Radiação ultravioleta pode causar danos à pele em qualquer época do ano, inclusive no inverno

 
Exposição solar prolongada e sem proteção pode causar desde manchas até câncer de pele. A dermatologista Dra. Thais Pepe (foto), especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia, explica o que fazer para evitar o problema.

A fotoproteção e os malefícios da radiação solar à pele são assuntos extremamente comentados durante as estações mais quentes, quando o sol está presente em grande parte do tempo e as pessoas tendem a ficar mais expostas. Mas a radiação ultravioleta é danosa durante todo o ano, mesmo em dias chuvosos ou nublados. "A intensidade da radiação não está relacionada ao clima e sim ao índice ultravioleta, por isso devemos nos proteger do sol mesmo nos meses mais frios. Além disso, o que muitas pessoas não sabem é que mesmo em ambientes fechados, mas que possuem janelas, como carros, casas e escritórios, a proteção solar se faz necessária, pois os raios UVA conseguem atravessar janelas e entrar em contato com nossa pele", explica a dermatologista Dra. Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Entre as principais consequências da exposição solar prolongada estão as manchas, o envelhecimento precoce e o câncer de pele. Porém, estes problemas podem ser evitados através de alguns cuidados básicos. "É fundamental que você utilize diariamente um fotoprotetor físico com FPS 30 e PPD 8, no mínimo, e com óxido de zinco ou titânio na composição, devendo reaplicá-lo sempre a cada quatro horas, até mesmo em ambientes fechados", recomenda a especialista. "Além disso, é importante aplicar o produto na quantidade correta, pois, caso contrário, ele não protegerá corretamente. Para o rosto, por exemplo, o ideal é utilizar uma quantidade equivalente a uma colher de café cheia."

Estudos também apontaram certos suplementos como coadjuvantes importantes na proteção contra os efeitos da radiação ultravioleta na pele. É o caso do Polypodium Leucotomos, um sistema antioxidante que auxilia na neutralização dos radicais livres que são gerados pela pequena quantidade de radiação solar que não é barrada pelo fotoprotetor. "Outra substância que pode ser usada para complementar a fotoproteção é a Nicotinamida, um derivado da vitamina B3 que possui inúmeros benefícios para pele, como proteção ao DNA celular contra os danos da radiação solar, além de contar com alta propriedade hidratante e clareadora", completa a médica.

Mas a dermatologista alerta que a suplementação não deve substituir o uso de fotoprotetores de uso tópico, pois, apesar de serem fundamentais para complementar a proteção, estes antioxidantes não protegem a pele contra a radiação ultravioleta. "Porém, o mais importante é que você consulte um dermatologista regularmente. Apenas ele poderá realizar uma avaliação de sua pele e indicar os melhores métodos de fotoproteção para o seu caso", finaliza a Dra. Thais Pepe.

Comentários