A população
jalesense conta com dois candidatos a deputado estadual sediados na cidade de Jales. Os planos de trabalho deles, evidentemente, abrangem o Estado de São Paulo. Mas é certo que pretendem ter apoio e trazer benefícios para Jales e municípios da região.
Por outro lado,
vê-se pela cidade de Jales graúdos da política exibindo em seus veículos adesivos de candidatos de outras cidades. Há quem diga que Santa Fé do Sul, Fernandópolis e Votuporanga possam eleger seus deputados, principalmente estaduais, com ajuda de votos jalesenses.
Os eleitores
do município devem fazer sua opção: ficar com os graúdos ou ficar com os miúdos da política local. Na segunda opção, ajudar eleger um representante da sociedade jalesense. Desta forma, consciente, não vão lamentar suas atitudes no futuro, se o município ficar a mercê de "estrangeiros", obrigando os políticos locais a esmolarem de pires na mão.
Sob orientação
ou aprovação de sua assessoria – após a Polícia Federal revelar fatos da Operação Farra no Tesouro, em que apurou o desvio de mais de R$ 5 milhões do Tesouro Municipal –, o prefeito Flávio Prandi (DEM) exonerou a diretora financeira Érica Cristina Carpi Oliveira.
E, com ela,
exonerou a secretária municipal de Saúde, Maria Aparecida Moreira Martins. Porém, Maria Aparecida foi presa e teve a prisão revogada logo após prestar depoimento. Isto aconteceu num curto período de horas.
A Ação Penal
Pública, proposta pelo Ministério Público Estadual, diz: "Com relação à ex-Secretária de Saúde, Maria Aparecida Moreira Martins, todavia, entende que, até o momento, não há elementos suficientes que justifiquem sua eventual responsabilização pela prática de peculatos culposos".
E diz mais:
"Neste contexto, o Ministério Público promove o arquivamento parcial do procedimento, somente em relação à prática de peculato culposo por Maria Aparecida Moreira Martins, com as ressalvas do artigo 18 do Código de Processo Penal (CPP)"..
O artigo 18
do CPP explica que, depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária por falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver notícia.
Ficou certo
que a secretária municipal de Saúde Maria Aparecida Moreira Martins não foi denunciada pelo Ministério Público Estadual. Isto tornou precipitada exoneração dela pelo Poder Executivo Municipal. A situação inicial da titular da pasta da saúde na operação policial e sua exoneração na prefeitura causaram um baque na reputação de Maria Aparecida.
Da sua parte,
o Ministério Público Estadual foi correto ao reconhecer a verdade. O prefeito Flávio Prandi (DEM), como veiculado nas redes sociais, convidou Maria Aparecida a reassumir o cargo. Agindo assim, também foi correto em voltar atrás na decisão. Se ela voltar ao cargo, deverá merecer reverências oficiais de consideração, respeito e estima para se recuperar emocionalmente de tamanhos golpes recebidos.
Os analistas
lá do botequim da vila têm opinião sobre o assunto. Para eles, Ministério Público é uma coisa, Prefeitura é outra coisa. O prefeito pratica ações em nome do povo que o colocou no cargo. Portanto, o episódio da exoneração exige uma formalidade de reconciliação que envolva a comunidade, o prefeito e a secretária Maria Aparecida. Para os analistas, a democracia – para ser democracia – tem rituais que não podem ser desprezados.
A Segunda
Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o arquivamento do Inquérito instaurado para investigar fatos relacionados ao deputado federal Rodrigo Garcia (DEM-SP). Segundo o relator, ministro Gilmar Mendes, após mais de um ano de investigação não há perspectiva de obter indícios da existência de fatos criminosos atribuídos ao parlamentar.
Por ordem
do ministro Edson Fachin, o inquérito foi instaurado em abril de 2017 para apurar suspeita de que o deputado tenha omitido doações na prestação de contas da campanha eleitoral de 2010. Segundo declarações prestadas por colaboradores do Grupo Odebrecht, os valores teriam sido repassados por intermédio do Setor de Operações Estruturadas da empresa, em que Garcia era identificado com o apelido "Suíça".
Entre outros
pontos, o relator ministro Gilmar Mendes destacou que, de acordo com a versão dos colaboradores, os dois pagamentos de R$ 100 mil em dinheiro teriam sido feitos em setembro de 2010 num hotel na Zona Sul de São Paulo (SP). Ele afirmou: "O inquérito sequer conseguiu localizar o hotel". Para ele, a declinação de competência para a Justiça Eleitoral numa investigação fadada ao insucesso "representaria apenas protelar o inevitável".
A deputada
tucana Analice Fernandes, nascida em Jales, distribui pela cidade um folhetim onde destaca suas conquistas para Jales. Entre elas, recursos para recape das vias públicas. Cita inclusive que "em outras fases foram garantidos recapes das ruas no JACB, IV Centenário, Vila São José (uma única rua recapeada no governo Parini) e no jardim Oiti.
Na Rua
São Paulo, no Bairro IV Centenário, os moradores clamam pelo recape há duas décadas, já que pavimentação está um Deus nos acuda. Até teve uma operação tapa buraco escabrosa. Seria bom que os contribuintes moradores da rua soubessem quais outras ruas foram beneficiadas com recursos intermediados pela deputada Analice. O prefeito Parini recapeou as ruas do bairro, menos a rua São Paulo.
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