Gestão pública e sustentabilidade

Pedro Salles da Silva
Acadêmico do Curso de Administração de UFMS/Campus de Três Lagoas/MS

Marçal Rogério Rizzo
Economista e Professor do Curso de Administração da UFMS/Campus de Três Lagoas/MS. 
Onde existem atividades humanas há impactos ambientais. Aqui não há meia verdade e nem pílula dourada. Há, sim, possíveis diferenciais, ou seja, reações ou respostas para minimizar os referidos impactos. Não por acaso, todos podem atuar: desde o cidadão ou a organização privada, até, claro, as instituições ligadas à gestão pública.

O foco aqui é revelar a importância da gestão pública na busca da sustentabilidade local. Sabe-se que há grandes desafios para a gestão pública municipal em relação a como gerir as áreas da saúde, educação, infraestrutura, agricultura, esportes, entre outras, porém, cada vez mais, a questão ambiental é cobrada pela sociedade. Afinal, ali se encontra parcela considerável de nossa qualidade de vida.

Diante disso, a gestão pública municipal deve atender a todas as questões e buscar soluções que permeiem a sustentabilidade, desempenhando assim um relevante papel na/para a sociedade local.

No Brasil e na maioria dos países emergentes, as áreas urbanas têm concentrado cada vez mais habitantes e isso repercute diretamente na gestão pública local. Frutos das mudanças populacionais, as demandas mudam a todo momento. Sabemos dos grandes impactos gerados ao meio ambiente e, portanto, as estratégias de desenvolvimento urbano devem estar alinhadas perfeitamente com estratégias sustentáveis promovidas pelos gestores públicos locais. Assim, haverá promoção econômica e social, associada à preservação dos recursos naturais.

O pensamento ambientalista entrou em cena na década de 1960, quando o foco de discussão convergiu para a valorização de meio ambiente. Aconteceram inúmeros debates, pondo em pauta as desigualdades entre países ricos e pobres e o uso dos recursos naturais. A partir de então, muitos eventos e conferências ambientais ocorreram em todo o mundo.

O fato é que moramos agrupados em sociedade e, por isso, a percepção de sustentabilidade deve ser analisada localmente. A gestão pública local deve atuar analisando as particularidades do município e desenvolvendo ações, programas e projetos focados na sustentabilidade, valorizando, pois, o compromisso individual e coletivo, tendo como âncora práticas sustentáveis que priorizem a qualidade de vida.

Um município que se preze, em pleno ano de 2018, tem que valorizar a qualidade de vida de seus munícipes. O fato é que, mesmo para quem pensa que isso é supérfluo, devemos sonhar com um município melhor para se viver. Vislumbrar resultados de uma gestão eficiente é algo estimulante: asfaltado integralmente, limpo, arborizado, coleta seletiva, IPTU verde, totalidade do esgoto coletado e tratado, menos terrenos baldios, menos fumaça proveniente de queimadas e, claro, população educada ambientalmente. O gestor público que fizer isso será reconhecido por décadas pelo legado que deixou. O que surpreende é que muitos gestores ainda não priorizam a inovação e continuam fazendo mais do mesmo.
 
 
 
 

 

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