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quinta-feira, 25 de maio de 2017

A felicidade brota do ato de perdoar e servir

 
Por Kie Kume*
Há duas grandes vertentes que podem tornar nossa vida mais feliz – uma jorra no plano material; outra, no plano espiritual, nasce dentro do nosso ser, na dimensão infinita de nossas almas e de nossos corações. É a felicidade que brota do ato de perdoar e servir. A primeira vertente é composta de bens finitos, que duram enquanto durar nossa caminhada neste mundo; a segunda nos transporta para um patamar de realização que a primeira jamais conseguirá nos proporcionar.
Mesmo assim, a realização no plano material não pode ser descartada, apenas deve ser canalizada para que seu potencial abra caminho para voos mais altos. Nesse plano, junto aos anseios de felicidade, não podemos ignorar que o sofrimento, os desafios, as lutas, as doenças, as privações, as depressões e as carências materiais são inerentes à nossa condição de seres humanos, mas com a consciência de que fomos feitos para a felicidade, tanto nesta vida como na eternidade.
É natural que busquemos a felicidade em coisas materiais – numa boa educação e formação, em um emprego bem remunerado, em uma casa nova, num carro do ano, em uma viagem dos sonhos, em um celular ou computador de última geração. São ambições justas que, sem a marca do consumismo que ameaça esgotar os recursos naturais, alimentam a indústria e o comércio que garantem o desenvolvimento da comunidade, do país e do mundo.
Em um degrau acima, está a felicidade que cada um de nós tenta conquistar por meio de seus relacionamentos, seja em família, entre namorados, no trabalho, na escola, na universidade e, em especial, nas diversas comunidades religiosas que, pela fé, indicam caminhos a seguir. É nesses relacionamentos que cada pessoa, dependendo de seu caráter e dedicação, pode descobrir a dimensão maior da felicidade que brota de um ato de perdão e de serviço ao próximo.
"Ama teu próximo como a ti mesmo" e "Eu vim para servir, não para ser servido" foram, talvez, as duas frases mais importantes proferidas por Jesus Cristo há mais de dois mil anos. Marcaram o crescimento do mundo cristão e, apesar dos muitos erros cometidos ao longo da história, embasaram sua permanente preocupação com a construção de um mundo mais justo, onde todos tenham as mesmas oportunidades e direitos.
"A vida é uma sequência contínua de batalhas", afirma o autor japonês Ryuho Okawa em "As Leis da Invencibilidade – Como desenvolver uma mente estratégica e gerencial" (IRH Press do Brasil). "Todas as decisões ou ações resultam em vitórias ou derrotas. A vida tem felicidades e infelicidades. As organizações e sociedades passam por fases boas e más. As nações enfrentam constantes mudanças, altos e baixos, períodos felizes e infelizes. De certo modo, são essas as batalhas da vida. As decisões cruciais que tomamos e as ações que empreendemos nos momentos decisivos têm desfechos que determinam nossa felicidade ou infelicidade", diz Okawa.

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