FOLHAGERAL

Não houve
mudanças drásticas, como se esperava, na área demarcada para fins da Zona Azul em Jales. Em outras cidades – do porte de Jales pra cima –, as vagas de estacionamento destinadas a idosos e deficientes físicos sinalizam um tempo limitado. A nova lei municipal, passada pelo crivo dos vereadores, não faz referência a essa limitação.

A propósito,

o responsável pelos estudos das melhorias na Zona Azul chegou a dizer que analisaria essa lacuna na lei municipal. Parece que o jeito brasileiro de não resolver questões falou alto. Quem não paga estacionamento e ainda tem tempo ilimitado, por certo, não vai se preocupar com outros cidadãos que, na mesma condição, precisam estacionar.

Como já
acontece regularmente, idoso ou deficiente pára seu carro em vaga que lhe é destinada na Praça João Mariano de Freitas e, despreocupadamente, pode jogar seu truquinho no "cassino" a céu aberto na praça sem ser incomodado.

Sem dúvida,
não é tarefa fácil organizar o sistema de trânsito na maioria das cidades. Basta pensar como é radical e absurdo o sistema de rodízio de placas pares e ímpares, em vigor em várias grandes cidades do mundo. Porém, a desorganização e a insegurança são maiores onde os gestores fazem corpo mole e as pessoas pecam por falta de educação cidadã.

Nenhum
estudo e nenhuma informação dão conta sobre o futuro possível da área onde se localiza o Estádio Municipal Dr. Roberto Valle Rollemberg. A maioria das pessoas – conforme pesquisa feita pelo gestor anterior – quer que a área seja licitada. Mas os gestores municipais ouvem a gritaria de uma minoria que não uma deseja decisão contra a disponibilidade da área. Tem gente que prefere utilizar o Estádio sem pagar as devidas taxas ao Município.

Por falar
no Estádio, os "analistas" lá do botequim da vila andaram discutindo sobre aquelas propagandas no muro, que pertence à municipalidade. Ansiosamente, se perguntaram: quem autoriza, quem recebe o tutu, onde é investido o recurso, se alguém presta contas. Isso tem a ver com quem autorizou o uso do Estádio por equipes de garotos que não representam a cidade em categoria adulta em certames oficiais. Eles poderiam estar treinando e jogando no campo de futebol do jardim Paraíso.

O pior de tudo
é que os contribuintes bancam as pequenas e grandes reformas no Estádio que está se tornando todo deteriorado. Isso não pode ser evitado, já que não há tomada de decisão, e a Prefeitura precisa de recursos para sanear as dívidas e recapear as vias públicas.

Esta semana,
a correção de 22,07% no valor venal dos imóveis de Jales, para fins de IPTU, foi tema discutido nas redes sociais. O projeto de lei de autoria do Executivo foi aprovado pelo Legislativo na sessão de segunda-feira (dia 11). Os dez vereadores chancelaram a correção. E foram massacrados politicamente na rede social.

O presidente
da Casa Legislativa, Vagner Selis "Pintinho" (PRB), divulgou uma nota justificando a aprovação do projeto de lei, onde diz que "os vereadores que compõem a base de apoio do Prefeito Municipal, há aproximadamente um mês, discutiram com o Poder Executivo a possibilidade e a necessidade do reajuste do valor venal dos imóveis em Jales. Portanto, não cabe o questionamento de que o projeto tenha sido aprovado sem a devida reflexão sobre o tema".

Em outras
palavras, faltou aos nobres vereadores, que apoiam o prefeito, dar repercussão geral ao estudo do projeto, como representantes do povo, junto aos seus eleitores. Enfim, discutir com a população a propositura antes da aprovação. Do lado da população, o impacto do reajuste de 22,07% não foi levado em consideração.

Lá no
botequim da vila, os "analistas" entendem que os vereadores estão sendo justamente lastimados pela simples razão de discutirem um projeto de interesse de toda a população às portas fechadas com o prefeito. "A falta de experiência dos vereadores os coloca em favor do prefeito e alheios à população", disse um "analista".

Um contribuinte
indignado sugeriu o uso de um drone para localizar casas de alto padrão que estão sendo construídas na periferia. Acontece que a Prefeitura aprova as plantas das edificações residenciais e comerciais; portanto, sabe onde são construídos imóveis de padrão elevado.

Mas tem razão
o contribuinte em sugerir o uso de drone como forma de atualizar o valor dos imóveis de forma justa. O Brasil já tem empresas especializadas com uso de drones equipados com eficientes sistemas de captação de imagens dos imóveis para fins tributários.

Algumas
prefeituras, que utilizaram os serviços dessas empresas, refizeram totalmente as bases e os trabalhos de arrecadação de IPTU, sem causar protesto da população. De quebra, aumentaram em até 165% o volume de dinheiro arrecadado.

O dirigente
de um partido com representação no Legislativo de Jales, em conversa com o colunista, se mostrou apreensivo com a repercussão negativa aos parlamentares pela aprovação da correção de 22,07% ao IPTU. "Nesse imbróglio todo em que se encontra o País, aumento de imposto pesa no bolso do contribuinte e a reação não poderia ser outra".

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