministros e auxiliares, convenções internacionais e toda ação de um presidente da República focado no bem geral devem ser conduzidos com seriedade e civilidade. Polemizar (o que não é polêmico) é criar situações em que muitos serão prejudicados. Depois de sete mandatos de deputado federal, Bolsonaro deveria ser profissional nisto.A imprensa está noticiando que, durante a audiência em Curitiba, o ex-presidente Lula apareceu com aspecto envelhecido. E já falam em prisão domiciliar. Apoiadores do ex-presidente dizem que ele está deprimido e com a saúde fragilizada. Por isso deveria cumprir a pena em casa. E o outros – 700 mil presos brasileiros – como ficam?
Por bom tempo
a Zona Azul em Jales ficou liberada, depois que a empresa responsável pelo setor deu no pé. Diante da dificuldade para estacionarem seus carros em vagas livres para fazerem as compras cotidianas, os usuários reclamaram da administração municipal. Com razão.
Uma nova
empresa assume a Zona Azul e coloca ordem na casa. Então os usuários não reclamam da falta de vaga. Mas vão às redes sociais e chiam porque a tolerância de 15 minutos é pouca. Dá para entender? Dá sim. Democracia é assim mesmo que funciona.
Ao agradecer
Prefeitos
fazem romaria a São Paulo na tentativa de liberação de recursos prometidos pelo governador Marcio França (PSB). O prefeito de Jales, Flávio Prandi (DEM), foi à capital justamente para tentar a liberação de mais recursos a serem usados no recape das vias públicas.
Como se sabe,
o governador do estado Márcio França (PSB) saiu derrotado – na eleição 2018 ao governo paulista –, nas principais cidades do noroeste paulista. Entre elas, Jales. Nos próximos quatro anos, quem for ao Palácio dos Bandeirantes vai ter que falar com João Dória (PSDB).
O vereador
jalesense Tiago Abra (PP) (foto) conseguiu aprovar projeto de lei, de sua autoria, que altera regras para realização e promoção da Feira Agrícola, Comercial, Industrial e Pecuária – a FACIP de Jales.
Entre as regras
alteradas da FACIP, uma delas agora determina que a feira seja realizada no mês de abril, em período que coincida com o aniversário da cidade e seja licitada. Assim, para 2019, bom período seria entre 14 a 20 de abril (terceira semana).
O projeto de leidetermina que as instituições assistênciais tenham acesso a espaço gratuito no recinto da feira. O vereador Abra diz que: "A FACIP é uma marca da Prefeitura, da população. Se o prefeito resolver fazer o evento pela Prefeitura, tem que nomear uma Comissão, como manda a lei. Se uma empresa for usar a marca FACIP, tem que fazer licitação, como já foi feita em anos anteriores. Acho que tem que haver a FACIP, mas ela tem que trazer benefícios à Prefeitura. Não faz sentido ceder uma marca valiosa de graça".
Evidentemente,
a assessoria jurídica do prefeito Flávio Prandi vai ser acionada e vai opinar sobre o projeto de lei aprovado pelos vereadores. Poderá recomendar a rejeição.
Os analistas
políticos lá do botequim da vila disseram que o zum zum nas rodas de conversas sobre um possível reajuste do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e da TIP (Taxa de Iluminação Pública) não estaria descartado.
Na atual crise
financeira, se houver dois reajustes ao mesmo tempo para cobrir a falta de controle fiscal nas contas públicas, o contribuinte não irá aguentar.
Endividamento do tesouro municipal
Na quarta-feira (21/11), o prefeito Flávio Prandi (DEM) se reuniu com os vereadores Pintinho, Macetão, Kazuto, Deley, Chico do Cartório, Abra, Tupete, Bismark e Zanetoni para discussão de projeto de lei - na pauta de discussão - que autoriza o Executivo a contrair empréstimo com a Desenvolve SP - Agência de Fomento do Estado de São Paulo no valor de até R$ 11 milhões destinados a realização de obras de pavimentação, recapeamento asfáltico, terraplenagem, serviços de sinalização e outras obras em ruas do município. Para corroborar os argumentos do prefeito, na reunião, os secretários municipais da Fazenda, Nivael Renesto e do Planejamento Nilton Suetugo e o chefe de gabinete Wellington Assunção.

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