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sábado, 22 de julho de 2017

“Temos que ser radicais. Governo nenhum pode aumentar impostos”, afirma Skaf

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, disse que a "sociedade não tem mais tolerância em relação ao aumento de impostos". O caminho, afirmou, é o governo se adaptar, cortar gastos, procurar eficiência, continuar o combate à corrupção. "Nós temos que ser radicais. Governo nenhum pode aumentar impostos." Segundo Skaf, há muitas frentes a explorar, como a melhor estruturação do Refis, programa de renegociação de dívidas com a União.


"Tem que acertar as contas reduzindo a máquina pública, o pessoal, cortando despesas, fazendo mais com menos recursos e com mais eficiência", declarou. Skaf destacou que nos cinco primeiros meses deste ano houve aumento do gasto com a folha de pagamento do governo, de 11,8% acima da inflação.

"O sacrifício do governo em cortar gastos diversos, contingenciar e cortar investimentos, foi por água abaixo porque houve aumento grande da folha." E a Previdência provocou um rombo extra de R$ 15 bilhões nesse mesmo período.

"O atual governo herdou uma bomba estourada", disse Skaf. "Não é culpa deste governo este estouro de contas que está aí; foi uma irresponsabilidade nos últimos 10 anos, de uma série de atitudes que levaram o Estado a quebrar e ter um furo nas contas. Ele herdou um grande problema." Skaf lembrou que o governo Temer aprovou reformas importantes, que eram discutidas havia décadas, e há outras reformas na pauta, mas, apesar da crise política, aumento de impostos não é solução.

Teríamos um outro Brasil hoje, afirmou o presidente da Fiesp e do Ciesp, se ao longo das últimas décadas os governos tivessem sido impedidos de aumentar impostos e tivessem buscado a eficiência, a boa gestão e resultados para a sociedade. Foi um erro, disse, aceitar o aumento de impostos. "Sempre se gastou muito e se gastou mal. E se resolveu aumentando impostos."

Skaf explicou iniciativas tomadas pela Fiesp para protestar contra o aumento de impostos anunciado pelo governo no dia anterior. "Na avenida Paulista temos um Pato [símbolo da luta contra o aumento de impostos], e fizemos um manifesto nos principais jornais do país."

O pato de 5 metros é contra o aumento da alíquota de PIS/Cofins anunciado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. A campanha "Não vou pagar o pato" teve amplo apoio da população com mais de 1,2 milhão de assinaturas.

O presidente Michel Temer afirmou nesta sexta-feira (21), que a reação da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) contra o anúncio do aumento das alíquotas do PIS/Cofins para combustíveis é uma "incompreensão natural". "Aos poucos todos compreenderão, inclusive a Fiesp", completou.

O presidente descartou que a reação da Fiesp tenha sido política. "É uma reação econômica natural, ninguém quer tributo. Mas quando todos compreenderem que é fundamental para incentivar o crescimento, manter a meta fiscal e dar estabilidade ao país e para não enganar, esta matéria logo será superada."

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