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sábado, 29 de julho de 2017

Clamor por libertação das novas escravidões será ato central da 33ª Romaria Diocesana de Jales

"Com Maria nos libertamos de novas escravidões". Este é o tema da 33ª Romaria Diocesana de Jales, que se realizara no dia 20 de agosto, festejando Nossa Senhora da Assunção, padroeira da Diocese. Neste ano se destacará por ocorrer no Ano Mariano, no qual a Igreja celebra os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, ocorrida no tempo da longa escravidão negra no Brasil.

Em preparação a Romaria, a equipe de subsídios produziu um pequeno livro com quatro encontros mais uma celebração para serem vivenciados nos grupos de quarteirões. Como também os sete setores pastorais da Diocese de Jales preparam pequenas peregrinações as igrejas e capelas dedicadas a Nossa Senhora Aparecida.


A Igreja tem papel importante na sociedade em promover fraternidade e justiça, em busca de vida digna para todos, sem distinção de cor, raça, credo, etc. A Diocese de Jales em união com seu povo clama por libertação das novas escravidões, realizando assim sua missão como igreja em saída e em busca do bem comum.

Por meio da figura negra de Maria, Deus manifestou sua solidariedade ao povo oprimido, ouviu o seu clamor e desceu para libertá-lo, assim como fez no tempo da escravidão dos hebreus no Egito (cf. Ex 3,7-10) e por meio de Cristo, cuja missão ele mesmo anunciou como libertadora (cf. Lc 4,16-21). A Igreja, guiada pelo Espírito Santo, dá continuidade a essa missão.

"Hoje estamos submetidos a novas escravidões causadas sobretudo pelo atual sistema econômico, cujo centro é o dinheiro, não a pessoa humana. Enquanto os organismos financeiros lucram altamente, a miséria assolada grande parte da população. Ladrões que fazem suas tocas em nossos governos, defendem interesses de conglomerados econômicos e retiram direitos da classe trabalhadora. Nossa "casa comum" está sendo degradada e devastada", afirmou o bispo diocesano Dom Reginaldo Andrietta.

Cada setor pastoral produziu um clamor em forma de oração para poder manifestar a luta do povo pela libertação, que será clamado durante toda a romaria.

"Clamamos a Deus Libertação desses e de outros males, inspirados pelo Magnificat, no qual Maria canta as maravilhas que Deus realiza em favor de seu povo, derrubando do trono os poderosos e exaltando os humildes (cf. Lc 1,47-55). Maria acolheu, viveu e manifestou a ação libertadora de Deus. Por isso, na Romaria deste ano, reafirmamos que ‘Com Maria nos libertamos de novas escravidões", concluiu Dom Reginaldo.

Essa Romaria será, como sempre, uma grande manifestação de fé em Cristo libertador, de clamor por uma sociedade mais justa e de compromisso em ações coletivas para conquista-la. (por Edivaldo Mella Janasco).

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